AGRONEGÓCIO
Preços do tomate sobem no Rio Grande do Sul, mas custos de produção ainda não são cobertos
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O preço do tomate voltou a apresentar reação positiva na região de Caxias do Sul (RS), segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. A cotação passou de R$ 3,42 para R$ 3,58 por quilo, representando um leve avanço em relação aos dias anteriores.
Apesar do reajuste, a entidade alerta que o valor permanece abaixo das expectativas dos produtores e ainda não cobre adequadamente os custos de produção, mantendo desafios para a sustentabilidade econômica das lavouras.
Produção segue ativa no norte do Estado
Na região administrativa de Erechim, a colheita de tomate continua em andamento. A produção apresenta boa qualidade e produtividade, com uso de tecnologia avançada nas lavouras, segundo a Emater/RS-Ascar.
Monitoramento fitossanitário continua essencial
Apesar do bom padrão de frutos, a entidade destaca aumento na incidência de pragas e doenças, como broca-do-tomateiro, viroses, requeima e pinta-preta. Esses fatores reforçam a necessidade de monitoramento fitossanitário contínuo, especialmente em municípios como Erechim, para evitar perdas significativas na produção.
A combinação de alta produtividade com manejo eficiente de pragas e doenças é fundamental para garantir rentabilidade aos produtores, conforme alerta a Emater/RS-Ascar.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Açúcar recua no mercado paulista com oferta elevada, enquanto clima e cenário global seguem no radar
O mercado de açúcar segue atravessando um período de pressão nos preços, tanto no Brasil quanto no exterior. Em São Paulo, as cotações do açúcar cristal branco continuam em trajetória de queda diante da oferta abundante no início da safra 2026/27 e da postura cautelosa dos compradores. No cenário internacional, os contratos negociados nas bolsas de Nova York e Londres também registraram desvalorização, refletindo expectativas de maior disponibilidade global da commodity.
Apesar do ambiente baixista, fatores climáticos começam a ganhar relevância nas análises do setor e podem alterar o comportamento do mercado nos próximos meses.
Oferta elevada mantém pressão sobre o açúcar cristal
De acordo com pesquisadores do Cepea, a comercialização do açúcar cristal branco permanece lenta no mercado paulista. Compradores seguem retraídos, aguardando possíveis novas reduções nos preços, enquanto a oferta disponível continua elevada com o avanço da moagem da cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil.
O cenário de ampla disponibilidade do produto tem sustentado o movimento de queda das cotações nas últimas semanas, reduzindo o interesse imediato por negociações de maior volume.
Entretanto, os indicadores do mercado físico mostraram uma reação pontual no início desta semana. Segundo o Indicador CEPEA/ESALQ, a saca de 50 quilos do açúcar cristal foi negociada a R$ 93,63 na segunda-feira (15), avanço de 0,85% em relação ao dia anterior.
Com esse desempenho, o indicador passou a acumular valorização de 0,68% em junho, sinalizando uma recuperação parcial após as recentes perdas observadas no mercado doméstico.
Bolsas internacionais registram novas baixas
No mercado externo, os contratos futuros de açúcar encerraram a segunda-feira em queda nas principais bolsas globais.
Na ICE Futures US, em Nova York, o contrato com vencimento em julho de 2026 fechou cotado a 13,68 centavos de dólar por libra-peso, com leve recuo. Os vencimentos outubro de 2026 e março de 2027 também registraram perdas, acompanhando o sentimento negativo predominante entre os investidores.
Em Londres, na ICE Futures Europe, o açúcar branco seguiu a mesma tendência. O contrato para agosto de 2026 encerrou o pregão a US$ 442,40 por tonelada, enquanto os vencimentos seguintes também apresentaram desvalorização.
A pressão sobre os preços internacionais continua associada à expectativa de maior oferta global no curto prazo, especialmente diante das projeções favoráveis para importantes regiões produtoras.
El Niño aumenta preocupação com a próxima safra
Embora a oferta atual siga confortável, o mercado acompanha com atenção os desdobramentos climáticos após a confirmação do fenômeno El Niño pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
O fenômeno pode provocar alterações significativas nos regimes de chuva em importantes regiões produtoras de açúcar, como Índia, Tailândia e Brasil.
No Centro-Sul brasileiro, a expectativa é de aumento das precipitações ao longo dos próximos meses. Caso esse cenário se confirme, poderá haver impactos operacionais na colheita e no processamento da cana-de-açúcar, reduzindo a disponibilidade imediata da matéria-prima para as usinas.
Além disso, a situação climática na Índia permanece no radar dos agentes do mercado. O déficit de chuvas associado às monções tem gerado incertezas sobre o potencial produtivo da próxima safra do país, um dos maiores produtores e exportadores mundiais de açúcar.
Petróleo e mix de produção influenciam mercado
Outro fator que contribui para a pressão sobre as cotações é o comportamento do mercado de energia. Segundo análises do setor, a recente queda nos preços do petróleo reduz a competitividade relativa do etanol, incentivando uma maior destinação da cana para a fabricação de açúcar.
Esse movimento tende a ampliar a oferta global da commodity, reforçando o viés baixista observado nas bolsas internacionais.
Por outro lado, eventuais problemas climáticos em grandes produtores mundiais podem limitar quedas mais acentuadas e trazer maior volatilidade ao mercado ao longo do segundo semestre.
Etanol apresenta estabilidade em São Paulo
Enquanto o açúcar busca um novo equilíbrio entre oferta e demanda, o mercado de etanol hidratado apresentou estabilidade no estado de São Paulo.
O Indicador Diário Paulínia apontou o biocombustível negociado a R$ 2.345,50 por metro cúbico na segunda-feira (15), com leve alta de 0,04% frente ao pregão anterior.
Apesar da estabilidade recente, o etanol ainda acumula retração de 0,26% no mês, refletindo o avanço da safra e o aumento da disponibilidade do produto no mercado.
Perspectivas para o setor
O mercado de açúcar permanece dividido entre a pressão exercida pela ampla oferta atual e as incertezas climáticas que podem afetar a produção global nos próximos meses. Enquanto compradores seguem cautelosos e os preços internacionais permanecem enfraquecidos, fatores como o El Niño, as condições das monções na Índia e o comportamento do mercado de energia deverão continuar determinando o rumo das cotações ao longo da safra 2026/27.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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