AGRONEGÓCIO
Itália investe €400 milhões para modernizar a agricultura com tecnologia avançada
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Durante a feira Agrilevante, realizada em Bari, o ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida, destacou a importância da mecanização e das políticas públicas para a modernização do campo. Segundo ele, o governo italiano vê a tecnologia como motor de competitividade e sustentabilidade no setor agropecuário, com destaque para o Fundo de Inovação, gerido pelo ISMEA (Instituto de Serviços para o Mercado Agrícola e Alimentar).
O fundo já beneficiou mais de 3 mil propriedades rurais e empresas agroindustriais, promovendo avanços significativos na agricultura do país.
Investimentos estratégicos para digitalização e sustentabilidade
Criado pela Lei Orçamentária de 2023, o Fundo de Inovação tem o objetivo de financiar a aquisição de máquinas e equipamentos de última geração, incluindo:
- Tratores inteligentes
- Robôs agrícolas
- Drones de monitoramento
- Sensores avançados para gestão de culturas
O programa visa digitalizar o campo, reduzir impactos ambientais e otimizar a produção agrícola. Até o momento, o fundo já mobilizou €300 milhões, e a expectativa é injetar mais €100 milhões entre 2026 e 2027, totalizando €400 milhões em investimentos, beneficiando cerca de 4 mil empresas em todo o território italiano.
Inovação como ferramenta para eficiência e sustentabilidade
Segundo Lollobrigida, o programa representa uma virada estratégica para a agricultura italiana, conciliando tradição e tecnologia. Entre os benefícios já observados estão:
- Economia de água
- Uso mais eficiente de fertilizantes
- Redução de emissões de carbono
- Aplicação de inteligência artificial no manejo de culturas
O presidente do ISMEA, Livio Proietti, destacou que €150 milhões do fundo serão direcionados ao sul da Itália e às ilhas, regiões caracterizadas por pequenas propriedades familiares. Segundo ele, “investir em inovação também é garantir a sucessão geracional e combater o despovoamento rural”.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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