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Síndrome do Navicular em Equinos: Impactos no Desempenho e Bem-Estar Animal

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A síndrome do navicular é uma das principais causas de claudicação crônica em cavalos de esporte, comprometendo tanto o desempenho quanto o bem-estar dos animais. Mais do que uma doença isolada, trata-se de um conjunto de alterações degenerativas que afetam o osso navicular e estruturas adjacentes, como o tendão flexor digital profundo, ligamentos e bursa do navicular, essenciais para o sistema de amortecimento do casco.

Fatores de risco e causas da síndrome do navicular

Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da condição, incluindo:

  • Predisposição genética;
  • Conformação inadequada dos cascos;
  • Sobrecarga repetitiva em pisos duros;
  • Treinamentos intensos.

Estudos indicam que desequilíbrios nos cascos e má distribuição de peso aumentam a pressão sobre o navicular, acelerando a degeneração das estruturas (Dyson & Murray, Equine Veterinary Journal, v.39, n.3, 2007).

Sinais clínicos e diagnóstico

Os sintomas mais comuns incluem claudicação intermitente, encurtamento da passada e dificuldade em realizar movimentos que exigem maior flexão do casco. Como a evolução da doença é lenta e insidiosa, o diagnóstico precoce exige abordagem criteriosa, combinando exame clínico e de imagem.

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Segundo Camila Senna, médica-veterinária e coordenadora técnica de equinos da Ceva Saúde Animal:

“Somente com avaliação detalhada é possível definir um plano terapêutico adequado e minimizar os impactos sobre o desempenho do animal.”

Abordagem terapêutica e manejo multidisciplinar

O tratamento da síndrome do navicular evoluiu nos últimos anos, adotando estratégias integradas que incluem:

  • Casqueamento e ferrageamento corretivos para redistribuir forças;
  • Terapias medicamentosas;
  • Controle da dor e fisioterapia;
  • Manejo que prioriza conforto e qualidade de vida.

Entre os recursos terapêuticos, destacam-se:

  • Bifosfonatos à base de ácido tiludrônico (como o Tildren), que reduzem a reabsorção óssea e retardam a degeneração;
  • Anti-inflamatórios não esteroidais COX-2 seletivos (como Pain-oxx), indicados para controle da dor crônica ou aguda.

Camila Senna ressalta:

“Essa combinação permite reduzir a dor e a claudicação, atuando sobre inflamação e remodelação óssea, garantindo melhor qualidade de vida e desempenho aos animais.”

Prevenção e manutenção da saúde do cavalo

Embora complexa, a síndrome do navicular pode ser prevenida e controlada quando identificada precocemente e manejada de forma estratégica. Diagnóstico preciso, terapias personalizadas e práticas alinhadas ao bem-estar são essenciais para prolongar a carreira esportiva dos cavalos e preservar sua saúde e qualidade de vida.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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