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Terras rurais valorizam no Brasil: ranking aponta estados mais procurados por investidores no 1º trimestre

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O mercado de terras rurais no Brasil segue aquecido e cada vez mais atrativo para investidores. Levantamento do portal Chãozão, maior plataforma de anúncios do segmento no país, mostra que mais de 500 mil consultas por propriedades foram registradas no primeiro trimestre de 2026, evidenciando a força do setor imobiliário rural.

No ranking dos estados mais buscados, Minas Gerais lidera com 19,58% do total de consultas, consolidando-se como principal destino de interesse. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, com cerca de 13%, e Bahia, com 9,98%, formando um pódio que reflete a diversidade regional e produtiva do Brasil.

Diversidade regional impulsiona demanda por terras

O interesse por diferentes regiões está diretamente ligado às características produtivas e estratégicas de cada estado. Fatores como clima, tipo de solo, logística e vocação agrícola pesam na decisão dos compradores.

Minas Gerais se destaca pela diversidade de culturas e localização estratégica, enquanto o Rio Grande do Sul atrai pela tradição agrícola. Já a Bahia ganha relevância com o avanço das novas fronteiras agrícolas, ampliando o potencial produtivo da região.

Terra se consolida como ativo real no agro

O cenário macroeconômico também contribui para o aumento da demanda. A terra rural tem se consolidado como um dos principais ativos reais, atraindo investidores que buscam proteção patrimonial, diversificação e exposição ao agronegócio.

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Esse movimento reflete uma mudança no perfil do comprador, que passa a enxergar o campo não apenas como área produtiva, mas também como oportunidade de investimento de longo prazo.

De onde vem o interesse: Sudeste lidera buscas

O levantamento também revela a origem dos interessados na compra de terras. São Paulo aparece na liderança, com aproximadamente 36 mil buscas no período, seguido por Minas Gerais, com mais de 13 mil, e Goiás, com 9.069 consultas.

O protagonismo paulista evidencia a entrada de investidores urbanos no mercado rural, muitos deles ligados a centros financeiros, ampliando o fluxo de capital para o campo.

Novo perfil de investidor convive com produtor tradicional

Apesar da crescente presença de investidores, o produtor rural tradicional segue como peça-chave no mercado de terras. Estados com forte produção agropecuária, como Mato Grosso, Paraná, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, também figuram entre os principais polos de origem das buscas.

Esse equilíbrio reforça a importância do agronegócio como motor da economia brasileira, combinando produção, investimento e valorização patrimonial.

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Ranking dos estados mais buscados por terras rurais

Confira os estados com maior volume de consultas no primeiro trimestre:

  1. Minas Gerais – 95.532
  2. Rio Grande do Sul – 67.378
  3. Bahia – 51.293
  4. Paraná – 26.216
  5. Paraíba – 26.091
  6. Rio Grande do Norte – 21.348
  7. São Paulo – 21.215
  8. Maranhão – 21.177
  9. Pará – 19.489
  10. Piauí – 19.404
Estados de origem das buscas por propriedades

O levantamento também destaca de onde partem os interessados:

  1. São Paulo – 35.973
  2. Minas Gerais – 13.399
  3. Goiás – 9.069
  4. Paraná – 8.122
  5. Rio Grande do Sul – 5.180
  6. Santa Catarina – 3.835
  7. Rio de Janeiro – 3.775
  8. Mato Grosso – 3.725
  9. Distrito Federal – 3.142
  10. Mato Grosso do Sul – 3.102
Tendência é de continuidade no aquecimento do mercado

Com a valorização das commodities, o avanço tecnológico no campo e a busca por ativos mais seguros, a tendência é de manutenção do interesse por terras rurais ao longo de 2026.

O movimento reforça a integração entre o mercado financeiro e o agronegócio, posicionando a terra como um dos principais ativos estratégicos do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de cana 2025/26 no Centro-Sul fecha com 611 milhões de toneladas e setor inicia novo ciclo priorizando etanol

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A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil foi encerrada com moagem de 611,15 milhões de toneladas, segundo levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA). O volume representa uma redução de 10,78 milhões de toneladas frente ao ciclo anterior, impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo do desenvolvimento da lavoura.

Apesar da retração, o ciclo se consolida como a quarta maior moagem da história da região, além de registrar a segunda maior produção de açúcar e etanol.

Moagem e produtividade: clima reduz desempenho agrícola

A produtividade média agrícola ficou em 74,4 toneladas por hectare, queda de 4,1% em relação à safra anterior, conforme dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

O desempenho foi desigual entre os estados:

  • Quedas: São Paulo (-4,3%), Goiás (-9,4%) e Minas Gerais (-15,9%)
  • Altas: Mato Grosso (+3,2%), Mato Grosso do Sul (+6,0%) e Paraná (+15,5%)

A qualidade da matéria-prima também recuou. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) ficou em 137,79 kg por tonelada, redução de 2,34% na comparação anual.

