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Rabobank aponta dólar a R$ 5,55 em 2026 e destaca impacto da geopolítica no câmbio global

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O Rabobank divulgou a nova edição do relatório AgroInfo Q1 2026, trazendo uma análise detalhada do cenário macroeconômico global e seus reflexos no câmbio, com destaque para a valorização do dólar frente ao real e os impactos das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Segundo o banco, o dólar deve encerrar 2026 cotado a R$ 5,55, em um ambiente marcado por incertezas fiscais, cenário eleitoral doméstico e riscos externos.

Geopolítica pressiona o câmbio e eleva incertezas globais

O primeiro trimestre de 2026 foi fortemente influenciado pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que provocou uma das maiores interrupções no fluxo global de petróleo da história, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA).

Esse cenário aumentou os riscos inflacionários e reduziu a previsibilidade do crescimento econômico global, levando investidores a buscar ativos considerados mais seguros, como o dólar.

Dólar forte deve persistir mesmo com diferencial de juros no Brasil

Apesar do diferencial de juros ainda elevado no Brasil, mesmo com cortes na taxa Selic, o Rabobank avalia que o real continuará pressionado ao longo do ano.

Entre os principais fatores que influenciam o câmbio, destacam-se:

  • Vetores de valorização do real
  • Diferencial de juros ainda atrativo
  • Possível aumento das exportações brasileiras
  • Alta nos preços do petróleo, favorecendo o Brasil como exportador
  • Vetores de desvalorização do real
  • Riscos geopolíticos globais
  • Possibilidade de menor corte de juros pelo Federal Reserve
  • Incertezas fiscais e eleitorais no Brasil
  • Crescimento econômico moderado e inflação sob controle
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O relatório também aponta que o Brasil deve crescer 1,8% em 2026, após avanço de 2,3% em 2025, refletindo os efeitos de uma política monetária mais restritiva.

Já a inflação, medida pelo IPCA, deve encerrar 2026 entre 4,1% e 4,4%, ainda dentro do intervalo de tolerância, embora pressionada pelos preços de energia.

Selic deve cair, mas cenário segue incerto

O Comitê de Política Monetária (Copom) já iniciou o ciclo de cortes, reduzindo a Selic para 14,75% em março, com expectativa de atingir 12,50% ao final de 2026, dependendo da evolução do cenário externo.

No entanto, o Rabobank destaca que a autoridade monetária deve manter cautela diante das incertezas provocadas pelo conflito internacional.

Agro brasileiro sente efeitos indiretos do câmbio e da guerra

O relatório destaca que o agronegócio brasileiro já enfrenta impactos diretos do cenário externo, especialmente com:

  • Alta no preço do diesel
  • Elevação nos custos de fertilizantes, como ureia
  • Aumento do frete internacional

Esses fatores pressionam os custos de produção e podem reduzir as margens dos produtores nas próximas safras.

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Exportações seguem estratégicas, mas com riscos

O Oriente Médio representa cerca de 7% das exportações totais do agro brasileiro, mas sua relevância é maior em produtos específicos, como:

  • 29% das exportações de carne de frango
  • 20% do milho
  • 17% do açúcar

Com o agravamento do conflito, há riscos logísticos e comerciais que podem afetar esses fluxos.

Perspectiva: volatilidade deve marcar o mercado cambial

Na avaliação do Rabobank, o cenário para o câmbio em 2026 continuará marcado por volatilidade, com forte influência de fatores externos.

A combinação entre tensões geopolíticas, política monetária global e incertezas internas deve manter o dólar em patamar elevado, exigindo maior atenção de produtores, exportadores e investidores.

Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo em supermercados cresce 1,92% no 1º trimestre de 2026, mas alta dos alimentos pressiona cesta básica

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O consumo nos supermercados brasileiros registrou crescimento de 1,92% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento divulgado pela Abras. O desempenho reflete a recuperação gradual do poder de compra das famílias, apesar da pressão inflacionária sobre alimentos e itens básicos.

