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Suinocultura brasileira prevê 2026 com crescimento moderado e exportações recordes

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A suinocultura brasileira deve iniciar 2026 em um cenário de estabilidade e confiança. Após um 2025 marcado por preços firmes e custos de produção controlados, o setor encerra o ano com bons níveis de rentabilidade e perspectivas favoráveis para o ciclo seguinte. A expectativa é de um crescimento moderado na produção, sustentado principalmente pelo aumento nas exportações.

Exportações de carne suína devem atingir recorde histórico em 2026

De acordo com estimativas da Safras & Mercado, as exportações brasileiras de carne suína devem alcançar 1,545 milhão de toneladas em 2026 — um avanço de 6,32% em relação às 1,453 milhão de toneladas previstas para o fechamento de 2025. O crescimento reforça o protagonismo do mercado externo como principal motor da suinocultura nacional.

Segundo o analista Allan Maia, da Safras & Mercado, as Filipinas seguem como o principal destino da carne suína brasileira, cenário favorecido pelas dificuldades estruturais da produção local, ainda afetada pela peste suína africana (PSA), além do aumento da demanda interna.

Diversificação de mercados impulsiona as exportações

O Brasil também avança na diversificação de destinos. O Japão tem ampliado gradualmente suas compras, inicialmente a partir de plantas habilitadas em Santa Catarina, com perspectiva de expansão para outros estados produtores.

Outro mercado promissor é o México, onde tensões comerciais com os Estados Unidos podem abrir espaço para o produto brasileiro. A Coreia do Sul segue como mercado em potencial, com embarques ainda limitados, enquanto o Vietnã mantém ritmo de importações em crescimento, embora impactado por casos recorrentes de PSA.

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Entre os países da América do Sul, Argentina, Chile e Uruguai também se destacam como destinos adicionais para a carne suína nacional.

China mantém participação reduzida nas importações

Diferentemente do início da década, a China deve continuar com volumes de importação abaixo do observado em anos anteriores. Segundo Maia, a ampla oferta doméstica e um ambiente econômico incerto tendem a limitar a demanda chinesa no curto prazo.

Competitividade global favorece o Brasil

O analista destaca que o Brasil mantém vantagem competitiva no cenário internacional, tanto em qualidade quanto em preço. Enquanto isso, a União Europeia, principal concorrente, enfrenta custos de produção elevados e restrições sanitárias que limitam o crescimento da oferta e pressionam os preços.

Maia observa ainda que novos registros de peste suína africana em javalis no oeste europeu devem fortalecer a posição de Brasil e Estados Unidos no comércio global de carne suína nos próximos anos, em detrimento do produto europeu.

Produção brasileira deve crescer 2,07% em 2026

As projeções da Safras & Mercado apontam que a produção de carne suína no Brasil deve chegar a 5,702 milhões de toneladas em 2026, frente às 5,587 milhões estimadas para 2025 — um avanço de 2,07%.

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Para Maia, esse crescimento moderado contribui para o equilíbrio do mercado interno, evitando pressões de oferta que poderiam impactar os preços.

Cenário econômico exige cautela e atenção do setor

Apesar do otimismo, o ambiente macroeconômico ainda impõe desafios. O alto custo do crédito em 2025 limitou novos investimentos, e, mesmo com expectativa de redução nas taxas de juros, os níveis devem permanecer elevados.

Além disso, o ano eleitoral tende a elevar os gastos públicos e aumentar a volatilidade cambial, o que pode afetar tanto os custos de produção quanto o consumo doméstico.

Consumo interno deve reagir no segundo semestre

O primeiro trimestre de 2026 deve ser mais desafiador para o consumo, em razão das despesas sazonais das famílias, o que dificulta reajustes na cadeia produtiva. No entanto, a partir do segundo semestre, a demanda interna tende a se recuperar.

O desempenho das proteínas concorrentes também será determinante: preços mais altos da carne bovina favorecem o consumo de carne suína, enquanto inflação e juros elevados mantêm o frango como opção mais acessível.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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