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Exportações brasileiras de açúcar recuam em 2025, mas alcançam segundo maior volume histórico

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Volume de exportações mantém Brasil como líder mundial

O Brasil fechou 2025 com 33,774 milhões de toneladas de açúcar exportadas, segundo dados da DATAGRO e da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). Apesar de representar uma redução de 11,7% em relação a 2024, quando o país registrou recorde histórico de 38,237 milhões de toneladas, o resultado mantém o Brasil como principal exportador global da commodity.

Em dezembro, os embarques totalizaram 2,912 milhões de toneladas, alta de 2,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, sinalizando recuperação no final do ciclo.

Distribuição entre açúcar bruto e branco

Os embarques de açúcar apresentaram desempenho distinto conforme o tipo de produto:

  • Açúcar bruto: 2,469 milhões de toneladas em dezembro (-1,0% anual); total anual de 29,469 milhões de toneladas (-12,0% em 2025).
  • Açúcar branco: 443 mil toneladas em dezembro (+31,6% anual); total anual de 4,305 milhões de toneladas (-9,6% em 2025).

O crescimento do açúcar branco reflete maior demanda industrial e melhorias na logística e eficiência dos portos brasileiros.

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Receita em queda devido à baixa dos preços internacionais

O valor médio do açúcar exportado pelo Brasil em dezembro foi de US$ 374,55 por tonelada, queda de 21,6% em relação ao mesmo mês de 2024, atingindo o menor nível desde novembro de 2021.

Como consequência, a receita total com exportações do mês somou US$ 1,091 bilhão, retração de 19,4% no comparativo anual. No acumulado do ano, a receita atingiu US$ 14,109 bilhões, queda de 24,2% frente a 2024.

A redução nos valores é atribuída à queda dos preços internacionais do açúcar e à variação cambial, que impactaram diretamente a arrecadação das empresas exportadoras.

Principais destinos do açúcar brasileiro

A China manteve-se como principal importadora em 2025, absorvendo 4,739 milhões de toneladas (14% do total anual), alta de 56,9% em relação a 2024. Em dezembro, o país comprou 385 mil toneladas (13,2% do total do mês).

Outros destaques incluem:

  • Arábia Saudita: 324 mil toneladas em dezembro (11,1% do total mensal)
  • Argélia: 228 mil toneladas em dezembro (7,8%)
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No acumulado anual, a Índia ocupou a segunda posição, com 2,628 milhões de toneladas (-21,6% anual), seguida pela Argélia, com 2,121 milhões de toneladas (-4,7%).

Infraestrutura e logística fortalecem competitividade

Segundo especialistas, o avanço da infraestrutura portuária e ganhos de eficiência logística permitiram ao Brasil ampliar a capacidade de escoamento do açúcar ao longo do ano.

Essa dinâmica reduziu a necessidade de estoques elevados pelos importadores, garantindo maior previsibilidade e agilidade na reposição via açúcar brasileiro, mesmo com volumes ligeiramente inferiores aos do ano recorde.

Perspectivas para o setor

Apesar da retração anual em volume e receita, o Brasil segue liderando o comércio mundial de açúcar, com destaque para mercados estratégicos na Ásia e Oriente Médio.

O cenário reforça a importância do país como fornecedor confiável, enquanto produtores e exportadores monitoram preços internacionais e demanda global para o planejamento da safra 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

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Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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