AGRONEGÓCIO
Salários da agropecuária no Paraná crescem e superam em 58% a média nacional
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O salário médio mensal dos trabalhadores da agropecuária paranaense alcançou R$ 3.428 no segundo trimestre de 2025, superando em 58,5% a média nacional de R$ 2.163. Os dados são da PNAD Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No período de um ano, a remuneração no setor agrícola do Paraná cresceu 23% em termos reais, considerando a inflação, enquanto o aumento médio nacional foi de 5,2%. Com isso, o salário médio da agropecuária brasileira passou a representar apenas 63,1% do rendimento estadual, abaixo dos 73,7% registrados há um ano.
Paraná lidera entre estados com forte produção agrícola
O rendimento médio do Paraná também supera o de outros estados com produção agrícola significativa:
- Santa Catarina: R$ 3.229
- Mato Grosso do Sul: R$ 3.149
- Goiás: R$ 3.071
- São Paulo: R$ 2.989
- Minas Gerais: R$ 2.440
- Pará: R$ 1.425
Segundo especialistas, o aumento salarial está diretamente ligado à elevação da produção agrícola no estado.
Produção agrícola em alta impulsiona salários
De acordo com levantamento do IBGE acompanhado pelo Ipardes, a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas do Paraná deve totalizar 45,7 milhões de toneladas em 2025, 21,8% acima das 37,5 milhões de toneladas colhidas em 2024. No Brasil, a estimativa de crescimento é de 16,3%.
Destaques da produção paranaense:
- Soja: crescimento de 14,2%, de 18,6 milhões para 21,3 milhões de toneladas
- Milho (1ª e 2ª safras): aumento de 33,3%, de 15,1 milhões para 20,1 milhões de toneladas
- Cevada e aveia: crescimento esperado de 50,3% e 47,3%, respectivamente, com o Paraná concentrando 78,6% da safra nacional de cevada
Impacto econômico dos salários agrícolas
O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, ressalta que a elevação da renda agrícola tem efeito multiplicador na economia local:
“Com 511 mil ocupados na agropecuária e salário médio de R$ 3.428, são aproximadamente R$ 1,75 bilhão injetados mensalmente na economia, beneficiando diversos segmentos produtivos.”
O secretário do Planejamento do Paraná, Ulisses Maia, destaca a produtividade do estado:
“O Paraná representa apenas 2,3% da área do país, mas contribui com mais de 13% da produção nacional de grãos, o que evidencia a excelência da nossa agropecuária.”
Paraná consolida posição no mercado nacional
O estado é o segundo maior produtor de grãos do Brasil, com 13,4% do mercado nacional. Em julho de 2025, registrou o terceiro maior incremento na expectativa de safra, atrás apenas de Mato Grosso e Minas Gerais. As principais variações positivas ocorreram em:
- Mato Grosso: +5.536.658 toneladas
- Minas Gerais: +561.874 toneladas
- Paraná: +479.700 toneladas
O crescimento consistente da produção agrícola reforça o papel do Paraná como referência em produtividade e geração de renda no setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de frango ganha força no Brasil e preços se mantêm estáveis com avanço das exportações
O mercado brasileiro de carne de frango apresentou estabilidade nos preços ao longo da última semana, tanto no segmento atacadista quanto no mercado de aves vivas. O cenário reflete um processo de recuperação gradual da cadeia produtiva, apoiado pelo bom desempenho das exportações e pela competitividade da proteína avícola diante de outras carnes consumidas no país.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o setor registra sinais positivos, especialmente na região Nordeste, onde os preços avançaram em função da redução da oferta decorrente dos alojamentos de pintinhos realizados no segundo trimestre.
Segundo o especialista, o momento exige atenção dos produtores para evitar desequilíbrios entre oferta e demanda.
“Embora as exportações continuem em ritmo forte, o setor precisa manter disciplina na produção. Um aumento excessivo dos alojamentos pode resultar em excesso de oferta e pressionar os preços futuramente”, avalia.
Carne de frango segue como alternativa mais acessível ao consumidor
A proteína avícola continua sendo uma das opções mais competitivas do mercado brasileiro, especialmente em comparação à carne bovina, que permanece em patamares elevados de preço.
Na avaliação de Iglesias, o atual cenário econômico favorece o consumo de proteínas de menor valor agregado, uma vez que o poder de compra das famílias brasileiras ainda enfrenta limitações.
Com isso, a carne de frango mantém posição estratégica na alimentação dos consumidores, ampliando sua participação na cesta de proteínas e sustentando a demanda doméstica.
Preços dos cortes permanecem estáveis no atacado
Levantamento da Safras & Mercado aponta que os principais cortes congelados comercializados no atacado de São Paulo encerraram a semana sem alterações.
Os preços registrados foram:
- Peito congelado: R$ 8,80/kg;
- Coxa congelada: R$ 7,00/kg;
- Asa congelada: R$ 11,00/kg.
No segmento de distribuição, os valores também permaneceram inalterados:
- Peito: R$ 9,00/kg;
- Coxa: R$ 7,20/kg;
- Asa: R$ 11,30/kg.
O mesmo comportamento foi observado nos cortes resfriados.
- No atacado:
- Peito resfriado: R$ 8,90/kg;
- Coxa resfriada: R$ 7,10/kg;
- Asa resfriada: R$ 11,10/kg.
- Na distribuição:
- Peito: R$ 9,10/kg;
- Coxa: R$ 7,30/kg;
- Asa: R$ 11,40/kg.
Mercado de aves vivas registra altas expressivas no Nordeste
Nas principais regiões produtoras do Sul e Sudeste, as cotações do frango vivo permaneceram estáveis.
Os preços registrados foram:
- São Paulo: R$ 5,20/kg;
- Rio Grande do Sul (integração): R$ 4,75/kg;
- Santa Catarina (integração): R$ 4,75/kg;
- Oeste do Paraná (integração): R$ 4,60/kg;
- Mato Grosso do Sul: R$ 5,30/kg;
- Goiás: R$ 5,40/kg;
- Minas Gerais: R$ 5,40/kg;
- Distrito Federal: R$ 5,30/kg.
O destaque ficou para o Nordeste, onde a menor disponibilidade de aves impulsionou os preços.
As principais altas ocorreram em:
- Ceará: de R$ 6,20 para R$ 6,80/kg;
- Pernambuco: de R$ 5,50 para R$ 7,00/kg;
- Pará: de R$ 6,40 para R$ 7,20/kg.
Exportações de carne de frango crescem mais de 35% em receita
O comércio exterior continua sendo um dos principais pilares de sustentação da avicultura brasileira.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, somaram US$ 877,66 milhões em maio de 2026, considerando 20 dias úteis.
O volume embarcado alcançou 461,46 mil toneladas no período, enquanto o preço médio da tonelada ficou em US$ 1.901,90.
Na comparação com maio de 2025, os resultados demonstram forte expansão:
- Crescimento de 35,2% na receita média diária;
- Avanço de 27,9% no volume médio diário exportado;
- Valorização de 5,7% no preço médio por tonelada.
O desempenho reforça a competitividade da carne de frango brasileira no mercado internacional e contribui para manter o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico, sustentando as cotações mesmo diante do aumento da produção em algumas regiões do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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