Segundo a UNICA, a menor moagem já era esperada diante das condições climáticas observadas durante o ciclo.

Produção de açúcar e etanol: estabilidade e leve recuo

A produção de açúcar totalizou 40,43 milhões de toneladas, praticamente estável frente às 40,18 milhões do ciclo anterior, mas abaixo do recorde histórico de 42,42 milhões registrado em 2023/2024.

Já a produção total de etanol somou 33,72 bilhões de litros, recuo de 3,56% na comparação anual.

O detalhamento mostra movimentos distintos:

  • Etanol hidratado: 20,83 bilhões de litros (-7,82%)
  • Etanol anidro: 12,89 bilhões de litros (+4,22%), segunda maior marca da série histórica

O etanol de milho ganhou ainda mais relevância, com produção de 9,19 bilhões de litros (+12,26%), representando 27,28% do total produzido no Centro-Sul.

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Vendas de etanol: mercado interno segue dominante

No mês de março, as vendas de etanol totalizaram 2,79 bilhões de litros, com forte predominância do mercado doméstico.

  • Mercado interno: 2,75 bilhões de litros (-0,06%)
  • Exportações: 45,11 milhões de litros (-71,22%)

No consumo interno:

  • Etanol hidratado: 1,66 bilhão de litros (+20,25% ante fevereiro)
  • Etanol anidro: 1,09 bilhão de litros (+4,80%)
  • No acumulado da safra:
  • Hidratado: 20,34 bilhões de litros
  • Anidro: 13,04 bilhões de litros (+7,08%)

O avanço do anidro foi impulsionado, entre outros fatores, pela implementação da mistura E30 (30% de etanol na gasolina) a partir de agosto de 2025.

Além do impacto econômico — estimado em R$ 4 bilhões de economia para proprietários de veículos flex — o consumo de etanol evitou a emissão de 50 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, recorde histórico do setor.

Nova safra 2026/27 começa com moagem mais forte

A safra 2026/2027 já começou com ritmo acelerado. Na primeira quinzena de abril de 2026, a moagem atingiu 19,56 milhões de toneladas, crescimento de 19,67% frente ao mesmo período do ciclo anterior.

Ao todo, 195 unidades estavam em operação:

  • 177 com moagem de cana
  • 10 dedicadas ao etanol de milho
  • 8 usinas flex

A qualidade da matéria-prima permaneceu estável, com ATR de 103,36 kg por tonelada.

Novo ciclo prioriza etanol e reduz produção de açúcar

O início da nova safra mostra uma mudança clara de estratégia industrial. Apenas 32,93% da cana foi destinada à produção de açúcar na primeira quinzena, enquanto mais de dois terços foram direcionados ao etanol.

  • Como consequência:
    • Produção de açúcar: 647,21 mil toneladas (-11,94%)
    • Produção de etanol: 1,23 bilhão de litros (+33,32%)
  • Desse total:
    • Hidratado: 879,87 milhões de litros (+18,54%)
    • Anidro: 350,20 milhões de litros
    • Etanol de milho: 411,94 milhões de litros (+15,06%), com participação de 33,49%
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O movimento reflete um cenário de mercado mais favorável ao biocombustível neste início de ciclo.

Vendas na nova safra e expectativa de alta no consumo

Na primeira quinzena da safra 2026/2027, as vendas totalizaram 1,28 bilhão de litros:

  • Hidratado: 820,15 milhões de litros
  • Anidro: 460,87 milhões de litros

No mercado interno, foram comercializados 1,25 bilhão de litros, enquanto as exportações somaram 28,88 milhões de litros (+18,03%).

A expectativa é de aceleração nas vendas nas próximas semanas, à medida que a queda de preços nas usinas seja repassada ao consumidor final, aumentando a competitividade do etanol frente à gasolina.

CBios: setor já avança no cumprimento das metas do RenovaBio

Dados da B3 até 29 de abril indicam a emissão de 14 milhões de Créditos de Descarbonização (CBios) em 2026.

O volume disponível para negociação já soma 25,13 milhões de créditos. Considerando os CBios emitidos e os já aposentados, o setor já disponibilizou cerca de 60% do total necessário para o cumprimento das metas do RenovaBio neste ano.

Análise: etanol ganha protagonismo em meio a incertezas globais

O início da safra 2026/2027 confirma uma tendência estratégica: maior direcionamento da cana para a produção de etanol, impulsionado por fatores como:

  • demanda doméstica consistente
  • políticas de descarbonização
  • maior previsibilidade no mercado interno
  • cenário internacional de incertezas energéticas

Com isso, o setor sucroenergético reforça seu papel na matriz energética brasileira, ao mesmo tempo em que ajusta sua produção às condições de mercado, buscando maior rentabilidade e segurança comercial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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