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Sementes Inteligentes Impulsionam Produtividade e Reduzem Perdas no Campo

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Biotecnologia Transforma o Agronegócio

As inovações em biotecnologia estão mudando o cenário do agronegócio brasileiro, com destaque para o uso de sementes inteligentes. Esses grãos recebem tratamentos especiais que permitem a germinação apenas em condições ambientais ideais, contribuindo para reduzir perdas, otimizar recursos e aumentar a produtividade.

De acordo com Adriana Matos, professora de Agronomia da Una Jataí, a principal diferença em relação às sementes convencionais é a proteção extra recebida pelas sementes inteligentes. “A semente é envolvida por uma camada de polímero, que garante a germinação apenas quando o ambiente favorece a sobrevivência da planta. Isso evita desperdício de energia e aumenta o vigor desde o início do desenvolvimento”, explica.

Benefícios para a Produtividade e Sustentabilidade

A tecnologia tem se mostrado especialmente eficaz em espécies florestais e hortaliças de alto valor agregado, mas pesquisas avançam também para milho, soja, algodão e feijão.

Segundo Matos, ao proteger a germinação, as plantas apresentam maior resistência a estresses ambientais e pragas, garantindo vantagem sobre sementes convencionais. Além disso, o uso de sementes tratadas reduz a necessidade de defensivos agrícolas, gerando economia e menor impacto ambiental.

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Cuidados no Armazenamento e Uso

Embora não representem riscos diretos, as sementes inteligentes exigem atenção quanto ao armazenamento e validade do polímero:

  • Manter em local seco, arejado e protegido da luz solar direta
  • Evitar contato com umidade
  • Respeitar a data de validade indicada pelo fabricante

Matos reforça que essas sementes não substituem o manejo tradicional, mas atuam como complemento. “Elas são mais uma ferramenta à disposição do produtor, que ainda precisa realizar as aplicações iniciais de controle de pragas e doenças”, acrescenta.

Inovação que Aliada à Sustentabilidade

A especialista destaca que a biotecnologia aplicada às sementes conecta produtividade e práticas sustentáveis. A qualidade no início do ciclo influencia todo o desenvolvimento da cultura, tornando o uso de insumos mais eficiente e reduzindo impactos ambientais.

“Trata-se de uma tecnologia que garante mais produtividade e, ao mesmo tempo, contribui para a sustentabilidade no campo”, conclui Matos.

Principais Vantagens das Sementes Inteligentes
  • Germinação apenas em condições ideais, evitando perdas;
  • Maior resistência inicial a pragas e estresses ambientais;
  • Redução da necessidade de defensivos agrícolas;
  • Menor impacto ambiental e maior eficiência produtiva.
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Culturas que Mais se Beneficiam
  • Hortaliças de alto valor agregado;
  • Espécies florestais para reflorestamento;
  • Pesquisas em andamento em milho, soja, feijão e algodão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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