Consumo avança com efeito renda e calendário

O destaque do período foi o mês de março, que apresentou alta de 6,21% em relação a fevereiro e crescimento de 3,20% na comparação anual.

De acordo com a Abras, o resultado foi influenciado por dois fatores principais:

  • Antecipação de compras para a Páscoa, celebrada no início de abril
  • Efeito calendário, já que fevereiro possui menos dias

Além disso, a entrada de recursos na economia contribuiu diretamente para o aumento do consumo. Entre os destaques:

  • Pagamentos do Bolsa Família, que beneficiaram 18,73 milhões de famílias, com repasse de R$ 12,77 bilhões
  • Liberação de aproximadamente R$ 2,5 bilhões do PIS/Pasep
Inflação dos alimentos eleva custo da cesta básica

Apesar do avanço no consumo, o custo da cesta de produtos segue em alta. O indicador Abrasmercado, que acompanha 35 itens de largo consumo, registrou aumento de 2,20% em março, elevando o valor médio de R$ 802,88 para R$ 820,54.

Entre os principais itens que puxaram a alta estão:

  • Feijão: +15,40% no mês e +28,11% no trimestre
  • Leite longa vida: +11,74% no mês
  • Tomate: +20,31%
  • Cebola: +17,25%
  • Batata: +12,17%
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A forte elevação de hortifrutis reflete fatores sazonais e oscilações na oferta, impactando diretamente o bolso do consumidor.

Proteínas e itens básicos mostram comportamento misto

No grupo de proteínas, os preços apresentaram variações distintas:

  • Alta nos ovos (+6,65%) e na carne bovina (traseiro +3,01% e dianteiro +1,12%)
  • Queda no frango congelado (-1,33%) e no pernil (-0,85%)

Já entre os itens básicos, houve recuo em produtos como:

  • Açúcar refinado (-2,98%)
  • Café (-1,28%)
  • Óleo de soja (-0,70%)
  • Arroz (-0,30%)
Higiene e limpeza também registram alta

Os itens de higiene pessoal e limpeza doméstica também apresentaram elevação nos preços, ainda que de forma mais moderada.

Destaques:

  • Detergente líquido (+0,90%)
  • Desinfetante (+0,74%)
  • Sabonete (+0,43%)
  • Papel higiênico (+0,30%)

A única queda relevante foi no sabão em pó (-0,29%).

Nordeste lidera alta regional no custo da cesta

Na análise por regiões, o Nordeste apresentou a maior variação mensal, com alta de 2,49%, elevando o custo da cesta para R$ 738,47.

Confira a variação regional:

  • Nordeste: +2,49%
  • Sudeste: +2,20%
  • Sul: +1,92%
  • Centro-Oeste: +1,83%
  • Norte: +1,82%
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Expectativa: consumo deve seguir aquecido no 2º trimestre

Para o segundo trimestre, a expectativa do setor supermercadista é de continuidade no crescimento do consumo, impulsionado por novas injeções de renda na economia.

Entre os principais fatores:

  • Antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, com previsão de R$ 78,2 bilhões
  • Pagamento das restituições do Imposto de Renda, estimado em cerca de R$ 16 bilhões
Riscos: custos logísticos e cenário externo podem pressionar preços

Apesar do cenário positivo para o consumo, o setor mantém cautela em relação aos custos. A alta do petróleo e o encarecimento do transporte podem impactar a cadeia de abastecimento, elevando os preços de alimentos nos próximos meses.

Segundo a Abras, produtos mais sensíveis a frete, clima e oferta devem continuar sob pressão, exigindo maior eficiência operacional e estratégia de preços por parte das empresas.

Cenário: consumo cresce, mas inflação dos alimentos segue no radar

O avanço do consumo nos supermercados mostra recuperação da demanda interna, sustentada pela renda das famílias. No entanto, a inflação dos alimentos e os custos logísticos continuam sendo fatores-chave para o comportamento do setor no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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