AGRONEGÓCIO
Setor da erva-mate enfrenta baixa demanda apesar do bom desenvolvimento da safra
AGRONEGÓCIO
Erva-mate apresenta bom desenvolvimento vegetativo no estado
A cultura da erva-mate registrou bom desenvolvimento em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Na região administrativa de Soledade, o clima favorável contribuiu para a brotação das plantas, porém a presença da ampola ainda requer atenção constante dos produtores.
Para o manejo fitossanitário, muitos produtores têm adotado bioinsumos, como alternativa sustentável ao controle químico convencional. Essa estratégia auxilia na proteção das plantas sem comprometer o meio ambiente e melhora a qualidade do produto final.
Mercado da erva-mate segue pressionado
Apesar do bom desempenho vegetativo, o setor enfrenta cenário de baixa demanda e excesso de oferta, fatores que têm mantido os preços abaixo do esperado. Atualmente, os valores pagos ao produtor variam entre R$ 14,00 e R$ 16,00 por arroba na ervateira, refletindo a combinação de oferta elevada e consumo limitado.
Região de Passo Fundo investe na erva-mate cancheada
Na região de Passo Fundo, observa-se crescimento na compra de erva-mate cancheada para envelhecimento, enquanto os ervais se encontram em fase de frutificação. O manejo fitossanitário segue ativo, com o monitoramento de diversas espécies de insetos por meio de armadilhas, garantindo controle e prevenção de danos à produção.
Os preços na região variam conforme o tipo de erva e o destino do produto. Os valores médios registrados são:
- R$ 18,00 por arroba para entrega na indústria;
- R$ 19,00 por arroba para a cultivar Cambona 4;
- R$ 20,00 por arroba para erva destinada à industrialização pelo sistema barbaquá.
Tendências e perspectivas para a safra
O cenário atual reforça a importância do manejo integrado, incluindo o uso de bioinsumos e monitoramento fitossanitário, para garantir qualidade e produtividade mesmo diante da pressão de preços e baixa demanda. Produtores que investem em tecnologia e cuidados preventivos têm mais chances de reduzir perdas e obter vantagem competitiva na cadeia industrial da erva-mate.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Produção de eucalipto cresce em São Paulo e coloca silvicultura entre os setores mais valiosos do agronegócio paulista
O cultivo de eucalipto vive um ciclo de forte expansão no estado de São Paulo e passa a ocupar posição de destaque entre os produtos mais relevantes do agronegócio paulista. Pela primeira vez incluída no ranking do Valor da Produção Agropecuária (VPA), a cultura já figura entre as principais atividades econômicas do campo no estado.
De acordo com dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), a produção paulista de eucalipto registrou crescimento de 14%, acompanhada de avanço na geração de valor, que alcançou R$ 2,9 bilhões no período analisado, superando o desempenho do ano anterior.
Eucalipto fortalece cadeia florestal e impulsiona economia paulista
O eucalipto é a principal espécie da silvicultura em São Paulo e desempenha papel estratégico no abastecimento de diferentes cadeias industriais. A madeira produzida no estado é destinada à fabricação de papel e celulose, geração de energia por biomassa e carvão vegetal, além de atender setores como construção civil e indústria moveleira.
A cultura também possui aplicações na produção de óleos essenciais e se destaca por sua alta capacidade de crescimento e renovação, características que fortalecem sua competitividade dentro do agronegócio.
São Paulo ultrapassa 23,9 milhões de m³ e mantém liderança regional na silvicultura
Com mais de 1 milhão de hectares cultivados, o eucalipto ocupa cerca de 77% de toda a área de florestas plantadas do estado. Esse desempenho coloca São Paulo como o terceiro maior produtor nacional, atrás apenas de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
A produção estadual atingiu 23,9 milhões de metros cúbicos, volume 14,6% superior ao registrado no ciclo anterior, consolidando a expansão da atividade florestal no território paulista.
Regiões estratégicas concentram produção e impulsionam silvicultura
As principais áreas produtoras de eucalipto no estado estão concentradas no sudoeste paulista, centro-oeste e no Vale do Paranapanema. Municípios como Agudos, Itapetininga, Itatinga, Angatuba, Botucatu, Lençóis Paulista, Bofete, Cabrália Paulista, Capão Bonito, Itararé e Paranapanema se destacam como polos consolidados da silvicultura.
Essas regiões reúnem condições edafoclimáticas favoráveis e disponibilidade de áreas produtivas, o que contribui diretamente para a competitividade do setor.
Produtos florestais ganham espaço nas exportações paulistas
O crescimento da produção de eucalipto também se reflete no desempenho da balança comercial do agronegócio paulista. O segmento de produtos florestais ocupa atualmente a terceira posição entre os principais grupos exportadores do estado, atrás apenas do complexo sucroalcooleiro e do setor de carnes.
Em abril de 2026, as exportações do setor florestal alcançaram US$ 1,14 bilhão, representando 13,6% do total exportado por São Paulo. Desse volume, a celulose respondeu por 66,3% e o papel por 27,9%, reforçando a relevância da cadeia industrial associada à silvicultura.
Setor destaca competitividade e base produtiva tecnificada
Para representantes do setor, o avanço do eucalipto reforça a competitividade da indústria florestal paulista. A presidente da Câmara Setorial de Produtos Florestais de São Paulo e diretora-executiva da Florestar, Fernanda Abilio, destaca que a base produtiva do estado é consolidada e altamente tecnificada.
Segundo ela, o crescimento da produção e do VPA reflete a capacidade do setor de gerar valor agregado, empregos, exportações e matéria-prima renovável para diferentes cadeias industriais.
Integração com ILPF amplia sustentabilidade e produtividade no campo
O avanço da silvicultura também está relacionado às ações de pesquisa desenvolvidas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da APTA Regional.
Os estudos envolvem sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que combinam o cultivo de eucalipto com atividades agrícolas e pecuárias, promovendo maior eficiência produtiva, sustentabilidade e recuperação de áreas degradadas.
Além disso, o eucalipto desempenha papel importante no conforto térmico animal, especialmente na pecuária de corte, contribuindo para melhores condições fisiológicas e produtivas de rebanhos como o Nelore.
Silvicultura se consolida como ativo estratégico do agronegócio paulista
Com crescimento consistente da produção, aumento do valor econômico e ampliação da presença nas exportações, o eucalipto se consolida como um dos pilares da silvicultura paulista.
A combinação entre tecnologia, integração produtiva e demanda industrial reforça a importância da cultura como vetor de desenvolvimento regional e como ativo estratégico dentro do agronegócio de São Paulo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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