RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Tarifas dos EUA impulsionam exportações brasileiras para a China e afetam mercado de defensivos

Publicados

AGRONEGÓCIO

O impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre o comércio global está redirecionando as exportações brasileiras para novos mercados, com destaque para a China. Esse movimento estratégico será analisado pelo CEO e diretor de Investimentos da Persevera Asset Management, Guilherme Abbud, durante o 16º Brasil AgroChemShow, evento internacional voltado ao setor de agroquímicos, fertilizantes e bioinsumos, que acontece nos dias 12 e 13 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Mudança no cenário comercial global e impactos no agro brasileiro

Com uma abordagem macroeconômica, Abbud discutirá como as tensões comerciais internacionais estão moldando as estratégias do agronegócio brasileiro. Ele destacará os reflexos da reorientação das exportações para a China e as implicações diretas na cadeia de defensivos agrícolas.

“As tarifas americanas têm acelerado a busca do Brasil por novos parceiros comerciais, especialmente a China, que hoje é um dos maiores consumidores de nossos produtos agrícolas. Esse movimento ajuda a diversificar exportações e fortalece as relações comerciais, reduzindo dependências”, afirma Abbud.

Segundo o executivo, esse redirecionamento é essencial para evitar a formação de excedentes no mercado interno, o que poderia pressionar os preços e impactar negativamente a indústria de defensivos agrícolas.

Leia Também:  Safra 2026/27: moagem de cana desacelera, açúcar recua e etanol ganha espaço no Centro-Sul
Tendências e desafios do setor em pauta

Além da discussão sobre as tarifas e o novo direcionamento comercial, o painel abordará tendências, desafios e oportunidades que devem moldar o futuro do agronegócio no Brasil. Para Abbud, o evento representa uma oportunidade de troca de experiências, disseminação de conhecimento e preparação para as transformações em andamento no cenário global.

Brasil AgroChemShow reunirá mais de 70 expositores e 1.200 profissionais

Considerado um dos principais encontros do setor de agroquímicos na América Latina, o Brasil AgroChemShow chega à sua 16ª edição com a presença de mais de 70 expositores e cerca de 1.200 profissionais do setor, incluindo fabricantes, traders, distribuidores, consultores e representantes de países como China, Índia, Japão, EUA, Europa e América Latina.

A programação contará com palestras com tradução simultânea em português, inglês e mandarim. O evento é organizado pela AllierBrasil e pela CCPIT Chem-China.

Inscrições com impacto social

Os interessados em participar podem se inscrever pelo site allierbrasil.com.br/agrochemshow/. A inscrição é feita por meio da doação de cestas básicas que serão destinadas à ONG CrêSer, que atua em São Paulo. Em 2024, a iniciativa arrecadou 11 toneladas de alimentos.

Leia Também:  Mercado de trigo mantém ritmo lento no fim de 2025 com negociações travadas

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Publicados

em

Por

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  Safra 2026/27: moagem de cana desacelera, açúcar recua e etanol ganha espaço no Centro-Sul

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Feicorte 2026 reúne especialistas internacionais para debater alta da pecuária e oportunidades da carne brasileira

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA