AGRONEGÓCIO
Seguro rural fica mais caro e restritivo no Brasil em meio a aumento de riscos climáticos, aponta Martinelli Advogados
AGRONEGÓCIO
O mercado de seguro rural no Brasil vive um cenário de maior restrição e aumento de custos, ao mesmo tempo em que os riscos climáticos se intensificam no campo. A combinação entre eventos extremos mais frequentes, redução de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e elevação no preço das apólices tem dificultado o acesso dos produtores à proteção financeira das lavouras.
A avaliação é do Martinelli Advogados, que aponta a necessidade de maior atenção jurídica e estratégica na gestão de risco do agronegócio.
Cenário paradoxal: produção cresce, mas seguro rural perde acesso
Apesar da forte performance do agronegócio brasileiro, a contratação de seguro rural apresenta sinais de retração. Segundo especialistas, o produtor enfrenta um ambiente em que a proteção contra riscos climáticos se torna cada vez mais necessária, porém menos acessível.
De acordo com Rodrigo Linhares Orlandini, especialista em Direito Cível da Martinelli Advogados, o cenário atual é contraditório e reflete diretamente nas decisões do produtor.
“Vivemos um cenário paradoxal. O produtor reconhece a importância da proteção diante de secas e enchentes cada vez mais frequentes, mas encontra um seguro mais caro e seguradoras mais criteriosas, especialmente em regiões que sofreram perdas severas recentemente, como o Sul e partes do Centro-Oeste”, explica.
Redução do PSR e juros elevados pressionam o mercado
Além da diminuição dos recursos do PSR, outros fatores contribuem para o recuo nas contratações de seguro rural, como:
- Alta dos juros no país
- Margens mais apertadas no campo
- Aumento do custo das apólices
- Maior rigor na análise de risco pelas seguradoras
Esse conjunto de fatores reduz a previsibilidade financeira das operações agrícolas e afeta diretamente o planejamento das safras.
Crescem disputas jurídicas e negativas de cobertura
O impacto do cenário não se limita ao aspecto econômico. Segundo o Martinelli Advogados, há aumento significativo de disputas envolvendo contratos de seguro rural, especialmente em casos de negativa de cobertura e interpretação de cláusulas contratuais.
Para Orlandini, a judicialização tende a crescer à medida que o seguro se torna mais caro e seletivo.
“O que percebemos no dia a dia não é apenas uma oscilação de mercado, mas um aumento expressivo nas discussões envolvendo negativas de cobertura securitária e interpretação de cláusulas contratuais. Com o prêmio pesando mais no custo da operação, qualquer falha pode comprometer todo o ciclo agrícola”, afirma.
Produtores recorrem a hedge e barter para reduzir riscos
Diante das dificuldades no acesso ao seguro rural, produtores têm buscado alternativas para gestão de risco e proteção de receita. Entre as principais estratégias estão:
- Hedge: proteção contra variações de preços de commodities
- Barter: troca de insumos por parte da produção futura
Apesar dessas ferramentas ajudarem na previsibilidade financeira, especialistas reforçam que elas não substituem a função do seguro contra perdas climáticas.
Seguro rural segue essencial, mas exige planejamento jurídico
Na avaliação do Martinelli Advogados, a tendência é de que a competitividade no campo dependa cada vez mais da capacidade de estruturar operações mais seguras do ponto de vista jurídico e financeiro.
“A competitividade na safra atual depende da capacidade de estruturar operações juridicamente sólidas e resilientes. Isso inclui revisão de apólices e preparação para renegociações de perdas climáticas, que deixaram de ser excepcionais”, conclui o advogado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais
As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.
Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.
Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.
Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro
De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.
Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.
O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:
- 71% das exportações brasileiras de café;
- 30,5% dos produtos apícolas;
- 20,4% dos lácteos;
- 12,8% das rações para animais;
- 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.
Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.
Café continua liderando exportações
O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.
Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.
Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.
Complexo soja mantém segunda posição
O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.
As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.
Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.
Carnes lideram crescimento entre os principais setores
O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.
As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.
A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.
Complexo sucroalcooleiro registra retração
As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.
O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.
A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.
União Europeia permanece principal destino
A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.
O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.
Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.
O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.
Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.
Mercosul amplia volume importado
Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.
Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.
A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.
Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.
Perspectiva
Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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