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Soja mantém preços firmes no Brasil e valorizações em Chicago impulsionadas por oferta restrita nos EUA

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O mercado da soja segue aquecido no Brasil, com exportações em ritmo forte e preços sustentados pelo cenário externo. Em Chicago, as cotações estendem a sequência de ganhos, impulsionadas por expectativas de oferta mais restrita nos Estados Unidos e pela demanda internacional concentrada no Brasil.

Mercado interno registra estabilidade e boas oportunidades de negócio

No Rio Grande do Sul, a demanda firme elevou as cotações nesta semana. Para pagamento em 8 de agosto, com entrega até 7 de agosto, o preço no porto chegou a R$ 143,00/saca (+2,14%). No interior, os valores variaram conforme a praça: Cruz Alta a R$ 134,00 (+0,76%), Passo Fundo e Ijuí a R$ 133,00 (+0,76%), Santa Rosa/São Luiz a R$ 134,00 (+0,75%) e Panambi mantendo R$ 122,00.

Em Santa Catarina, o mercado manteve estabilidade, com a soja cotada a R$ 138,83/saca no porto de São Francisco. O fluxo de negócios segue constante, mas a capacidade de armazenamento continua sendo um desafio para produtores e tradings.

No Paraná, os preços variaram de forma moderada, refletindo o cenário externo positivo. Em Paranaguá, a saca foi negociada a R$ 143,00 (+1,43%); Cascavel ficou em R$ 127,37 (-0,05%); Maringá em R$ 128,54 (+0,41%); Ponta Grossa em R$ 129,03 (+0,16%); e Pato Branco em R$ 139,09 (+0,04%). No balcão, Ponta Grossa manteve R$ 118,00/saca.

Mato Grosso do Sul define calendário de plantio e mantém preços estáveis

O governo do Mato Grosso do Sul confirmou o calendário de semeadura da safra 2025/26: de 16 de setembro a 31 de dezembro, com vazio sanitário até 15 de setembro. A colheita atual já alcança 42,7% da área cultivada. No mercado spot, os preços ficaram em R$ 121,78/saca em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia (+0,30%), e R$ 120,65/saca em Chapadão do Sul (+0,63%).

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No Mato Grosso, a comercialização da nova safra avança lentamente. A gestão de estoques e fretes é apontada como fundamental para maximizar ganhos diante da perspectiva de menor produção. As cotações foram: Campo Verde (R$ 122,20, -1,21%), Lucas do Rio Verde (R$ 118,10, -0,08%), Nova Mutum (R$ 118,10, +0,45%), Primavera do Leste (R$ 122,20, -1,69%), Rondonópolis (R$ 122,20, -3,02%) e Sorriso (R$ 118,10, +0,43%).

Chicago mantém sequência de altas com suporte do USDA

Na manhã desta quarta-feira (13), a soja operava em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), ainda sustentada pelos números divulgados na véspera pelo USDA, que apontaram menor produtividade, produção e estoques finais nos EUA para a safra 2025/26. Às 6h55 (horário de Brasília), os contratos subiam entre 7 e 7,75 pontos, com setembro a US$ 10,20 e novembro a US$ 10,40 por bushel.

O avanço ocorre mesmo sem compras significativas da China, que continua priorizando aquisições no Brasil, mantendo prêmios elevados e fortalecendo a competitividade do produto nacional.

Relatório do USDA aponta oferta mais apertada nos EUA

Na terça-feira (12), a soja fechou em alta na CBOT: setembro subiu 2,12% (US$ 21,00 cents/bushel) para US$ 1.012,75, e novembro avançou 2,13% (US$ 21,50 cents/bushel) para US$ 1.032,75. No mercado de derivados, o farelo de soja para setembro teve alta de 0,21% (US$ 281,40/ton curta) e o óleo de soja subiu 0,09% (US$ 53,24/libra-peso).

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O relatório do USDA reduziu a previsão de produção americana devido à menor área plantada e colhida, embora a produtividade média tenha sido revisada para cima, amenizando a queda total. Os estoques finais foram estimados em 7,89 milhões de toneladas, abaixo das expectativas do mercado.

Demanda chinesa segue como ponto de atenção

Apesar da trégua tarifária prorrogada por mais 90 dias entre EUA e China, Pequim não realizou compras de soja norte-americana para 2025/26 — algo inédito nas últimas duas décadas. A estratégia chinesa de diversificar fornecedores mantém o Brasil como principal destino das importações, sustentando os preços domésticos e gerando boas oportunidades para produtores e exportadores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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