RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Produção da pecuária e aquicultura bate recordes em 2024 e chega a R$ 132,8 bilhões

Publicados

AGRONEGÓCIO

Valor total de produção cresce 8,8%

O Brasil registrou em 2024 um valor total de produção da pecuária e aquicultura de R$ 132,8 bilhões, alta de 8,8% em relação ao ano anterior, segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2024, divulgada pelo IBGE.

Do total, os produtos de origem animal somaram R$ 121,1 bilhões (+8,2%), enquanto a aquicultura respondeu por R$ 11,7 bilhões (+15,4%). O país contabilizou 238,2 milhões de cabeças de gado, ligeira queda de 0,2%, mas ainda o segundo maior efetivo da série histórica, superado apenas por 2023.

Pecuária bovina: produtividade cresce mesmo com menor número de vacas

A produção de leite atingiu 35,7 bilhões de litros, novo recorde, movimentando R$ 87,5 bilhões. Apesar da alta na produção, o número de vacas ordenhadas caiu para 15,1 milhões, menor nível desde 1979, indicando aumento da produtividade. Castro (PR) lidera a produção municipal.

No abate de bovinos, suínos e frangos, o país registrou recordes históricos, acompanhados pelo aumento nas exportações de carnes in natura. Segundo a analista Mariana Oliveira, do IBGE, a redução no efetivo bovino decorre do ciclo pecuário e da retenção menor de fêmeas, motivada pelos preços do bezerro e da arroba.

Principais municípios produtores de bovinos:

  • São Félix do Xingu (PA): 2,5 milhões de cabeças
  • Corumbá (MS), Porto Velho (RO), Cáceres (MT) e Marabá (PA)
Leia Também:  Algodão em Nova York opera em campo misto com preços em alta e ajustes de mercado
Produção de galináceos e ovos atinge novos recordes

O efetivo nacional de galináceos chegou a 1,6 bilhão de cabeças, aumento de 1,7%, enquanto o número de galinhas atingiu 277,5 milhões, alta de 6,8%. A Região Sul lidera em efetivo total, com destaque para o Paraná, responsável por 28,8% do total nacional.

A produção de ovos de galinha também bateu recorde, totalizando 5,4 bilhões de dúzias, crescimento de 8,6% em relação a 2023, com destaque para a produção de Santa Maria de Jetibá (ES).

Principais municípios produtores de ovos:

  • Santa Maria de Jetibá (ES)
  • Bastos (SP)
  • São Bento do Una (PE)
  • Primavera do Leste (MT)
  • Beberibe (CE)
Caprinos e ovinos: Nordeste impulsiona recordes históricos

O rebanho de caprinos chegou a 13,3 milhões de animais (+3,1%) e o de ovinos a 21,9 milhões (+0,3%), ambos recordes históricos da pesquisa. A região Nordeste concentra a maior parte dos efetivos, com destaque para Bahia e Pernambuco.

Principais municípios produtores:

  • Casa Nova (BA)
  • Juazeiro (BA)
  • Floresta (PE)
  • Curaçá (BA)
  • Petrolina (PE)
Suinocultura mantém crescimento e exportações em alta

O rebanho de suínos totalizou 43,9 milhões, aumento de 1,8% em relação a 2023. As matrizes chegaram a 5 milhões, o maior registro da série histórica, enquanto o abate cresceu 1,2%, atingindo novo recorde.

Leia Também:  Exportações brasileiras de açúcar recuam em 2025, mas alcançam segundo maior volume histórico

Principais municípios produtores de suínos:

  • Toledo (PR): 950 mil animais
  • Uberlândia (MG): 623,9 mil animais
  • Marechal Cândido Rondon (PR): 576 mil animais
Mel e apicultura: produção nacional alcança recorde histórico

A produção de mel cresceu 4,9% em 2024, totalizando 67,3 milhões de quilos, o maior valor da série histórica. O Nordeste é responsável por 39,4% do total, com destaque para Piauí, Ceará, Bahia e Maranhão. O Paraná continua sendo o maior produtor nacional.

Principais municípios produtores de mel:

  • Santa Luzia do Paruá (MA)
  • Arapoti (PR)
  • Santana do Cariri (CE)
  • São Raimundo Nonato (PI)
  • Ortigueira (PR)
Aquicultura: peixes e camarão em crescimento recorde

A produção de peixes atingiu 724,9 mil toneladas, crescimento de 10,3%, com tilápia representando quase 70% do total. O Paraná lidera a produção com 38,2% da tilápia nacional.

A produção de camarão cultivado também atingiu recorde, com 146,8 mil toneladas (+15,2%), sendo 99,7% provenientes do Nordeste, especialmente do Ceará e Rio Grande do Norte.

Principais municípios produtores de peixes e camarão:

  • Morada Nova de Minas (MG): maior produção de peixes
  • Aracati (CE): maior produção de camarão
  • Jaguaruana (CE) e Pendências (RN) completam o ranking de camarão

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

Publicados

em

Por

O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

Leia Também:  Algodão em Nova York opera em campo misto com preços em alta e ajustes de mercado

Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

Leia Também:  Workshop em Araraquara debate manejo da leprose dos citros e pragas de difícil controle

Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA