AGRONEGÓCIO
Silvicultura ganha destaque na COP30 como aliada estratégica no combate às mudanças climáticas e no desenvolvimento sustentável
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Florestas plantadas no centro da pauta climática da COP30
A silvicultura, atividade voltada ao cultivo e manejo de árvores com fins econômicos e ambientais, será um dos temas centrais da COP30, que começa em 10 de novembro, em Belém do Pará. O setor, essencial para a economia verde, conecta produção florestal, indústria, construção civil, inovação e sustentabilidade — consolidando-se como um dos pilares da transição para uma economia de baixo carbono.
Durante o evento, o uso da madeira como material de construção sustentável ganhará destaque. Além de ser renovável, a madeira sequestra e armazena carbono durante toda sua vida útil, tornando-se um elemento-chave nas estratégias de mitigação climática.
Madeira: alternativa sustentável e eficiente para a construção civil
Comparada a outros materiais, a madeira se destaca por ser resistente, versátil e ambientalmente correta. Sua utilização representa uma escolha consciente e estratégica, que contribui para o sequestro de CO₂, reduz o impacto ambiental e incentiva o uso de recursos renováveis.
Assim, o setor florestal vai além da geração de valor econômico: ele desempenha papel essencial nas metas globais de descarbonização, tema central da COP30, reforçando o protagonismo do Brasil na agenda climática internacional.
Paraná se consolida como potência na silvicultura nacional
O Paraná ocupa posição de destaque no setor, sendo o quarto estado com maior área de florestas plantadas e o segundo em Valor Bruto da Produção da Silvicultura em 2024. São 1,17 milhão de hectares cultivados, sendo 713 mil hectares de pinus e 442 mil de eucalipto.
Além do impacto econômico, o setor florestal paranaense tem forte compromisso ambiental. Segundo a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas), para cada hectare plantado pelas empresas associadas, outro hectare é destinado à conservação de florestas nativas.
“O Paraná reúne cerca de 15,6% dos empregos do setor florestal brasileiro e responde por 13,8% das empresas do segmento no país”, destaca Fábio Brun, presidente da APRE Florestas.
As florestas plantadas também contribuem para a conservação da água e do solo, o armazenamento de carbono e a recuperação de áreas degradadas, reforçando o papel socioambiental da atividade.
Setor mostra resiliência diante de desafios internacionais
O diretor-executivo da APRE Florestas, Ailson Loper, reconhece que o setor enfrenta desafios, como a hipertaxação do governo norte-americano, mas mantém o otimismo.
“Outras crises já foram vivenciadas ao longo do tempo, e o setor é resiliente. Vamos superar essa fase”, afirma Loper.
Segundo ele, o momento é de reafirmar o potencial da silvicultura brasileira como motor econômico e ambiental, capaz de gerar emprego, renda e soluções sustentáveis em escala global.
Silvicultura e COP30: soluções de baixo carbono para o futuro
A COP30 reforça o papel das florestas comerciais como parte essencial das soluções climáticas. O Brasil se destaca não apenas como produtor de madeira, mas também como provedor de soluções de baixo carbono, com cadeias produtivas que unem responsabilidade ambiental e competitividade internacional.
Para Ailson Loper, a madeira proveniente de florestas plantadas é uma das respostas mais concretas aos desafios do século XXI.
“A madeira engenheirada não é apenas uma alternativa viável — é uma necessidade. Ao escolher produtos de madeira certificada e valorizar o manejo responsável, cada pessoa contribui para conectar a floresta ao cotidiano e à agenda global da COP30”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Agricultura familiar ganha destaque na Hortitec 2026 com novos tratores e expectativa pelo Plano Safra
Em meio às expectativas do setor agropecuário em torno do novo Plano Safra, das condições de financiamento rural e da evolução das taxas de juros, a agricultura familiar será um dos principais focos da 31ª edição da Hortitec, que acontece entre os dias 17 e 19 de junho, em Holambra (SP).
A Agritech, fabricante brasileira especializada em máquinas para pequenas propriedades, aproveitará o evento para apresentar novos modelos de tratores desenvolvidos especialmente para agricultores familiares e produtores de pequeno e médio porte, segmento que segue demonstrando potencial de crescimento mesmo em um ambiente econômico desafiador.
Agricultura familiar segue estratégica para o mercado de máquinas agrícolas
Enquanto parte do mercado de máquinas agrícolas enfrenta um cenário de maior cautela devido ao custo do crédito e à redução dos investimentos em algumas cadeias produtivas, a Agritech mantém uma visão positiva para os próximos meses.
Segundo o gerente de Vendas e Marketing da empresa, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, o foco permanece na oferta de soluções que atendam às necessidades específicas dos pequenos produtores, conciliando produtividade, eficiência operacional e viabilidade econômica.
De acordo com o executivo, o agricultor busca equipamentos que proporcionem ganhos de desempenho no campo sem comprometer o orçamento da propriedade, característica que tem direcionado os investimentos da fabricante nos últimos anos.
Empresa projeta crescimento de 10% em 2026
Mesmo diante de projeções mais moderadas para o setor de máquinas agrícolas, a Agritech estima ampliar suas vendas em 10% ao longo de 2026.
A expectativa está associada à ampliação do portfólio de equipamentos e ao desenvolvimento de máquinas adaptadas às diferentes atividades desenvolvidas por pequenos e médios produtores rurais.
O fortalecimento da mecanização nas pequenas propriedades, aliado à necessidade de aumento da produtividade e redução dos custos operacionais, continua impulsionando a demanda por equipamentos compactos e multifuncionais.
AGT-20 chega ao mercado voltado para a cafeicultura adensada
Entre os lançamentos previstos para a Hortitec 2026 está o AGT-20, modelo desenvolvido para atender principalmente produtores de café que trabalham com sistemas de plantio adensado.
Equipado com tração 4×4, motor de 17 cavalos de potência, transmissão 9×3, sistema hidráulico universal e tomada de potência nas rotações de 540 e 1000 RPM, o equipamento foi projetado para operar em áreas com espaçamento reduzido entre as linhas de cultivo.
A principal característica do modelo é a bitola superestreita, que permite maior mobilidade entre os cafezais, contribuindo para a mecanização das operações e para a redução dos custos de produção.
Trator cabinado amplia opções para produtores rurais
Outro destaque da fabricante será o lançamento do AGT-25 cabinado, modelo compacto voltado para diferentes atividades agrícolas.
O equipamento conta com motor Mitsubishi de 25,7 cavalos de potência, transmissão com nove marchas à frente e três à ré, além de tomada de força nas versões 540 e 1000 RPM.
A proposta é oferecer maior conforto operacional, versatilidade e eficiência para propriedades que necessitam de mecanização em áreas menores, sem abrir mão da produtividade.
Crédito rural e tecnologia serão decisivos para o setor
A apresentação dos novos equipamentos ocorre em um momento em que produtores rurais aguardam definições sobre o Plano Safra 2026/27, considerado fundamental para ampliar o acesso ao crédito e estimular investimentos em tecnologia no campo.
Especialistas avaliam que a disponibilidade de linhas de financiamento adequadas para a agricultura familiar poderá desempenhar papel decisivo na renovação da frota agrícola e na adoção de novas tecnologias por pequenos produtores.
Nesse contexto, equipamentos compactos, econômicos e adaptados às diferentes realidades produtivas tendem a ganhar cada vez mais espaço no mercado, impulsionando a competitividade e a sustentabilidade das propriedades rurais brasileiras.
Hortitec reforça importância da inovação para o horticultor
Reconhecida como uma das principais feiras de horticultura, cultivo protegido e fruticultura da América Latina, a Hortitec reúne anualmente fabricantes, produtores, pesquisadores e especialistas para apresentar soluções voltadas ao aumento da produtividade e à modernização do campo.
A edição de 2026 deverá reforçar o papel da inovação tecnológica como ferramenta estratégica para o fortalecimento da agricultura familiar e para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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