AGRONEGÓCIO
Raça Holandesa é Destaque na Expoagro Cotricampo com 106 Animais Inscritos
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Expoagro Cotricampo marca o início das atividades oficiais da Gadolando em 2026
A Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) dará início ao seu calendário oficial de eventos de 2026 com participação na Expoagro Cotricampo, que acontece entre 25 e 28 de fevereiro em Campo Novo (RS). Nesta edição, a entidade levará 106 animais da raça Holandesa, confirmando a força e a representatividade da genética leiteira no Estado.
A feira é considerada uma das principais vitrines da pecuária leiteira do Sul do Brasil, reunindo criadores, técnicos e profissionais do setor para debates, julgamentos e competições de qualidade genética.
Programação da raça Holandesa na Arena Bovinos
As atividades da raça Holandesa estarão concentradas na Arena Bovinos, com uma programação técnica e competitiva ao longo dos quatro dias de evento:
- Quarta-feira (25/02): realização da primeira, segunda e terceira ordenhas do Concurso Leiteiro;
- Quinta-feira (26/02): quarta e última ordenha da competição;
- Sexta-feira (27/02): julgamento morfológico de gado jovem;
- Sábado (28/02): julgamento de gado adulto, seguido da entrega oficial das premiações e encerramento das atividades.
A estrutura da feira foi preparada para receber os criadores com infraestrutura técnica adequada, garantindo condições ideais para avaliação dos animais e apresentações de alto nível.
Evento reforça presença da raça Holandesa no circuito Exceleite
Segundo o presidente da Gadolando, Marcos Tang, a Expoagro Cotricampo é um dos eventos mais aguardados pelos criadores e representa o ponto de partida do Circuito Exceleite, que reúne as principais exposições oficiais da raça Holandesa no Rio Grande do Sul.
“A Expoagro Cotricampo tem sido a nossa primeira feira do ano e é fundamental dentro do calendário da Gadolando. Iniciamos a temporada com mais de 100 animais inscritos e com atividades técnicas que envolvem julgamentos e o Concurso Leiteiro”, afirmou Tang.
O dirigente destacou ainda que o evento fortalece a visibilidade da raça em uma das regiões de maior produção de leite do Estado, valorizando o trabalho dos criadores e a qualidade genética dos rebanhos participantes.
Importância do evento para o setor leiteiro gaúcho
A Expoagro Cotricampo é reconhecida por sua contribuição ao desenvolvimento da pecuária e do agronegócio regional. O evento reúne atividades técnicas, debates sobre a cadeia leiteira, exposição de animais e demonstrações tecnológicas, criando um ambiente de intercâmbio de conhecimento e negócios.
Para os organizadores e expositores, a feira é uma oportunidade de mostrar o potencial da raça Holandesa e estimular o crescimento sustentável da atividade leiteira no Rio Grande do Sul, que se mantém como uma das mais expressivas do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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