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Super Porto Verde transforma Itacoatiara em novo polo logístico do agronegócio no Arco Norte

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O avanço do Arco Norte como rota estratégica para o escoamento da produção agrícola brasileira ganhou um novo impulso com a chegada do maior sistema flutuante de transbordo de granéis das Américas em Itacoatiara, no Amazonas. Batizado de Super Porto Verde, o novo empreendimento do Super Terminais recebeu investimentos de R$ 250 milhões e deverá ampliar a capacidade logística da região para movimentação de grãos e fertilizantes destinados à exportação.

A nova estrutura representa um marco para a logística do agronegócio brasileiro e reforça o papel das hidrovias amazônicas no crescimento das exportações de commodities agrícolas.

Novo porto fortalece logística do Arco Norte

Localizado a cerca de 175 quilômetros de Manaus, o Super Porto Verde nasce em uma região considerada estratégica para a integração entre os corredores hidroviários da Amazônia e os fluxos nacionais de exportação.

O empreendimento integra a estratégia do Super Terminais de ampliar sua atuação no segmento de granéis sólidos, acompanhando o crescimento da demanda logística no Arco Norte, rota que vem ganhando relevância no escoamento da produção agrícola brasileira nos últimos anos.

Segundo a companhia, a nova estrutura deverá aumentar a eficiência operacional e reduzir gargalos logísticos para tradings, operadores portuários e exportadores do agronegócio.

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Píer flutuante amplia capacidade operacional no Amazonas

O sistema flutuante chegou a Itacoatiara no início de maio e está em fase de instalação. O píer será incorporado a uma área portuária de aproximadamente 300 mil metros quadrados.

Inicialmente concebido para operações com contêineres, o projeto foi adaptado para atuar no transbordo de granéis sólidos, atendendo principalmente a movimentação de soja, milho e fertilizantes.

A estrutura possui 240 metros de extensão e 18 metros de largura, além de contar com três guindastes elétricos Sennebogen 895E, considerados os maiores do mundo em sua categoria e os primeiros em operação no hemisfério sul.

Os equipamentos possuem capacidade operacional de até 2.100 toneladas por hora, permitindo elevada produtividade nas operações portuárias.

Estrutura permitirá operação simultânea de navio e barcaças

O novo terminal foi projetado para permitir a atracação simultânea de um navio do tipo Panamax, com capacidade de até 50 mil toneladas, além de seis barcaças operando ao mesmo tempo.

A previsão é de que as operações sejam concluídas em até 36 horas, reduzindo tempos de espera, aumentando a previsibilidade logística e ampliando a competitividade das exportações brasileiras pelo corredor Norte.

O modelo hidroviário vem sendo apontado pelo setor como uma alternativa mais eficiente e sustentável para o transporte de grandes volumes em longas distâncias.

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Investimento deve gerar empregos e fortalecer economia regional

Além dos ganhos logísticos, o Super Porto Verde também deverá impulsionar a economia regional no Amazonas.

De acordo com o Super Terminais, o empreendimento deve gerar cerca de 130 empregos diretos e outros 250 indiretos, fortalecendo a atividade econômica em Itacoatiara e ampliando a participação do estado na cadeia logística nacional do agronegócio.

Para a companhia, o projeto também reforça o compromisso com sustentabilidade e inovação na logística portuária brasileira.

Modal hidroviário ganha espaço na agenda sustentável do agro

O crescimento do Arco Norte está diretamente ligado à busca por alternativas logísticas mais eficientes e ambientalmente sustentáveis para o agronegócio brasileiro.

O transporte hidroviário é considerado um dos modais com menor emissão de carbono por tonelada transportada, fator que ganha relevância diante das exigências globais por cadeias produtivas mais sustentáveis.

Com o novo terminal, o Amazonas amplia sua relevância estratégica na infraestrutura nacional de exportação, consolidando Itacoatiara como um dos principais pontos logísticos do corredor Norte para o escoamento da produção agrícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de milho do Brasil disparam em abril após paralisações na Argentina e ampliam espaço no mercado global

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As exportações brasileiras de milho registraram forte crescimento em abril e mais que dobraram na comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionadas principalmente pelas paralisações logísticas na Argentina, um dos principais concorrentes do Brasil no mercado internacional do cereal.

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o Brasil embarcou 473,875 mil toneladas de milho no mês passado, avanço de 165,7% frente às 178,347 mil toneladas exportadas em abril de 2025.

Mesmo com queda de 6,3% no preço médio da tonelada, que ficou em US$ 254,9, a receita gerada pelas exportações avançou 149%, alcançando US$ 120,813 milhões.

Greves na Argentina abriram espaço para o milho brasileiro

O avanço das exportações brasileiras ocorreu em meio a uma série de paralisações na Argentina, importante fornecedora global de milho.

Segundo agentes do mercado, a greve geral contra as reformas trabalhistas do presidente Javier Milei e a paralisação de caminhoneiros argentinos no início de abril comprometeram o fluxo logístico e dificultaram embarques nos portos do país vizinho.

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Os protestos envolveram bloqueios em acessos portuários e reivindicações relacionadas ao aumento dos custos operacionais, pressionados pela alta dos combustíveis em meio às tensões no Oriente Médio.

Com dificuldades para cumprir contratos de exportação originados na Argentina, tradings internacionais recorreram ao milho brasileiro para atender importadores já comprometidos com compras anteriores.

Oriente Médio amplia compras de milho do Brasil

O redirecionamento da demanda internacional favoreceu principalmente os embarques brasileiros para países do Oriente Médio e Norte da África.

O Egito foi um dos destaques do período. As exportações brasileiras de milho para o país saltaram para 89,5 mil toneladas em abril, volume 13 vezes superior às 6,8 mil toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior.

A Arábia Saudita também ampliou significativamente suas compras. Os embarques brasileiros passaram de apenas 416 toneladas em abril de 2025 para 36,159 mil toneladas no mês passado.

Nos Emirados Árabes Unidos, as exportações cresceram de 494 toneladas para aproximadamente 14 mil toneladas no mesmo intervalo.

Irã segue como principal destino do milho brasileiro

Apesar da expansão das vendas para outros mercados, o Irã permaneceu como principal importador do milho brasileiro em abril.

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Os embarques para o país somaram 134,668 mil toneladas, volume 6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o Brasil exportou 143,509 mil toneladas.

Mesmo com o conflito no Oriente Médio impactando custos logísticos e fretes marítimos, as exportações para o mercado iraniano continuaram ocorrendo, ainda que em ritmo mais lento.

Brasil amplia competitividade no mercado internacional

O desempenho das exportações em abril reforça a capacidade do Brasil de ampliar participação no comércio global de milho em momentos de instabilidade logística internacional.

Além da competitividade do cereal brasileiro, o mercado acompanha o potencial da segunda safra, que deverá ter papel decisivo na oferta exportável ao longo do segundo semestre.

Com demanda internacional aquecida e possíveis oscilações no fluxo de embarques de países concorrentes, o milho brasileiro segue ganhando espaço estratégico no abastecimento global do cereal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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