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Rastreabilidade e cooperação impulsionam competitividade dos agroquímicos chineses no Brasil

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Presença chinesa ganha força no mercado brasileiro

Com duas décadas de experiência na indústria agroquímica chinesa e mais de dez anos de atuação no Brasil, o pesquisador Jinlong Zhang será um dos destaques do 16º Brasil AgroChemShow, que acontece nos dias 12 e 13 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Zhang será palestrante no primeiro dia do evento, das 14h às 15h, na Sala Horto Florestal, com a apresentação “Desafios de Qualidade, Rastreabilidade e Registros de Produtos Chineses no Brasil”. A palestra, aberta ao público, destacará os entraves técnicos enfrentados por empresas chinesas no processo de registro de agroquímicos no país, além de propor estratégias para superar barreiras relacionadas à qualidade dos insumos e à rastreabilidade na cadeia de suprimentos.

Avanço nos registros brasileiros com titularidade chinesa

Em sua participação anterior, em 2024, o pesquisador discutiu a dinâmica da indústria agroquímica chinesa. Neste ano, o foco recai sobre a crescente presença de registros brasileiros com titularidade chinesa, um reflexo da relevância crescente da China no fornecimento global de defensivos agrícolas.

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Zhang ressalta, no entanto, que ainda existem preocupações locais com a qualidade dos produtos. Segundo ele, além de falhas visíveis como sedimentação ou vazamentos, há questões mais complexas, envolvendo eficácia agronômica e riscos de contaminação, que continuam a representar desafios tanto para exportadores chineses quanto para os importadores brasileiros.

Colaboração como chave para superar barreiras

Durante a palestra, o pesquisador enfatizará a importância da rastreabilidade como diferencial competitivo e abordará os dilemas que as empresas enfrentam em meio à pressão por eficácia, à desvalorização cambial e às exigências técnicas rigorosas. Para Zhang, a colaboração entre fornecedores chineses e companhias brasileiras é essencial para transformar essas tensões em vantagens estratégicas no mercado.

Sobre o Brasil AgroChemShow

Organizado pela AllierBrasil e pela CCPI Chem-China, o Brasil AgroChemShow é considerado o principal evento latino-americano do setor de agroquímicos. A edição de 2025 reunirá mais de 70 expositores e cerca de 1.200 profissionais do agronegócio, incluindo fabricantes, traders, distribuidores, consultores e representantes de países como China, Índia, Japão, Estados Unidos e diversas nações da Europa e América Latina.

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A programação contará com palestras com tradução simultânea em português, inglês e mandarim.

Inscrições solidárias

Os interessados em participar do evento podem se inscrever pelo site.

As inscrições são feitas mediante doações de cestas básicas, destinadas à ONG CrêSer, de São Paulo. Na edição de 2024, o evento arrecadou mais de 11 toneladas de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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