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Soja sobe em Chicago com apoio da demanda por esmagamento e expectativas sobre relações EUA-China

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A quinta-feira (23) começou com valorização nos contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT), impulsionados por uma forte demanda no mercado físico e pelo otimismo em relação a um possível avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o contrato janeiro/26 era cotado a US$ 10,54 por bushel, com alta de 4 pontos. O março/26 subia 4,25 pontos, para US$ 10,67, enquanto o maio/26 registrava ganho de 4,75 pontos, a US$ 10,80. Já o vencimento julho/26 era negociado a US$ 10,91, com alta de 5,50 pontos.

Demanda por esmagamento sustenta o mercado

De acordo com o portal internacional Farm Futures, o complexo da soja — que inclui grãos, farelo e óleo — mantém tendência de alta devido à força do mercado à vista e ao ritmo firme da demanda para esmagamento nos Estados Unidos.

Esse movimento tem dado suporte aos preços e ajudado a limitar quedas recentes observadas no mercado futuro, em meio à expectativa de maior consumo interno e retomada de exportações.

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Tensões e expectativas nas relações EUA-China

Outro fator que contribui para o avanço das cotações é a esperança de melhora nas relações comerciais entre Washington e Pequim. O mercado segue atento às notícias sobre uma possível reaproximação entre os dois países, o que poderia estimular as compras chinesas de soja norte-americana.

Nos últimos dias, manchetes conflitantes têm trazido volatilidade aos negócios. Segundo o analista Bruce Blythe, da Farm Futures, há relatos de que o governo dos Estados Unidos estaria considerando restringir exportações de tecnologia à China — medida que seria uma retaliação às limitações chinesas sobre exportação de minerais raros.

Ao mesmo tempo, há indicações de diálogo: embora o ex-presidente Donald Trump tenha cogitado cancelar um encontro com o líder chinês Xi Jinping, também teria aceitado um convite para visitar a China no próximo ano, o que reacende esperanças de cooperação econômica.

Perspectivas para o mercado de soja

Com a demanda aquecida e expectativas de melhora no comércio internacional, os preços da soja tendem a manter sustentação no curto prazo. No entanto, analistas alertam que o mercado continua sensível às oscilações nas relações diplomáticas e às condições climáticas nas principais regiões produtoras, fatores que podem influenciar o comportamento das cotações nas próximas semanas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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