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Soja Brasileira Entre Custos, Exportações e Expectativa de Mercado Internacional

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Produtores de soja no Rio Grande do Sul iniciam o planejamento da próxima safra diante de preços estáveis, segundo dados da TF Agroeconômica. No mercado interno, os valores para entrega em agosto ficaram em R$ 142,99 por saca no porto, alta de 0,30%. No interior do estado, os preços se mantiveram estáveis: Cruz Alta e Passo Fundo registraram R$ 134,00, Ijuí R$ 134,00 (+0,37%) e Santa Rosa/São Luiz R$ 133,00.

Em Santa Catarina, os preços também refletem o cenário nacional, marcado por estoques de passagem e demanda chinesa pelo grão. No porto de São Francisco, a saca é cotada a R$ 141,83 (+1,10%).

Paraná reforça competitividade com avanços logísticos

No Paraná, a logística aprimorada tem sustentado a competitividade da soja local. Em Paranaguá, a saca atingiu R$ 143,79 (+0,86%), enquanto em Cascavel foi registrada a R$ 132,29 (+2,86%) e em Maringá R$ 133,79 (+3,08%). Ponta Grossa e Pato Branco registraram R$ 130,72 e R$ 140,99, respectivamente, enquanto no balcão de Ponta Grossa os preços foram de R$ 118,00 por saca.

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Mato Grosso do Sul mantém preços firmes apesar de custos elevados

No Mato Grosso do Sul, os preços da soja se mantêm estáveis, com o produtor atento ao mercado internacional. Em Dourados, o spot ficou em R$ 123,39, Campo Grande R$ 124,79 (+1,13%), Maracaju R$ 123,39 (-0,05%), Chapadão do Sul R$ 121,56 e Sidrolândia R$ 124,79 (+1,13%).

Já no Mato Grosso, a comercialização segue lenta, pressionada pelos custos de frete e armazenamento. Campo Verde e Primavera do Leste registraram R$ 126,50 (+3,55%), Lucas do Rio Verde R$ 119,12, Nova Mutum R$ 120,64 (+1,28%) e Rondonópolis R$ 126,50 (+3,55%).

Futuros da soja em Chicago mostram estabilidade e expectativa por novidades

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros de soja registraram uma manhã tranquila na terça-feira (19). Os contratos mais negociados, setembro e novembro, subiram ligeiramente para US$ 10,21 e US$ 10,42 por bushel, refletindo uma fase de espera do mercado por novas informações, como negociações comerciais entre China e EUA.

O ProFarmer Crop Tour começou em Ohio e Dakota do Sul, trazendo indicações de altas produtividades de soja e milho. As estimativas nacionais serão divulgadas ao final da semana. Além disso, altas de quase 1% no farelo de soja sustentam os preços do grão na CBOT.

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Encerramento misto em Chicago com atenção aos embarques

Na segunda-feira (18), a soja encerrou de forma mista. O contrato para setembro recuou -0,15%, a US$ 1.020,75, e o de novembro cedeu -0,02%, a US$ 1.042,25 por bushel. No mercado de derivados, o farelo caiu 1,06% a US$ 280,40/ton e o óleo avançou 0,17% a US$ 53,27/libra-peso.

Os embarques semanais norte-americanos caíram -12,98%, totalizando 473,6 mil toneladas, com Egito, México e Itália entre os principais destinos. A ausência da China nas compras e chuvas no cinturão produtor limitaram a valorização, enquanto o ProFarmer Tour fornece suporte a futuras projeções. O mercado segue atento às negociações EUA-China, prorrogadas por mais 90 dias, que podem influenciar os preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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