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Silos secadores ajudam a suprir déficit de armazenagem em Santa Catarina

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Santa Catarina registrou produção recorde de grãos na safra 2024/25, com crescimento de 20,7% em relação ao ciclo anterior, segundo levantamento do Observatório do Agro Catarinense. Apesar do desempenho histórico, o Estado enfrenta déficit de armazenagem, já que a capacidade de armazenamento aumentou apenas 5,1% entre 2020 e 2025, enquanto a produção avançou 19%.

Diante desse cenário, os silos secadores com ar natural surgem como uma alternativa prática e econômica para os agricultores familiares, permitindo armazenar grãos com qualidade e reduzir custos de secagem, transporte e frete.

Benefícios dos silos secadores para pequenos produtores

De acordo com o extensionista rural da Epagri em Xaxim, Jeferson Soccol, os silos secadores oferecem uma opção acessível para agricultores familiares, permitindo armazenar grãos próprios ou adquiridos de vizinhos.

“Os produtores podem usar os grãos para alimentação animal ou comercializá-los na entressafra, quando os preços costumam ser melhores”, explica.

A extensionista de Galvão, Elaine Regina Baggio, acrescenta que os silos possuem diferentes capacidades, entre 300 e 2.500 sacos, e contribuem para aumentar a qualidade dos grãos, fator importante para a pecuária.

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Experiência de sucesso: família Giacomin

O agricultor Anderson Giacomin, de Galvão, conta que investiu em dois silos secadores com capacidade para 2.500 sacos cada, após visitas a feiras, consultas com extensionistas da Epagri e análise de custos e benefícios por meio do curso “Negócio Certo Rural”, do Sebrae.

“Com o silo, conseguimos manter a qualidade do grão, reduzir gastos com frete e armazenagem e vender a colheita em momentos mais vantajosos. Parte do milho cultivado passou a ser destinado à produção de farinhas, aumentando a renda da propriedade”, relata.

Além disso, Anderson promove eventos técnicos em sua propriedade, recebendo produtores interessados em conhecer o sistema. Em julho, 25 agricultores participaram de uma tarde de campo, recebendo instruções dos extensionistas Cezar Roberto Bevilaqua e Paulo César Menoncini.

Orientação técnica e financiamento

A Epagri oferece suporte técnico completo, desde o projeto até a execução dos silos, dimensionando a capacidade de armazenamento de acordo com cada propriedade e tipo de grão.

“O custo médio depende do dimensionamento, mas a construção é relativamente simples e permite armazenar milho, feijão, trigo, soja, arroz em casca, entre outros grãos”, explica Elaine Baggio.

Além disso, o programa Pronampe Agro SC, da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, oferece auxílio financeiro para agricultores familiares, incluindo cobertura de juros de financiamentos do Plano Safra, incentivando a adoção de tecnologias de armazenagem.

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Difusão tecnológica é prioridade

Segundo os especialistas, quanto maior a divulgação dos silos secadores, maior será a adesão dos agricultores familiares, contribuindo para reduzir perdas, aumentar a qualidade dos grãos e elevar a renda rural.

“O silo secador é uma tecnologia estratégica para o desenvolvimento agrícola catarinense, permitindo que os produtores tenham mais controle sobre sua produção e gerem mais valor em suas propriedades”, conclui Jeferson Soccol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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