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Produção de carne bovina no Brasil deve cair 3,5% em 2026, aponta Conab

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A produção de carne bovina no Brasil deve registrar uma retração de 3,5% em 2026, somando 10,6 milhões de toneladas em equivalente carcaça, de acordo com projeções divulgadas nesta quinta-feira (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Menor oferta de animais e ciclo pecuário

A Conab explica que a queda é resultado da redução da oferta de animais para abate, reflexo da recomposição dos rebanhos após três anos de forte abate de fêmeas. O Brasil, maior exportador mundial da proteína, deve sentir os efeitos desse movimento no ciclo pecuário.

Na véspera, a consultoria Datagro já havia sinalizado projeção semelhante. Também durante um evento em São Paulo, um executivo da JBS afirmou que a companhia vem se preparando para essa mudança no mercado.

Pressão nos preços da arroba

Segundo a Conab, a retração da produção bovina tende a pressionar os preços da arroba e estimular a busca por proteínas alternativas, especialmente frango e suíno, que devem ganhar participação no consumo doméstico.

Avanço na produção de frango

A produção de carne de frango deve crescer 2,8% em 2026, alcançando 15,93 milhões de toneladas. O desempenho será sustentado pela retomada das exportações após os embargos sanitários de 2025 e pelo custo competitivo em comparação à carne bovina.

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As exportações de frango foram estimadas em 5,36 milhões de toneladas para 2026, frente a 5,23 milhões de toneladas em 2025.

Produção de suínos em alta

Já a produção de carne suína deve avançar 3,6%, chegando a 5,77 milhões de toneladas. As exportações também devem atingir um novo recorde, estimadas em 1,53 milhão de toneladas no próximo ano.

Preferência do consumidor por proteínas mais acessíveis

O relatório da Conab destaca que a elevação no preço da carne bovina deve reforçar a substituição por proteínas de menor custo, principalmente entre consumidores de menor renda.

No varejo, a carne de frango deve seguir como a proteína mais acessível, enquanto a carne suína se consolida como uma alternativa cada vez mais competitiva no prato dos brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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