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Superbac lança Tilsis, bioinsumo de dupla ação contra fungos e nematoides que promete elevar a produtividade das lavouras

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A Superbac, empresa referência em biotecnologia aplicada ao agronegócio, anunciou o lançamento do Tilsis, uma solução inovadora para o controle biológico de fungos e nematoides. O produto chega ao mercado brasileiro com ação dupla e formulação exclusiva, prometendo proteger as plantas da raiz às folhas e aumentar a produtividade de forma sustentável.

A novidade responde a um dos principais desafios da agricultura moderna: o crescimento da pressão de patógenos de solo, como nematoides e fungos fitopatogênicos, que comprometem o sistema radicular, reduzem a absorção de nutrientes e abrem caminho para doenças secundárias, entre elas o mofo-branco, causador de grandes prejuízos em lavouras de soja e feijão.

Tilsis é formulado com cepas exclusivas de Bacillus

O Tilsis foi desenvolvido a partir da associação de duas cepas exclusivas da Superbac — Bacillus subtilis e Bacillus amyloliquefaciens. Essas bactérias atuam de forma complementar, produzindo compostos bioativos (como lipopeptídeos e enzimas hidrolíticas) capazes de romper as membranas celulares de fitonematoides e fungos patogênicos, levando-os à morte.

Segundo Fernando Ferraz Barros, engenheiro agrônomo e superintendente de Novos Negócios da Superbac no Brasil, essas bactérias são altamente eficientes na formação de biofilmes radiculares, o que reforça a resistência sistêmica das plantas e estimula o crescimento das raízes.

“O produto melhora a absorção de nutrientes e aumenta a resiliência da cultura frente a estresses ambientais”, explica Barros.

Produto se destaca no controle dos principais patógenos agrícolas

O Tilsis mostrou resultados expressivos no controle de três dos principais inimigos das lavouras brasileiras: o nematoide-das-lesões (Pratylenchus brachyurus), o fungo do mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) e o nematoide-de-cisto (Heterodera glycines).

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Ensaios de campo realizados em diferentes regiões e culturas agrícolas registraram ganhos significativos de produtividade:

  • Soja: aumento médio de 10,8% na produção em relação à área sem tratamento e 4,7% acima do padrão biológico comercial;
  • Feijão: incremento de 15,3% no controle de nematoides e 16,9% no manejo de mofo-branco, superando os produtos de referência;
  • Milho: produtividade 29% maior que áreas não tratadas e 9,8% acima dos biológicos líderes de mercado, especialmente em regiões com alta incidência de nematoides.

“O Tilsis entrega uma dupla ação biológica consistente. Ele combate patógenos radiculares e foliares, enquanto estimula o vigor das plantas, oferecendo previsibilidade e estabilidade ao produtor”, destaca Barros.

O executivo ressalta que a integração das cepas de Bacillus e a formação de biofilmes garantem ação duradoura e menor impacto do estresse climático sobre a cultura.

Alta versatilidade e compatibilidade com sistemas convencionais

Outro diferencial do Tilsis é a versatilidade de aplicação, podendo ser utilizado no tratamento de sementes, no sulco de plantio ou via foliar. O produto apresenta ainda alta estabilidade, com validade de até 24 meses sem necessidade de refrigeração.

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Além disso, o bioinsumo é compatível com defensivos químicos convencionais, o que permite sua integração ao manejo tradicional sem comprometer a eficiência de outros produtos utilizados na lavoura.

Solução sustentável e alinhada às novas demandas da agricultura

A Superbac destaca que o Tilsis foi desenvolvido para atender às exigências de uma agricultura mais sustentável, reduzindo a dependência de químicos sintéticos e promovendo o equilíbrio biológico do solo.

“A biotecnologia agrícola vem abrindo espaço para soluções multifuncionais, capazes de controlar patógenos e, ao mesmo tempo, fortalecer o sistema produtivo. O Tilsis representa um passo importante nessa direção”, afirma Barros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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