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RuralturES 2025 inicia nesta quinta-feira em Venda Nova do Imigrante com atrações inéditas e entrada gratuita

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RuralturES 2025 promete experiência imersiva no turismo rural capixaba

A 5ª edição da Feira de Turismo Rural do Espírito Santo (RuralturES 2025) começa nesta quinta-feira (14) e segue até domingo (17), no Distrito Turístico de Pindobas, em Venda Nova do Imigrante. Com o tema “Experiências sustentáveis que transformam o turismo rural”, o evento oferece vivências autênticas que valorizam a cultura local, a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico das comunidades rurais.

A expectativa da organização é receber cerca de 30 mil visitantes, consolidando a feira como uma das maiores do país no segmento de turismo rural. A entrada é gratuita, e o evento é promovido pelo Montanhas Capixabas Convention & Visitors Bureau (MCC&VB) e pelo Sebrae/ES, com apoio da Prefeitura, Agrotures, Aderes, Descubra o Espírito Santo e governo estadual.

Estrutura ampliada e maior conforto para expositores e visitantes

A RuralturES 2025 cresceu significativamente: a área ocupada pelo evento passou de 2.335 m² em 2024 para 4 mil m², distribuídos em um terreno de 6 hectares. A expansão representa 71,3% a mais de espaço, proporcionando conforto, inovação e oportunidades para negócios e experiências culturais.

A edição anterior atraiu quase 20 mil pessoas e movimentou R$ 5,5 milhões em negócios, o que motivou a organização a investir em uma programação ainda mais diversificada.

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Programação cultural e histórica

Entre os destaques está a Expedição Tropeira, que completa 15 anos em 2025. Com 36 participantes, a comitiva saiu em 7 de agosto do Santuário Nossa Senhora das Neves, em Presidente Kennedy, e percorre cerca de 200 km até a feira, oferecendo uma imersão histórica e cultural no transporte e comércio rural.

Outro ponto alto é o Seminário Capixaba de Uvas de Inverno para Produção de Vinhos Finos, nesta sexta-feira (15), que reúne especialistas, produtores e pesquisadores para discutir técnicas inovadoras e áreas aptas à vitivinicultura de inverno no Espírito Santo.

Experiências cervejeiras e gastronômicas

A RuralturES 2025 também destaca o setor de cervejas artesanais:

  • Sábado (16/08): Cervejaria Grecco promove degustação guiada com harmonização de petiscos.
  • Domingo (17/08): Cervejaria Tarvos oferece imersão sensorial e harmonizações exclusivas.

As atividades são limitadas a 20 participantes, garantindo atendimento personalizado.

Para os amantes de ciclismo e gastronomia, o “Bike Terroir” ou Pedal Gourmet percorre 23 km com degustações em pontos estratégicos, incluindo café Zandonade, queijos Artelatte, cervejas Altezza e embutidos Brioschi.

Oficinas de harmonização e vivências sensoriais

Nos dias 16 e 17 de agosto, o público poderá participar de oficinas que combinam cafés especiais com queijos, geleias e embutidos locais, além de experiências com vinhos de dupla poda, técnica que permite colheita no inverno e revela o potencial inovador da vitivinicultura capixaba.

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Outra experiência sensorial é a trilha “A Magia de Passarinhar”, coordenada pela bióloga Claudia Pimenta, com percursos diurnos e noturnos de 1 km. Participantes podem plantar mudinhas ao final da trilha, que custa R$ 20 e possui vagas limitadas.

Valorização de produtos locais e Indicações Geográficas

A feira também dedica espaço às Indicações Geográficas (IGs) do Espírito Santo, reunindo nove das dez IGs do estado, como socol de Venda Nova do Imigrante, panela de barro de Goiabeiras e cacau de Linhares. A iniciativa visa valorizar a origem, a cultura e a qualidade dos produtos capixabas, promovendo a sustentabilidade e fortalecendo a identidade regional.

Atividades adicionais para todos os públicos

Além das experiências sensoriais e gastronômicas, a RuralturES oferece:

  • Passeios de mula e pedalinho
  • Visita à Casa Nostra com exposição autoguiada
  • Trilha de observação de aves
  • Oficinas e degustações de café e vinho

As inscrições e informações sobre todas as experiências estão disponíveis no site oficial: www.ruraltures.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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