AGRONEGÓCIO
Setor de ovos bate recordes de produção e exportação em 2025, mesmo com desafios sanitários
AGRONEGÓCIO
O setor brasileiro de ovos registra crescimento consistente em 2025, tanto na produção quanto nas exportações, segundo a pesquisadora Claudia Scarpelin, do Cepea.
No primeiro semestre, a produção interna de ovos para consumo alcançou 2,03 bilhões de dúzias, alta de 9,2% em relação ao mesmo período de 2024, de acordo com o IBGE. Em maio, especificamente, a produção bateu recorde histórico de 349,5 milhões de dúzias, superando o volume de maio do ano anterior em 7%, mostrando a resiliência do setor mesmo diante de riscos sanitários.
Exportações brasileiras alcançam recordes históricos
Entre janeiro e junho de 2025, o Brasil exportou 24,9 mil toneladas de ovos in natura e processados, quase triplicando o volume exportado no mesmo período de 2024, de acordo com dados da Secex. Este é o melhor desempenho semestral da série histórica iniciada em 1997.
O impulso veio principalmente das exportações aos Estados Unidos, que enfrentaram surto de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), afetando o abastecimento interno. Outros países também registraram casos da doença, enquanto no Brasil houve apenas um foco registrado em granja comercial, em 15 de maio, em Montenegro (RS).
Após cumprir todos os protocolos internacionais, o Brasil foi certificado novamente como livre da doença pela OMSA em junho, retomando o acesso pleno aos mercados externos.
Impacto das tarifas e mudanças nos destinos das exportações
Embora os primeiros seis meses tenham registrado crescimento, as exportações recuaram a partir de julho devido à queda de 31% nos embarques para os EUA, motivada pela tarifa de 50% imposta pelo governo norte-americano, em vigor desde 6 de agosto.
Como consequência, o Japão assumiu a liderança entre os destinos das exportações brasileiras, posição que os EUA ocupavam desde março.
De janeiro a setembro, o Brasil embarcou 34,4 mil toneladas, 174% acima do mesmo período de 2024 e 86% superior a todo o volume exportado em 2024.
Participação das exportações no mercado interno
Tradicionalmente, a maior parte da produção de ovos destina-se ao mercado doméstico, com apenas 1% da produção sendo exportada. Em junho, a participação externa saltou para 3%, devido ao segundo recorde consecutivo de embarques (6,56 mil toneladas), reforçando o papel do Brasil no atendimento à demanda internacional.
Preços internos pressionados pela oferta
Apesar das exportações recordes, a ampla disponibilidade interna tem pressionado os preços da proteína. Após máximas históricas entre fevereiro e março, os valores vêm recuperando queda desde abril, com exceção de agosto, em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Das urnas à lavoura: nova edição mostra o que está em jogo para o agro
A Revista Pensar Agro lança nesta sexta-feira (18.09) uma nova edição em português e inglês, com as eleições de 2026 como tema de capa. A publicação chega ao novo número com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, resultado que demonstra o interesse de leitores brasileiros e estrangeiros pelas transformações do agronegócio nacional.
A reportagem principal analisa como a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados pode interferir no ambiente em que produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores desenvolvem suas atividades.
Crédito rural, seguro, tributação, infraestrutura, pesquisa, defesa agropecuária, segurança jurídica e comércio exterior estão entre as áreas influenciadas pelas decisões tomadas pelo poder público. Embora o voto não determine o clima ou as cotações internacionais, ele pode alterar custos, regras, investimentos e as condições de competitividade do setor.
A matéria estabelece uma relação entre a responsabilidade do eleitor e as escolhas realizadas diariamente pelos integrantes da cadeia produtiva. No campo, uma decisão equivocada sobre plantio, financiamento, manejo ou comercialização pode comprometer uma safra e espalhar prejuízos por diferentes atividades. Na política, as consequências também podem atravessar vários ciclos produtivos.
A edição orienta o leitor a avaliar não apenas as promessas apresentadas durante a campanha, mas também o histórico dos candidatos, a viabilidade de suas propostas e os efeitos que cada decisão poderá produzir sobre o agronegócio.
A publicação mostra que escolher representantes sem compreender as necessidades da produção pode resultar em aumento de custos, dificuldades de acesso ao crédito, insegurança jurídica, perda de mercados e redução dos investimentos. Em sentido contrário, políticas bem estruturadas podem melhorar a infraestrutura, estimular a inovação e criar condições para o crescimento das diferentes cadeias.
Outro destaque é o artigo do colunista Cláudio Júnior Oliveira sobre as três principais pressões enfrentadas pela aviação agrícola brasileira: custos, regulação e política. A análise aborda o impacto dos combustíveis, dos juros e da energia, além das mudanças regulatórias e tributárias que atingem a atividade.
O texto examina ainda a utilização de aviões, helicópteros e drones na proteção das lavouras. A defesa dessas tecnologias está associada à segurança operacional, à qualificação profissional, ao cumprimento de critérios técnicos e à apresentação de evidências sobre sua eficiência produtiva e ambiental.
A aviação agrícola exerce papel importante no controle de pragas e doenças e no combate a incêndios, especialmente em áreas extensas ou em situações que exigem rapidez. Ao mesmo tempo, o setor precisa ampliar a transparência e demonstrar que produtividade e responsabilidade ambiental podem avançar juntas.
Os demais colunistas apresentam análises sobre tendências, riscos e oportunidades capazes de influenciar o presente e o futuro do agronegócio. Os textos procuram oferecer informações e diferentes perspectivas para auxiliar produtores, profissionais e empresas na tomada de decisões.
A publicação simultânea em português e inglês amplia a circulação do conteúdo produzido no Brasil e facilita o acesso de leitores estrangeiros às discussões sobre produção de alimentos, fibras, energia, sustentabilidade e segurança alimentar.
Com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, a Revista Pensar Agro reforça sua presença além das fronteiras nacionais. A nova edição mantém a proposta de combinar informação, análise e conhecimento para contribuir com decisões cada vez mais qualificadas dentro e fora do campo.
Você lê a versão em português clicando aqui.
You can read the English version by clicking here.
Fonte: Pensar Agro
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