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Solubio antecipa pagamento de CRAs de 2021 e 2022 sem gerar prejuízos

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A Solubio anunciou nesta quinta-feira (7) a antecipação do pagamento de suas duas primeiras emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), realizadas em dezembro de 2021 (com vencimento original em dezembro de 2025) e setembro de 2022 (com vencimento previsto para março de 2027). Com a liquidação, a empresa mantém apenas o CRA da 352ª emissão, emitido em setembro de 2024.

A companhia destacou que o movimento não causará prejuízo aos investidores, nem representa qualquer ruptura financeira, e reforça a posição de caixa da empresa.

Pagamentos integrais e reforço de caixa

Todos os detentores das emissões receberão os valores integrais, sem deságio ou perdas. Segundo a Solubio, os recursos disponíveis nas contas escrow e fundos de reserva superavam os montantes devidos:

  • Primeiro CRA (2021): contas escrow somavam R$ 12,6 milhões, saldo devedor de R$ 5,5 milhões;
  • Segundo CRA (2022): contas escrow somavam R$ 35,4 milhões, saldo devedor de R$ 24,4 milhões.

“Não apenas os investidores desses CRAs serão integralmente pagos, como o saldo excedente será revertido para o caixa da Solubio, reforçando ainda mais a posição financeira da companhia. Além disso, eliminamos custos recorrentes dessas emissões e o esforço operacional da equipe que acompanha essas operações”, afirmou Ernesto Cavasin Neto, diretor-geral da empresa.

Histórico e contexto da operação

Em setembro de 2024, a Solubio realizou uma emissão de CRA em processo de troca de papéis (Exchange), substituindo parte das duas primeiras emissões e alongando o prazo de amortização dos títulos. Durante o processo:

  • 63% dos títulos do primeiro CRA foram convertidos;
  • 70% dos papéis do segundo CRA foram convertidos.
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Por questões jurídicas e burocráticas, os papéis não puderam ser cancelados imediatamente, gerando uma situação custosa operacional e tributária, com a empresa se tornando credora de si mesma. A liquidação antecipada decretada pelos investidores quebra esse ciclo de ineficiências, simplificando a estrutura financeira.

Desempenho financeiro e perspectivas

A Solubio registrou seu melhor primeiro semestre da história em 2025, com Ebitda de aproximadamente R$ 8 milhões, superando a sazonalidade negativa típica do setor.

A empresa mantém atualmente uma base de 240 clientes e um backlog de cerca de R$ 500 milhões a faturar. Para 2025, a expectativa é faturar mais de R$ 200 milhões, crescimento de 27% em relação ao ano anterior, com melhora significativa no lucro operacional, contribuindo para a redução do endividamento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço da tilápia sobe com oferta restrita e exportações alcançam maior volume de 2026

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A baixa disponibilidade de peixes continuou sustentando os preços da tilápia no mercado brasileiro durante o mês de maio. Levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) aponta que a oferta restrita favoreceu novas altas em algumas das principais regiões produtoras acompanhadas pelo instituto.

Apesar da valorização observada em parte do mercado, algumas praças registraram recuo nos preços. Segundo pesquisadores do Cepea, a retração esteve relacionada ao enfraquecimento da demanda, especialmente pela redução das compras por parte dos frigoríficos, que adotaram uma postura mais cautelosa diante do cenário de consumo.

Oferta deve aumentar gradualmente nos próximos meses

De acordo com o Cepea, a partir de maio os peixes entram em uma fase de maior ganho de peso, fator que tende a ampliar gradualmente a oferta disponível para comercialização.

Esse movimento pode contribuir para um maior equilíbrio entre oferta e demanda ao longo do segundo semestre, reduzindo parte da pressão altista observada nos primeiros meses do ano.

Ainda assim, o setor segue atento à evolução dos custos de produção, ao ritmo de consumo no mercado interno e ao desempenho das exportações, fatores que continuarão influenciando a formação dos preços da proteína.

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Exportações de tilápia atingem maior volume do ano

No comércio exterior, a piscicultura brasileira registrou resultados expressivos em maio. Os embarques de tilápia e produtos derivados alcançaram o maior volume exportado em 2026 e o mais elevado desde junho de 2025.

O desempenho reforça a competitividade da proteína brasileira no mercado internacional e demonstra a recuperação do fluxo comercial após um período de ajustes provocados por mudanças tarifárias e oscilações na demanda global.

Novas tarifas dos EUA preocupam setor

Apesar do avanço das exportações, o setor acompanha com atenção as recentes decisões do governo dos Estados Unidos relacionadas à política comercial.

Segundo o Cepea, a administração norte-americana anunciou novas tarifas de importação com previsão de entrada em vigor a partir de julho. A medida poderá impactar novamente a competitividade da tilápia brasileira no principal mercado comprador do produto.

Os Estados Unidos seguem como um dos destinos estratégicos para as exportações brasileiras de pescado, e eventuais barreiras comerciais podem influenciar o ritmo dos embarques nos próximos meses.

Perspectivas para a cadeia aquícola

O cenário para a tilapicultura brasileira combina fundamentos positivos e desafios relevantes. Enquanto a oferta ainda limitada sustenta os preços em diversas regiões e as exportações mostram forte desempenho, o mercado monitora o aumento gradual da produção interna e os possíveis efeitos das novas tarifas norte-americanas.

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A evolução da demanda doméstica, o comportamento dos compradores internacionais e o ambiente comercial global deverão definir os rumos do setor ao longo do segundo semestre de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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