AGRONEGÓCIO
SCV promove Dia de Campo com foco em inovação e agricultura regenerativa no RS
AGRONEGÓCIO
A Sementes com Vigor (SCV), referência no setor sementeiro e pioneira na aplicação de práticas de Agricultura Regenerativa, realiza mais uma edição do Dia de Campo SCV nesta terça-feira (28), na Fazenda Santo Amaro, em Muitos Capões (RS). O evento, que já se consolidou como um dos mais importantes encontros técnicos do agronegócio gaúcho, tem como objetivo apresentar novas cultivares de trigo e aveia, além de promover a troca de conhecimento entre produtores, técnicos e pesquisadores.
Novas cultivares e tecnologia aplicada ao campo
Durante o encontro, os participantes poderão conhecer de perto os resultados obtidos a campo com as sementes de alta tecnologia desenvolvidas pela empresa. Segundo Pedro Basso, CEO da SCV e conselheiro de Soja e Trigo da Apassul, o evento vai além da demonstração técnica:
“Queremos que cada agricultor saia daqui não apenas com informações, mas com inspiração para aplicar práticas que regenerem o solo, fortaleçam a produção e garantam o futuro da agricultura”, destacou Basso.
Ele ressalta ainda que investir em novas cultivares e em manejo avançado é essencial para garantir maior resistência das culturas de trigo e aveia diante das mudanças climáticas, assegurando produtividade, resiliência e sustentabilidade ao setor.
Agricultura regenerativa como diferencial competitivo
A SCV tem se destacado por integrar o modelo de Plantio Direto com práticas de Agricultura Regenerativa, voltadas à recuperação da saúde do solo, aumento da biodiversidade e redução de impactos ambientais. Essa abordagem, segundo especialistas que participaram de edições anteriores, representa um modelo sustentável e economicamente viável, capaz de gerar maior produtividade e estabilidade para os produtores em um cenário de transformações climáticas e pressões de mercado.
Dia de Campo SCV: conhecimento aplicado e troca de experiências
O Dia de Campo SCV reúne produtores rurais, pesquisadores e consultores para discutir resultados de campo, novas tecnologias e soluções inovadoras voltadas à agricultura moderna.
A programação inclui:
- Demonstrações técnicas de cultivares e sistemas de manejo;
- Apresentação de novas variedades de trigo, aveias graníferas, aveias forrageiras e plantas de cobertura;
- Palestras técnicas com especialistas do setor;
- Espaços de interação e networking entre produtores e pesquisadores.
O evento reforça o compromisso da SCV em aproximar ciência e prática, promovendo um ambiente colaborativo para o desenvolvimento do agronegócio.
SCV: tradição e protagonismo no agronegócio gaúcho
Com 55 anos de atuação, a SCV é uma das principais empresas sementeiras do Sul do Brasil. Além de produzir sementes de alta qualidade, a companhia tem se destacado pela liderança em inovação e sustentabilidade. A empresa também foi responsável pela Feira de Inovações SCV, que reuniu especialistas nacionais e internacionais para debater o futuro da agricultura regenerativa.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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