AGRONEGÓCIO
Preços do café sobem mais de 3% nesta sexta-feira com atenção ao clima no Vietnã
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Café robusta pressiona com chuvas no Vietnã
De acordo com o Barchart, o café robusta tem apoio das preocupações com o clima no Vietnã, onde fortes chuvas decorrentes do Tufão Bualoi afetaram regiões produtoras. As precipitações causaram inundações em algumas fazendas e interromperam o trabalho nas plantações, impactando temporariamente a colheita.
Perspectiva de safra maior deve equilibrar oferta
O portal Bloomberg aponta que o Vietnã deve colher sua maior safra em quatro anos, impulsionada por boas chuvas recentes. A produção da temporada 2025-26 deve alcançar 1,76 milhão de toneladas, o que pode aliviar a oferta restrita e exercer pressão de baixa sobre os preços globais.
Mercado brasileiro segue vulnerável
Apesar da expectativa de maior oferta no Vietnã, o café segue com forte volatilidade no Brasil. Entre os fatores que mantêm o mercado pressionado estão:
- Estoques globais baixos;
- Quebra da safra atual brasileira;
- Preocupações climáticas durante o período crítico de floração;
- Impactos das tarifas americanas sobre o produto.
Cotação dos futuros nesta sexta-feira
Por volta das 9h30 (horário de Brasília), os contratos futuros apresentavam os seguintes valores:
- Café Arábica
- Dezembro/25: 387,05 cents/lbp (+895 pontos)
- Março/26: 371,05 cents/lbp (+860 pontos)
- Maio/26: 359,50 cents/lbp (+805 pontos)
- Café Robusta
- Novembro/25: US$ 4.474/tonelada (+US$ 152)
- Janeiro/26: US$ 4.468/tonelada (+US$ 143)
- Março/26: US$ 4.413/tonelada (+US$ 132)
O mercado segue atento às condições climáticas nos principais países produtores e à evolução das safras globais, mantendo a volatilidade nos preços do café.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.
A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.
Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.
Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.
No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.
A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.
A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.
Fonte: Pensar Agro
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