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Queda da ureia oferece alívio parcial aos produtores, mas preços seguem acima de 2024

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O mercado de fertilizantes acompanha uma redução recente nos preços da ureia, mas os valores continuam acima do observado em 2024. Apesar do alívio proporcionado pela queda no mercado internacional e pela valorização do real frente ao dólar, o insumo ainda mantém custo elevado, segundo analistas.

Preços internacionais e câmbio favorecem compra em reais

Nas últimas quatro semanas, a ureia registrou queda no mercado internacional. No Brasil, essa retração foi reforçada pelo câmbio, beneficiando produtores que realizam compras em reais.

Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o movimento trouxe alívio imediato, mas não foi suficiente para reduzir os preços abaixo dos níveis do ano passado.

Ureia ainda mais cara em comparação a 2024

Mesmo com as recentes baixas:

  • Em reais: preços cerca de 8% acima dos valores de 2024;
  • Em dólares: alta acumulada de 16%, equivalente a aproximadamente US$ 50 por tonelada a mais.

O analista destaca que a pressão internacional continua impactando o custo do insumo no país, mesmo em períodos de desvalorização cambial.

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Competição com sulfato de amônio reduz liquidez da ureia

O ano de 2025 vem sendo marcado por forte concorrência entre ureia e sulfato de amônio. O segundo se mostra mais competitivo, registrando recordes históricos de importação, enquanto a liquidez da ureia no mercado doméstico diminui.

Essa tendência tem levado produtores a revisarem suas estratégias de fertilização, incorporando o sulfato de amônio como alternativa cada vez mais presente.

Demanda futura ainda aquece mercado

A projeção de demanda para os próximos ciclos reforça a relevância da ureia:

  • Operações relacionadas ao milho “safrinha” de 2026 seguem em andamento neste último trimestre;
  • Compras antecipadas para 2027 já estão sendo registradas.

Souza alerta que o cenário exige análises regionais detalhadas, já que a disponibilidade e os preços do insumo podem variar conforme a localidade e o tipo de cultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Novas exigências desafiam a ampliação da rastreabilidade e controle de medicamentos

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As novas exigências da União Europeia para importação de proteína animal colocaram um desafio adicional para a pecuária brasileira: ampliar os mecanismos de rastreabilidade e comprovar o uso adequado de medicamentos veterinários em uma cadeia que reúne cerca de 235 milhões de cabeças de bovinos, a maior do mundo em termos comerciais.

A pressão ocorre em um momento de aumento das barreiras não tarifárias ao comércio internacional. Além das exigências ambientais, como o regulamento antidesmatamento (EUDR), o bloco europeu vem reforçando regras relacionadas à segurança alimentar e ao uso de antimicrobianos na produção animal. O tema preocupa exportadores e entidades do setor, que veem a necessidade de acelerar sistemas de monitoramento e certificação para preservar o acesso a mercados de maior valor agregado.

O Brasil exportou 3,1 milhões de toneladas de carne bovina em 2025, volume recorde da série histórica, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). A União Europeia respondeu por cerca de 80 mil toneladas embarcadas no ano passado, participação inferior à da China, mas considerada estratégica por representar um mercado de maior valor agregado e referência para outros compradores.

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As exigências europeias incluem maior controle sobre o uso de substâncias antimicrobianas classificadas como críticas para a saúde humana. Desde 2022, o bloco proibiu a importação de produtos de origem animal obtidos com o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento e ampliou as exigências de comprovação sobre os sistemas de produção adotados pelos países fornecedores.

Especialistas do setor avaliam que o desafio brasileiro não está na ausência de tecnologia, mas na capacidade de demonstrar e documentar as práticas realizadas nas propriedades rurais. O sistema de identificação e certificação existente no País foi desenvolvido para atender mercados específicos, mas a tendência é de expansão das exigências relacionadas à origem dos animais, histórico sanitário e utilização de medicamentos.

Criado em 2002, o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov) atende principalmente propriedades habilitadas para exportação. Em paralelo, o Ministério da Agricultura lançou, em 2024, o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), que prevê a implementação gradual da rastreabilidade do rebanho nacional até 2032.

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A ampliação dos mecanismos de controle ocorre em um cenário de crescente concorrência internacional. Países como Uruguai e Austrália já operam sistemas nacionais de rastreabilidade individual, condição que facilita o acesso a mercados mais exigentes e fortalece a capacidade de resposta diante de questionamentos sanitários.

Segundo entidades da cadeia pecuária, a adoção de ferramentas de monitoramento do uso de medicamentos veterinários e a ampliação dos sistemas de rastreabilidade tendem a ganhar importância nos próximos anos, à medida que questões sanitárias e de sustentabilidade assumem peso crescente nas negociações comerciais.

Com a elevação das exigências dos principais importadores, a capacidade de comprovar a origem dos animais e os protocolos adotados nas propriedades passa a ser vista pelo setor não apenas como uma exigência regulatória, mas como um fator de competitividade para a carne brasileira no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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