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Soja Avança em Chicago com Alta do Óleo, Demanda Externa e Expectativas Globais

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O mercado da soja registrou novos ganhos nesta quinta-feira (26) na Bolsa de Chicago, sustentado principalmente pela valorização do óleo de soja, pela demanda externa aquecida e por fatores geopolíticos que seguem influenciando o comportamento das commodities agrícolas.

Apesar da continuidade das altas, o ritmo de valorização é mais moderado em relação ao pregão anterior. Por volta das 7h15 (horário de Brasília), os principais contratos subiam entre 0,50 e 1 ponto, com o vencimento maio cotado a US$ 11,72 por bushel e o julho a US$ 11,88.

Óleo de soja acompanha petróleo e lidera ganhos no complexo

O destaque no complexo soja segue sendo o óleo, que registra avanço próximo de 1%, acompanhando a forte valorização do petróleo, com altas superiores a 2% nos tipos Brent e WTI. O movimento reflete incertezas no Oriente Médio, especialmente diante de informações divergentes sobre um possível acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.

Além disso, o mercado reage às expectativas relacionadas à política de biocombustíveis dos Estados Unidos, incluindo possíveis mudanças nos mandatos de mistura, o que tende a elevar a demanda por óleo vegetal.

Enquanto isso, o farelo de soja apresenta recuo, com investidores ajustando posições após ganhos recentes e diante da perspectiva de maior processamento da oleaginosa.

Compras por barganha e cenário externo sustentam Chicago

Nos últimos pregões, os contratos futuros da soja acumulam ganhos superiores a 1%, impulsionados por um movimento de compras por barganha e fatores técnicos. Mesmo com oscilações no petróleo, o mercado encontrou suporte em fundamentos externos e no apetite dos investidores.

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O cenário geopolítico segue no radar, com menor aversão ao risco após sinalizações de negociações envolvendo Estados Unidos e Irã. Ao mesmo tempo, cresce a expectativa em torno de um possível avanço nas relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

A confirmação de uma visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China, onde se reunirá com Xi Jinping em maio, mantém o mercado atento. Um eventual acordo pode incluir compras chinesas de soja americana, fator que historicamente impacta os preços globais.

Exportações e biocombustíveis reforçam demanda

O mercado também reage a novas vendas externas, incluindo negociações com o México, o que reforça a demanda pela próxima safra. As expectativas em torno de políticas de incentivo aos biocombustíveis nos Estados Unidos seguem como um dos principais vetores de sustentação dos preços.

Outro ponto de atenção é o aumento dos custos de fertilizantes, que pode influenciar as decisões de plantio nos Estados Unidos. O mercado aguarda o relatório de intenção de plantio do USDA, previsto para o dia 31, que deverá trazer novas sinalizações sobre a área destinada à soja e ao milho.

Mercado brasileiro enfrenta desafios logísticos e custos elevados

No Brasil, o cenário é mais heterogêneo. No Rio Grande do Sul, os preços no porto reagiram positivamente, alcançando cerca de R$ 130 por saca. No entanto, no interior, os altos custos de frete seguem limitando a liquidez e pressionando as negociações.

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Produtores mantêm postura cautelosa, retendo parte da produção à espera de melhores condições de comercialização. A quebra de produtividade em algumas regiões também impacta a disponibilidade de armazenagem.

Em Santa Catarina, a demanda da agroindústria sustenta os preços e garante maior fluidez nos negócios. Já no Paraná, o avanço da colheita ocorre em meio à alta expressiva do diesel, o que eleva os custos logísticos e reduz as margens do produtor.

No Mato Grosso do Sul, com a colheita superando 75%, os preços recuam na maioria das regiões devido à maior oferta. Em Mato Grosso, onde a safra está praticamente concluída, o foco está no escoamento da produção, ainda impactado por fretes elevados e limitações logísticas.

Perspectivas seguem atreladas ao cenário global

O mercado da soja segue dependente de fatores externos, como geopolítica, demanda internacional e políticas energéticas. Ao mesmo tempo, no Brasil, questões estruturais como custo de transporte e logística continuam influenciando diretamente a competitividade e a rentabilidade do produtor.

A combinação entre fundamentos globais e desafios internos deve continuar determinando o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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