AGRONEGÓCIO
Senar-RS abre seleção com salários de até R$ 10,7 mil; inscrições vão até 18 de agosto
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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Rio Grande do Sul (Senar-RS) está com processo seletivo simplificado aberto para contratação de profissionais e formação de cadastro reserva. Os salários variam entre R$ 2.444,79 e R$ 10.740,77, conforme o cargo pretendido.
Inscrições abertas até 18 de agosto
As inscrições podem ser realizadas até o dia 18 de agosto, por meio do site indicado no edital. A taxa de participação varia entre R$ 40 e R$ 80, de acordo com o nível de escolaridade exigido para cada função.
Exigências de escolaridade e etapas da seleção
Há vagas que exigem ensino médio completo, outras pedem formação técnica e também há oportunidades para quem possui nível superior completo ou em andamento.
O processo seletivo é composto por três etapas:
- Análise curricular (eliminatória)
- Prova objetiva
- Entrevista
Após a inscrição, os candidatos devem anexar a documentação exigida e preencher o currículo conforme os critérios descritos no edital.
Regime de contratação e benefícios
Os profissionais selecionados serão contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Além do salário, os contratados terão acesso a uma série de benefícios, como:
- Assistência médica hospitalar
- Vale-transporte
- Auxílio-refeição ou alimentação (a depender da vaga)
- Seguro de vida
- Plano de Cargos e Salários (conforme Anexo 5 do edital)
A carga horária semanal é de 40 horas para todas as funções.
Locais de trabalho
A maioria dos cargos tem como local de atuação a sede do Senar-RS em Porto Alegre. No entanto, algumas funções serão desempenhadas em cidades do interior, como Cruz Alta, São Sepé e Hulha Negra, conforme especificado no edital.
Vagas disponíveis no Processo Seletivo 03/2025:
- Assistente de Serviços Administrativos I (vaga PCD)
- Assistente de Compras II
- Assistente de Secretaria Escolar II (Cruz Alta e São Sepé)
- Assistente Financeiro II
- Analista de Suporte Externo I (Hulha Negra)
- Analista de Desenvolvimento e Inovação II
- Analista de Ensino Profissional Rural MA II – CFPR (Hulha Negra)
- Analista de Ensino Profissional Rural VNT II – CFPR (Hulha Negra)
- Secretário Escolar II (Cruz Alta, São Sepé e Hulha Negra)
- Analista de Desenvolvimento de Sistemas III
Para mais informações sobre os cargos, requisitos e atribuições, os interessados devem acessar o edital completo disponível no site oficial do Senar-RS.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Tarifaço vigora a partir de hoje e põe o agro no centro de disputa que vai além do comércio
A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira (22.07) colocando cadeias do agronegócio no centro de uma disputa que começou longe das lavouras. Mais do que corrigir supostos desequilíbrios comerciais, a medida é utilizada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, como instrumento de pressão política sobre o Brasil, tendo como pano de fundo temas como regulação das plataformas digitais, sistemas de pagamento (o nosso Pix), propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol.
A sobretaxa será cobrada dos importadores norte-americanos e se soma às tarifas que já incidiam sobre cada mercadoria. Na prática, o custo adicional pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros, provocar o cancelamento de encomendas e pressionar empresas exportadoras a renegociar preços.
A investigação que deu origem à medida foi aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O governo dos Estados Unidos acusa o Brasil de adotar práticas que restringiriam o comércio, especialmente no ambiente digital.
O próprio documento que oficializou a tarifa, porém, deixa claro que a legislação permite atingir setores que não tenham relação direta com as práticas questionadas. A justificativa é que uma tarifa abrangente amplia o poder de negociação dos Estados Unidos e cria pressão para que o país investigado modifique suas políticas.
É nesse ponto que o agronegócio passa a funcionar como instrumento de barganha. Enquanto parte da investigação trata de plataformas digitais e meios de pagamento, segmentos como máquinas agrícolas, papel, açúcar e outros produtos agroindustriais ficaram sujeitos à cobrança. Pedidos para retirar esses setores da medida foram rejeitados, embora não haja relação direta entre a produção dessas mercadorias e as regras brasileiras para empresas de tecnologia.
O etanol é a exceção mais evidente, porque aparece diretamente no contencioso comercial. Produtores norte-americanos alegam enfrentar dificuldades de acesso ao mercado brasileiro e pressionam pela redução das tarifas aplicadas pelo Brasil ao biocombustível importado. A sobretaxa sobre o produto brasileiro, portanto, também atende a interesses da indústria de etanol dos Estados Unidos.
O desenho das exceções mostra que Washington procurou preservar mercadorias consideradas necessárias à própria economia. Produtos que poderiam causar desabastecimento, pressionar a inflação ou que não são produzidos em quantidade suficiente pelos Estados Unidos foram poupados. Já cadeias nas quais há concorrência com produtores norte-americanos ou capacidade de exercer pressão sobre Brasília permaneceram expostas.
Para pesquisadores das áreas de comércio e regulação digital, as críticas às regras brasileiras para plataformas também revelam uma disputa por soberania regulatória. O governo norte-americano sustenta que decisões judiciais e novas obrigações impostas às empresas de tecnologia ameaçam a liberdade de expressão. Especialistas brasileiros contestam essa interpretação e afirmam que o país está estabelecendo responsabilidades semelhantes às já adotadas em outros mercados, especialmente na União Europeia.
Nessa leitura, os Estados Unidos procuram proteger empresas de tecnologia sediadas no país contra controles nacionais sobre conteúdo, concorrência, uso de dados e funcionamento dos algoritmos. O Brasil também seria estratégico por seu tamanho e pela influência que suas decisões regulatórias podem exercer sobre outros países da América Latina. Trata-se, contudo, de uma interpretação sobre os interesses envolvidos, e não da justificativa formal apresentada pelo USTR.
Para o agro, a consequência mais imediata não é apenas a cobrança na alfândega. A redução das compras norte-americanas pode alcançar indústrias, usinas, fabricantes de máquinas e fornecedores de matérias-primas. Dependendo da duração da medida, o efeito poderá chegar ao produtor por meio de menor demanda, pressão sobre preços e adiamento de investimentos.
O governo brasileiro contesta as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos e considera que temas internos, como decisões judiciais e regulação de empresas, não devem ser utilizados para impor sanções comerciais. As negociações continuam, mas Washington sinalizou que pretende manter a cobrança enquanto não houver mudanças nas políticas questionadas.
A entrada em vigor da tarifa, portanto, é apenas o começo do impasse. O que está em discussão não é somente quanto os Estados Unidos comprarão do Brasil, mas até que ponto o acesso ao maior mercado consumidor do mundo será usado para influenciar decisões regulatórias brasileiras. Nesse confronto, o agronegócio tornou-se um dos principais pontos de pressão — mesmo quando pouco tem a ver com a origem da disputa.
Fonte: Pensar Agro
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