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Safra de girassol cresce no Brasil e revela curiosidades sobre a planta

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Produção brasileira de girassol em 2024/25

Segundo o 11º levantamento da Conab, a safra brasileira de girassol atingiu 99,3 mil toneladas de grãos, cultivadas em 61,9 mil hectares, com produtividade média de 1.602 kg/ha. Goiás e Mato Grosso concentram grande parte do cultivo, aproveitando a janela da safrinha após a colheita da soja.

No cenário internacional, a produção global estimada para 2025/26 é de 55,1 milhões de toneladas, com destaque para Rússia (18 milhões de toneladas), Ucrânia (13,5 milhões de toneladas) e União Europeia (9,5 milhões de toneladas).

Botânica surpreendente: mais do que uma flor

O girassol não é formado por uma única flor. Seu “coração” central é composto por centenas de flósculos que podem gerar sementes, enquanto as lígulas nas extremidades imitam pétalas. Essa estrutura confere beleza e funcionalidade à planta, tornando-a uma das mais estudadas na botânica.

Seguidor do sol e adaptável ao ambiente

Plantas jovens realizam o movimento heliotrópico, acompanhando o sol do leste ao oeste durante o dia e realinhando-se à noite. Com o amadurecimento, permanecem voltadas para o leste, garantindo flores mais aquecidas pela manhã e maior atração de polinizadores. Segundo Luís Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, esse comportamento aumenta a eficiência da polinização e da reprodução da espécie.

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Sementes em espiral e matemática na natureza

As sementes do girassol crescem em espirais que seguem os números de Fibonacci, padrão que otimiza o espaço e a distribuição das sementes. “Esse fenômeno une botânica e matemática e é frequentemente explorado em pesquisas científicas”, explica Schiavo.

Girassol e sustentabilidade na agricultura

O cultivo do girassol vai além da estética e da alimentação. Ele atrai polinizadores, diversifica sistemas produtivos e pode atuar como fitorremediador, absorvendo metais pesados em solos contaminados. A planta também é estratégica na rotação de culturas, ajudando a quebrar ciclos de pragas e fornecendo matéria-prima para biodiesel.

Versatilidade para o dia a dia

O girassol é útil em diversos contextos:

  • Culinária: Óleo alto-oleico ideal para frituras e preparos em altas temperaturas; outros tipos de óleo são indicados para temperos e molhos frios.
  • Jardinagem: Planta fácil de cultivar, atrai abelhas e embeleza o ambiente.
  • Agricultura: Contribui para sustentabilidade e rotação de culturas.

Para Luís Schiavo, compreender a versatilidade do girassol é fundamental para explorar seu potencial: “Estamos falando de uma planta que une beleza, nutrição, ciência e sustentabilidade, aliando saúde, agricultura e meio ambiente”.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tecnologia nutricional no hortifruti reduz perdas pós-colheita e melhora qualidade dos alimentos, aponta especialista

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O setor de hortifruti enfrenta um desafio crescente para equilibrar produtividade e qualidade, ao mesmo tempo em que busca reduzir perdas ao longo de toda a cadeia, do campo até o consumidor final. Por serem altamente sensíveis a fatores como clima, manejo nutricional, logística e armazenamento, frutas e hortaliças podem ter seu valor comercial comprometido por desequilíbrios ao longo do ciclo produtivo.

Especialistas apontam que parte significativa dessas perdas tem origem ainda na fase de cultivo, o que reforça a importância de um manejo nutricional mais preciso e tecnificado desde o início da produção.

Perdas começam no campo e impactam toda a cadeia produtiva

De acordo com a engenheira agrônoma Fernanda Dantas, especialista em Desenvolvimento Técnico de Mercado da Nitro, muitas perdas atribuídas ao pós-colheita têm origem no campo.

Segundo a especialista, falhas no manejo nutricional comprometem a resistência, a uniformidade e a vida útil dos produtos, afetando diretamente a qualidade final.

“Embora as perdas sejam mais visíveis no transporte, armazenamento e varejo, grande parte delas começa no campo, com desequilíbrios nutricionais que reduzem a qualidade dos frutos e hortaliças”, explica.

Esse cenário impacta diretamente a rentabilidade do produtor, aumenta custos operacionais, reduz a eficiência da cadeia produtiva e contribui para o desperdício de alimentos, além de pressionar os preços ao consumidor.

Nutrição vegetal avança com tecnologias mais precisas

Nos últimos anos, o setor de nutrição vegetal passou por uma evolução significativa, com o desenvolvimento de soluções mais específicas e eficientes para o manejo de hortifruti.

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Entre as principais inovações estão fertilizantes especiais, bioestimulantes, aminoácidos e tecnologias de nutrição foliar de alta eficiência, que contribuem para maior tolerância ao estresse e melhor aproveitamento dos nutrientes pelas plantas.

Segundo Fernanda Dantas, erros comuns no manejo ainda comprometem o desempenho das lavouras.

“Aplicações desbalanceadas de nutrientes, excesso de nitrogênio, deficiência de cálcio e micronutrientes, além do uso de programas genéricos sem considerar solo, clima e estágio da cultura, estão entre os principais problemas observados no campo”, destaca.

Manejo adequado melhora qualidade e reduz perdas pós-colheita

Um manejo nutricional equilibrado tem impacto direto nos principais atributos valorizados pelo mercado, como coloração, firmeza, uniformidade e desenvolvimento adequado dos frutos.

Nutrientes como cálcio, potássio e micronutrientes desempenham papel fundamental na formação estrutural das plantas e na conservação pós-colheita, aumentando a resistência dos produtos durante transporte e armazenamento.

Como resultado, alimentos com melhor padrão de qualidade apresentam maior aceitação no mercado, melhor valorização comercial, redução de perdas e maior competitividade para o produtor.

Além disso, práticas nutricionais mais eficientes contribuem para a sustentabilidade da produção, com melhor aproveitamento de insumos e redução de perdas por lixiviação, permitindo produzir mais com menor uso de recursos naturais.

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Monitoramento e agricultura de precisão são fundamentais

Para alcançar melhores resultados, especialistas recomendam que o produtor adote um acompanhamento constante da lavoura, com base em análises de solo e foliares, além de observação técnica no campo.

Sinais como desuniformidade, queda de vigor, frutos deformados, baixa produtividade e perda de firmeza podem indicar desequilíbrios nutricionais e necessidade de ajuste imediato no manejo.

“A base técnica é semelhante entre os produtores, mas a estratégia deve ser ajustada conforme estrutura, tecnologia disponível e nível de investimento. Hoje existem soluções acessíveis para diferentes perfis de produção, permitindo ganhos de produtividade e qualidade em todas as escalas”, afirma Fernanda Dantas.

Tecnologia nutricional fortalece competitividade do hortifruti brasileiro

Com o avanço das tecnologias nutricionais e a adoção de práticas mais precisas de manejo, o setor de hortifruti tende a reduzir perdas ao longo da cadeia e elevar o padrão de qualidade exigido pelo mercado.

A tendência é de maior profissionalização da produção, com integração entre tecnologia, monitoramento e sustentabilidade, fortalecendo a competitividade do produtor e contribuindo para um sistema alimentar mais eficiente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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