AGRONEGÓCIO
Raça Holandesa registra aumento de 44% nas inscrições para a Expointer 2025
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A raça Holandesa terá presença expressiva na Expointer 2025, com um crescimento de 44% no número de animais inscritos em relação à edição anterior. Serão 206 exemplares na feira, ante 143 no evento passado, segundo dados da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando).
Mais expositores confirmam presença na feira
Além do aumento nos animais, o número de criadores participantes também subiu. Neste ano, 24 criadores de 20 municípios estarão presentes no Pavilhão do Gado Leiteiro, reforçando o interesse e o comprometimento do setor com o aprimoramento genético.
Entusiasmo dos produtores apesar das dificuldades
Para Marcos Tang, presidente da Gadolando, esses números refletem a determinação dos produtores em seguir investindo em genética de ponta, mesmo diante dos desafios enfrentados nos últimos cinco anos, como secas, enchentes e renegociações financeiras.
“Ver 24 criadores de 20 municípios inscritos, totalizando 206 animais, mostra que o produtor está presente na Expointer, mesmo em tempos difíceis. Ele entende que é preciso evoluir com sua genética”, afirma Tang.
Confiança e resiliência do setor leiteiro
Tang também agradece a confiança dos criadores e destaca a força do setor diante das adversidades. “Apesar de tudo estar nebuloso, o produtor de leite é forte, resiliente e sempre tem esperança”, comenta.
Detalhes sobre os animais inscritos
Do total de 206 animais previstos para a Expointer 2025, 174 são da variedade preta e branca, enquanto 32 pertencem à variedade vermelha e branca. Na edição anterior, 2024, a raça Holandesa contou com inscrições de exemplares de 17 expositores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Vacinação contra Salmonella reduz mortalidade de suínos em mais de 50% e gera ROI de até 796%
Desafio sanitário cresce na suinocultura brasileira
A suinocultura nacional tem enfrentado um cenário de maior pressão sanitária com o avanço da Salmonella enterica sorovar Choleraesuis. Além dos impactos na produtividade e no bem-estar animal, a presença da bactéria também representa risco para a saúde pública e pode afetar a competitividade do Brasil no mercado exportador.
No campo produtivo, os prejuízos estão associados principalmente à redução do ganho de peso e ao aumento da mortalidade nas fases iniciais de criação.
Vacinação reduz mortalidade em mais de 54% na fase de creche
Um levantamento realizado pela MSD Saúde Animal em uma granja comercial em Minas Gerais apontou resultados expressivos com a adoção de estratégia vacinal preventiva.
A taxa de mortalidade na fase de creche caiu de 6,51% para 2,97%, o que representa uma redução de 54,38% nas perdas de animais.
O desempenho reforça o papel da imunização como ferramenta central no controle da enfermidade dentro dos sistemas produtivos.
Retorno econômico chega a quase R$ 8 para cada R$ 1 investido
Além dos ganhos sanitários, o estudo também evidenciou forte impacto financeiro positivo.
A redução da mortalidade foi associada a um incremento estimado de mais de R$ 163 mil por ano no resultado da granja analisada. O Retorno sobre o Investimento (ROI) atingiu 796%.
Na prática, isso significa que cada R$ 1,00 aplicado na vacinação gerou aproximadamente R$ 7,96 de retorno líquido ao produtor.
Segundo Juliana Fernandes, coordenadora técnica de Suinocultura da MSD Saúde Animal, o resultado reforça o papel estratégico da prevenção sanitária dentro da atividade.
Tecnologia vacinal e eficiência operacional na granja
O estudo avaliou o uso da vacina viva atenuada Porcilis® Argus SC/ST, destacando não apenas sua eficácia, mas também a praticidade de aplicação no manejo diário.
Entre os diferenciais observados estão:
- Aplicação via água de bebida, eliminando o uso de agulhas
- Dose única, simplificando o protocolo sanitário
- Redução de mão de obra e custos operacionais
O protocolo é direcionado a leitões desmamados entre 21 e 25 dias de idade, período considerado crítico para a proteção imunológica na fase de creche.
Alternativas de aplicação ampliam flexibilidade no manejo
A vacina também demonstrou viabilidade de aplicação oral direta com uso de dosador tipo pistola (pig doser), mantendo eficácia e segurança clínica e microbiológica.
Nesse modelo, a administração ocorre em dose única de 1 mL ou 2 mL em leitões desmamados.
Segundo especialistas, a possibilidade de diferentes formas de aplicação contribui para adaptar o protocolo às rotinas de cada sistema produtivo, sem perda de desempenho sanitário.
Resistência antimicrobiana reforça papel da imunização
O avanço da resistência a antimicrobianos tem ampliado a preocupação do setor com estratégias preventivas.
Entre 2017 e 2022, a S. Choleraesuis foi o segundo sorovar mais identificado em suínos no Brasil, representando cerca de 33% dos casos, atrás apenas da S. Typhimurium, com 43%.
Esse cenário reforça a vacinação como uma das principais ferramentas para reduzir o uso de antibióticos, melhorar a sanidade dos rebanhos e garantir maior sustentabilidade econômica da produção.
Perspectiva para o setor
Os resultados observados indicam que programas de imunização bem estruturados podem gerar impacto direto na redução de perdas produtivas e na melhoria da rentabilidade das granjas.
A tendência é que estratégias preventivas ganhem ainda mais relevância diante do aumento dos desafios sanitários e da busca por sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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