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Projeto mapeia emissões em propriedades rurais e busca diferenciar carne ovina no mercado

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Um projeto conduzido pela SIA Brasil vai mapear as emissões de gases de efeito estufa em propriedades rurais e estruturar estratégias de mitigação com base em dados técnicos. A iniciativa envolve produtores vinculados à cooperativa Rincões do Pampa, em Lavras do Sul (RS), e conta com a parceria do Sebrae e da Lavras do Sul Mineração, com foco na cadeia da carne ovina.

Inventário de emissões em propriedades rurais orienta manejo no campo

A primeira etapa do projeto consiste na realização de inventários de emissões diretamente nas propriedades rurais. Esse diagnóstico permite identificar o comportamento dos gases de efeito estufa dentro de cada sistema produtivo.

Com base nesses dados, os produtores passam a receber orientação técnica para ajustes no manejo, com foco na melhoria do desempenho ambiental e produtivo ao longo do tempo.

Parceria entre setor produtivo, técnico e mineral estrutura projeto

Segundo o gerente de Sustentabilidade da SIA Brasil, Gustavo Heissler, o projeto foi estruturado de forma colaborativa, reunindo diferentes atores para viabilizar sua execução no campo.

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Ele explica que o Sebrae, a Lavras do Sul Mineração e a cooperativa Rincões do Pampa atuam de forma integrada, sendo a cooperativa responsável pela mobilização dos produtores. A SIA Brasil, por sua vez, fornece a base técnica e a ferramenta de cálculo de carbono aplicada aos sistemas agropecuários.

Monitoramento de emissões apoia decisões mais precisas nas propriedades

De acordo com Heissler, o principal objetivo é transformar os dados coletados em informações úteis para a gestão das propriedades.

A partir da análise das emissões, os produtores podem adotar ações práticas no sistema produtivo e acompanhar a evolução dos resultados ao longo do tempo, com maior precisão na tomada de decisão.

Carne ovina poderá ganhar diferencial de mercado com sustentabilidade

Além do diagnóstico ambiental, o projeto também abre espaço para a diferenciação do produto final. A carne ovina produzida nas propriedades participantes poderá incorporar atributos relacionados ao controle de emissões e às práticas de manejo adotadas.

Esse diferencial pode ampliar as oportunidades de posicionamento da carne ovina no mercado, agregando valor à produção.

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Projeto reforça papel do agro na agenda climática

O gerente de Sustentabilidade da SIA Brasil destaca ainda que a iniciativa contribui para evidenciar o papel da produção agropecuária no enfrentamento das mudanças climáticas.

Segundo ele, o projeto demonstra que é possível conciliar produção e sustentabilidade ao considerar o balanço de gases de efeito estufa nos sistemas produtivos, fortalecendo o posicionamento do setor como parte da solução climática.

Modelo pode ser expandido para outras regiões do país

A execução do projeto inclui etapas de coleta de dados, análise técnica e acompanhamento contínuo das propriedades participantes.

A expectativa é que a metodologia desenvolvida possa servir como modelo replicável para outras regiões do Brasil, ampliando o alcance das práticas de mensuração e mitigação de emissões no setor agropecuário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com prazo do ITR no fim, produtores pedem mais 15 dias para declarar

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A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) pediu à Receita Federal que prorrogue por 15 dias o prazo de entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026. A entidade afirma ter recebido relatos de travamentos, lentidão e dificuldade para concluir o envio. Até agora, o pedido não mudou o calendário: o prazo termina nesta quarta-feira (30.09), às 23h59, no horário de Brasília.

A solicitação foi encaminhada por ofício na segunda-feira (28). Segundo a Faep, parte dos problemas atingiu proprietários de imóveis rurais com mais de 100 hectares, que inicialmente precisavam preencher a declaração pelo serviço online. Inconsistências em dados cadastrais que não eram recuperados pelo sistema dificultaram a conclusão do procedimento, afirma a entidade.

Em 21 de setembro, a Receita passou a permitir que esses contribuintes também utilizassem o Programa ITR 2026, instalado no computador. Para a federação, a abertura dessa alternativa a poucos dias do vencimento reforça a necessidade de conceder mais tempo a quem encontrou dificuldades na plataforma.

“Os produtores precisam de condições para cumprir essa obrigação. A lentidão no sistema e a mudança nas opções de entrega nos últimos dias justificam a prorrogação”, afirmou o presidente da Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

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Enquanto não houver anúncio oficial de prorrogação, o produtor deve considerar o prazo de 30 de setembro. Quem ainda não entregou a declaração pode consultar as orientações para declarar o ITR e evitar multa publicadas ontem pelo Pensar Agro (clique aqui).

A entrega fora do prazo sujeita o contribuinte a multa de 1% ao mês ou fração de atraso sobre o imposto devido, respeitado o mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence nesta quarta-feira. A Receita ainda não anunciou mudança para nenhum desses vencimentos.

Fonte: Pensar Agro

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