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Safra recorde de soja deve impulsionar exportações e elevar estoques no Brasil

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A safra recorde de soja prevista para o Brasil na temporada 2025/26 deve fortalecer a capacidade de exportação do país, ampliar o processamento interno e contribuir para a recomposição dos estoques nacionais. As projeções fazem parte do mais recente levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que também atualizou os números de milho e feijão.

O cenário reforça a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais de grãos e traz novos indicativos para o abastecimento interno e o planejamento das cadeias produtivas.

Exportações de soja devem superar 116 milhões de toneladas

De acordo com a Conab, as exportações brasileiras de soja em grãos estão estimadas em 116,1 milhões de toneladas. O volume é sustentado pela elevada produção nacional, permitindo que o país amplie sua participação no comércio internacional sem comprometer o atendimento da demanda doméstica.

A expectativa é de que a ampla disponibilidade do grão continue favorecendo a competitividade brasileira nos principais mercados compradores, especialmente na Ásia.

Processamento interno cresce com maior oferta de matéria-prima

Além do avanço das exportações, a indústria nacional deverá ampliar o processamento da soja. A projeção da Conab indica que 61,58 milhões de toneladas serão destinadas à moagem ao longo do ciclo.

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O aumento da atividade industrial fortalece a produção de farelo e óleo de soja, produtos estratégicos para a alimentação animal, o consumo humano e as exportações de derivados.

Estoque final de soja deve alcançar 9,2 milhões de toneladas

Com produção elevada, exportações aquecidas e crescimento da demanda industrial, os estoques de passagem da soja devem encerrar o ciclo em aproximadamente 9,2 milhões de toneladas.

O volume representa uma recuperação da oferta disponível no país e tende a trazer maior segurança para o mercado diante das oscilações de demanda e dos movimentos dos preços internacionais.

Estoques de milho podem atingir 13,25 milhões de toneladas

No caso do milho, a Conab revisou as estimativas de suprimento após os ajustes realizados na projeção da produção total da safra atual.

Segundo a Companhia, os estoques de passagem do cereal podem alcançar 13,25 milhões de toneladas ao final de janeiro de 2027.

A perspectiva é acompanhada com atenção pelos segmentos de proteína animal, já que o milho representa um dos principais componentes dos custos de produção das cadeias de aves, suínos e leite. Estoques mais robustos podem contribuir para maior estabilidade na oferta interna e nas estratégias de compra da indústria.

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Feijão mantém atenção do mercado de abastecimento

Para o feijão, alimento essencial na mesa dos brasileiros, a Conab estima estoque final de 288,5 mil toneladas ao término de dezembro.

Embora o volume seja relativamente menor em comparação a outras culturas, o indicador é considerado importante para o equilíbrio entre oferta e consumo. O mercado segue atento às variações produtivas, já que o feijão apresenta maior sensibilidade às oscilações climáticas e à disponibilidade de produto ao longo do ano.

Oferta elevada reforça perspectivas para o agronegócio

As novas projeções da Conab mostram um cenário de maior disponibilidade de grãos no país, impulsionado principalmente pela safra recorde de soja. O aumento dos estoques e a expansão das exportações fortalecem a competitividade do agronegócio brasileiro e oferecem melhores condições para o abastecimento interno nos próximos meses.

Com a evolução da colheita e o comportamento da demanda internacional, o mercado continuará monitorando os impactos sobre os preços, a logística e o fluxo de comercialização dos principais grãos produzidos no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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