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Produtividade da aveia gaúcha supera expectativas com clima favorável

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A colheita da aveia-branca no Rio Grande do Sul alcança 38% das lavouras, apresentando desempenho considerado positivo, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. A instituição destaca que a qualidade dos grãos e o peso hectolitro estão dentro do padrão industrial, indicando um ciclo produtivo favorável.

Embora tenham sido registrados casos isolados de acamamento em áreas com maturação avançada e danos localizados causados por granizo, os eventos não afetaram significativamente a produtividade estadual.

Condições climáticas favorecem o desenvolvimento da cultura

O bom desempenho da aveia gaúcha é atribuído às condições climáticas recentes, que combinaram dias ensolarados, temperaturas amenas e boa umidade no solo, favorecendo o enchimento dos grãos e o desenvolvimento das lavouras.

A produtividade média estadual está estimada em 2.445 kg/ha, representando um aumento de 8,48% em relação à projeção inicial. A área cultivada totaliza 393.252 hectares. Quanto ao estado fitossanitário, as lavouras apresentam controle adequado de doenças, com baixa incidência de fungos na fase final do ciclo.

Desempenho por regiões
  • Bagé: Lavouros com bom desenvolvimento, beneficiados pelo clima favorável.
  • São Gabriel: Colheita praticamente concluída, restando apenas 5% da área.
  • Campanha: Enchimento dos grãos dentro do previsto; início da colheita previsto para meados de novembro.
  • Erechim: Cultura na fase de formação de grãos, com produtividade média de 2.400 kg/ha.
  • Frederico Westphalen: 60% das lavouras colhidas, produtividade média de 2.370 kg/ha; produtores aplicaram glufosinato de amônio para uniformizar a maturação. Registros isolados de acamamento e granizo.
  • Ijuí: 20% da área colhida, com produtividade variando entre 2.600 e 2.900 kg/ha, dependendo do nível tecnológico aplicado.
  • Santa Maria: Metade das lavouras em maturação fisiológica, 15% colhidas; rendimento médio previsto de 2.161 kg/ha.
  • Soledade: 15% das áreas colhidas e 50% em enchimento de grãos, com bons resultados nas lavouras conduzidas sob manejo adequado.
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Preços da aveia no mercado regional

No mercado destinado à indústria alimentícia, a aveia registra preços médios de R$ 57,70 por saca de 60 kg na região de Ijuí e R$ 66,00 em Frederico Westphalen, refletindo o bom desempenho da produção local.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal

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A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.

No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.

Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores

O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.

Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.

Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.

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Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional

Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.

De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.

Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.

Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais

No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.

As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.

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Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.

Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente

O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.

A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.

Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira

Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.

O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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