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Safra 2025 surpreende: cafés da Coopercam se destacam pela qualidade e sustentabilidade

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Nos últimos anos, o setor cafeeiro tem enfrentado grandes desafios impostos pelas mudanças climáticas e por fatores econômicos e geopolíticos. Secas prolongadas, geadas, chuvas irregulares e variações bruscas de temperatura têm afetado diretamente a produtividade e a qualidade dos grãos. Diante desse cenário, produtores vêm adotando novas estratégias para manter a rentabilidade e preservar o meio ambiente.

Entre as principais alternativas está a agricultura regenerativa, um modelo que promove a conservação do solo e da biodiversidade. Essa abordagem inclui o uso de plantas de cobertura, variedades genéticas resistentes a pragas e doenças, além de adubação orgânica e insumos biológicos, práticas que fortalecem o ecossistema agrícola e reduzem a dependência de produtos químicos.

Tecnologia e inovação fortalecem a produção regional

Na área de atuação da Coopercam, cooperativa de café com sede em Campos Gerais (MG), as práticas regenerativas têm sido complementadas por tecnologias agrícolas de ponta. Entre elas, destacam-se os sistemas de irrigação automatizados, a agricultura de precisão e o manejo da fertilidade em camadas mais profundas do solo.

Essas ferramentas aumentam a eficiência no uso dos recursos naturais e garantem maior resiliência das lavouras frente às mudanças climáticas globais. O resultado desse conjunto de inovações foi evidente na safra 2025, que apresentou grãos de qualidade excepcional.

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Cafés de excelência refletem o novo perfil dos cooperados

Segundo Jeferson Salgado, coordenador de classificação de cafés da Coopercam, a qualidade dos grãos recebidos nesta safra superou as expectativas.

“Nossos armazéns receberam cafés com atributos sensoriais extraordinários. Com certeza, esses grãos são fruto de uma nova visão de nossos cooperados”, destacou Salgado.

A cooperativa tem reforçado seu papel de incentivar a adoção de práticas sustentáveis e inovadoras entre os associados.

“Nosso papel é auxiliar os produtores a alcançarem produtividade e qualidade. Os resultados positivos desta safra mostram que vale a pena investir em alternativas diferenciadas para enfrentar as adversidades”, completou o coordenador.

Concurso valoriza cafés de excelência

Para reconhecer o esforço e a dedicação dos cooperados, a Coopercam promove a oitava edição do Concurso de Qualidade de Cafés. A premiação da safra 2025 está marcada para o dia 25 de novembro, quando serão revelados os melhores grãos do ano nas categorias natural e cereja descascado.

O evento reforça o compromisso da cooperativa com a valorização da produção sustentável e de alta qualidade, consolidando a Coopercam como referência em inovação e excelência no mercado cafeeiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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