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Retirada dos kits para a Corrida Agro Fraterno começa hoje

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Brasília (09/12/2021) – Os kits de participação da Corrida Agro Fraterno começaram a ser entregues hoje (9) e seguem até sábado (11). A prova acontecerá domingo (12), às 8h, em Brasília. Ao todo, foram 3.670 inscrições.

Todos os recursos arrecadados pela iniciativa – promovida pelo Sistema CNA/Senar, pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e pelas entidades do Instituto Pensar Agro (IPA) – serão destinados à compra de cestas de alimentos que serão doados a instituições de caridade.

O local para a retirada é o Hotel Nobilis Suíte Monumental (Setor Hoteleiro Norte, Lote B, Quadra 4, Asa Norte) nos dias 9 e 11, de 9h às 17h, e no dia 10, entre 9h e 19h. Para quem optou por doar alimentos, a entrega dos 5 kg deverá ser feita nas mesmas datas, horário e local. É necessário apresentar o cartão de vacina na retirada do kit.

O kit pode ser retirado por terceiros mediante autorização e documento de identificação do atleta. Não haverá entrega de kit no local do evento.

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Os inscritos que pagaram a taxa de R$ 80 terão direito a número de inscrição com chip, mochila, camisa oficial da corrida, squeeze premium, viseira e medalha de participação. Aqueles que doaram alimentos receberão o número de inscrição com chip e medalha de participação.

A corrida terá percursos de 10 km e 5 km e três categorias: masculino, feminino e pessoas com necessidades especiais (PNE). O evento também contará com atrações como food trucks, feira livre e brinquedos infláveis.

A iniciativa faz parte do Movimento Agro Fraterno, ação que uniu o setor agropecuário para garantir doações de alimentos e estimular a solidariedade durante a grave crise gerada pela pandemia da Covid. A campanha já registrou a doação de mais de 500 toneladas de alimentos em todo o Brasil.

SERVIÇO
O que: Corrida Agro Fraterno
Quando: 12 de dezembro, às 8h
Onde: Estacionamento Funarte (Eixo Monumental, SDC – Lote 2)
Informações: www.corridaagrofraterno.com.br

Fonte: CNA Brasil

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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