AGRONEGÓCIO
Senar Minas promove treinamento sobre nova metodologia internacional de cafés especiais
AGRONEGÓCIO
Profissionais do setor de cafeicultura do Sistema Faemg Senar participaram de um treinamento em Varginha, Minas Gerais, voltado para a nova metodologia internacional de avaliação de cafés especiais. O curso foi realizado em parceria com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e teve como objetivo atualizar os especialistas sobre as mudanças nas avaliações de cafés.
Especialista da SCA ministra curso e apresenta mudanças na avaliação
O treinamento foi conduzido pelo instrutor da Specialty Coffee Association (SCA), Joel Shuler. Ele apresentou a transição do formulário de provas de cafés, que antes era regulamentado pelo Coffee Quality Institute (CQI), para a SCA, detalhando as principais alterações no processo de certificação e avaliação de cafés especiais.
Atualização necessária para Q-graders brasileiros
Marcos Reis, gerente do Sistema Faemg Senar em Viçosa e especialista em café, ressaltou a importância da atualização para os profissionais certificados como Q-graders. “Os Q-graders precisam dessa atualização para continuarem aptos a avaliar cafés em escala internacional. Foi um momento de troca e avanço de conhecimentos”, afirmou.
CVA: nova ferramenta para valorizar cafés especiais
Segundo Reis, a metodologia CVA – Coffee Value Assessment tem como objetivo auxiliar a indústria a identificar e comunicar o valor dos cafés para os consumidores. A nova abordagem considera os cafés especiais não apenas como produtos, mas como experiências reconhecidas por seus atributos, refletindo um valor percebido mais alto no mercado.
Ele destacou que, embora a metodologia antiga ainda esteja em uso em algumas avaliações neste ano, incluindo o Cupping do programa ATeG, a transição completa está prevista até 2026. Além dos concursos de qualidade, os cursos de cafés especiais do Sistema Faemg Senar serão atualizados para se alinharem à nova metodologia.
Benefícios para produtores e atuação do Senar Minas
Daniel Prado, supervisor do programa ATeG Café+Forte e instrutor do Senar Minas, afirmou que a atualização fortalece a orientação aos produtores rurais. “O curso nos qualificou e trouxe informações que certamente vão beneficiar diretamente os cafeicultores. Precisamos estar sempre à frente das tendências para orientá-los da melhor forma”, disse.
Compromisso com a formação e o mercado de cafés especiais
A gerência de Formação Profissional Rural e Promoção Social do Sistema Faemg Senar reforçou que a iniciativa demonstra o compromisso da instituição em preparar instrutores e produtores para atender às exigências do mercado de cafés especiais, promovendo qualificação e valorização do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Café avança nas bolsas com estoques apertados, queda nas exportações de arábica e risco climático no Brasil
Mercado internacional do café mantém tendência de alta
Os preços do café iniciam esta sexta-feira (12) em forte movimento de valorização nas bolsas internacionais, dando continuidade ao rali observado nas últimas sessões. O avanço é sustentado por fundamentos de oferta mais restrita no curto prazo, especialmente no arábica, além de fatores climáticos e cambiais.
Em Nova York, o café arábica voltou a subir com força. O contrato julho/26 avançava cerca de 160 pontos no início do pregão, enquanto setembro/26 era negociado em torno de 251,60 cents por libra-peso, com alta de 135 pontos. O vencimento dezembro/26 também registrava ganho relevante, refletindo um ambiente de aperto na oferta.
Em Londres, o robusta também operava em alta. O contrato setembro/26 subia para US$ 3.459 por tonelada, enquanto os demais vencimentos acompanhavam o movimento positivo, ainda que de forma mais moderada.
Alta é sustentada por estoques menores e exportações mais fracas
O movimento altista encontra suporte direto na redução dos estoques certificados de arábica na ICE, que recuaram para cerca de 399 mil sacas — praticamente metade do volume registrado no mesmo período do ano anterior. O cenário reforça a percepção de aperto de oferta no curto prazo.
Outro ponto de atenção vem dos dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Em maio, o país embarcou 3,09 milhões de sacas, alta anual modesta. No entanto, o desempenho do arábica chamou atenção pela queda:
- 2,13 milhões de sacas exportadas em maio
- Recuo de 11,9% frente ao mesmo mês do ano anterior
- Queda de 6,7% em relação a abril
- Redução acumulada de 21,3% nos cinco primeiros meses de 2026
No acumulado do ano-safra, a retração já chega a 16,7% no arábica, reforçando o quadro de oferta mais limitada no mercado internacional.
Clima no Brasil entra no radar e adiciona volatilidade
Além dos fatores de oferta e demanda, o mercado também acompanha de perto as condições climáticas no Brasil, principal produtor global de café.
De acordo com a Climatempo, áreas produtoras de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e sul da Bahia devem registrar chuvas persistentes nos próximos dias. O cenário pode:
- Atrasar o avanço da colheita
- Dificultar a secagem dos grãos
- Elevar preocupações com a qualidade do café recém-colhido
Apesar disso, não há indicação de risco de geadas ou frio intenso para as regiões produtoras neste momento.
Mercado físico segue travado no Brasil
No mercado interno, o ritmo de negociações continua lento. Produtores ainda resistentes às bases de preços oferecidas pelos compradores mantêm baixa liquidez, segundo agentes consultados.
Esse comportamento limita a oferta no mercado físico e contribui para sustentar os preços em meio à colheita em andamento.
Nova York acelera alta com dólar fraco e cobertura de posições
Na sessão mais recente, o café arábica em Nova York encerrou o dia em forte valorização, ampliando os ganhos do pregão anterior. O movimento foi impulsionado por:
- Cobertura de posições vendidas (short covering)
- Dólar mais fraco frente ao real
- Preocupações com o ritmo da colheita no Brasil
- Queda dos estoques certificados
Os contratos de julho/26 fecharam a 253,95 cents por libra-peso, com alta de 5,55 cents (+2,2%). Já setembro/26 encerrou a 250,25 cents, avanço de 5,65 cents (+2,3%).
Perspectivas para o mercado do café
O cenário geral segue marcado por forte sensibilidade a fatores climáticos, comportamento das exportações brasileiras e nível dos estoques internacionais. Enquanto a oferta de arábica permanece mais restrita no curto prazo, o mercado tende a seguir volátil, com espaço para novas oscilações conforme o avanço da colheita no Brasil e a evolução das condições climáticas nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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