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Tour técnico no RS marca encerramento da safra de soja e milho verão 2025/2026

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Encerramento da safra reúne produtores, pesquisadores e distribuição

Um tour técnico promovido pela Elicit Plant Brasil marcou o encerramento da colheita da soja no Rio Grande do Sul e o fechamento da safra de milho verão 2025/2026. A iniciativa reuniu agricultores, pesquisadores e representantes do setor de distribuição para análise técnica dos resultados obtidos no ciclo.

O encontro teve como foco a avaliação de desempenho das lavouras em diferentes regiões do Estado, além da troca de experiências entre ciência e prática de campo.

Roteiro técnico percorre principais regiões produtoras do RS

A programação incluiu visitas a áreas experimentais e propriedades rurais nos municípios de São Luiz Gonzaga, Cruz Alta, Ijuí, Passo Fundo, Pontão e Santa Bárbara do Sul.

Segundo o responsável pelas operações da empresa no Brasil, Felipe Sulzbach, o objetivo foi aproximar diferentes elos da cadeia produtiva e permitir uma leitura mais precisa do desempenho das lavouras ao longo da safra.

Durante as visitas, os participantes analisaram o impacto das condições climáticas, estratégias de manejo e decisões adotadas pelos produtores ao longo do ciclo.

Ensaios de campo destacam comportamento de cultivares e manejo

Nas áreas de pesquisa, foram apresentados resultados de ensaios técnicos com foco em comportamento de cultivares, sanidade vegetal, manejo nutricional e controle de pragas e doenças.

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Já nas propriedades rurais, o grupo acompanhou os resultados práticos das estratégias adotadas pelos produtores, considerando diferentes condições de solo, clima e manejo ao longo da safra.

O objetivo foi confrontar dados experimentais com a realidade do campo, ampliando a base de análise técnica da safra.

Tecnologia aplicada reforça estabilidade produtiva na soja

Durante o tour, o destaque foi o desempenho do produto Elizon, desenvolvido pela Elicit Plant, que apresentou resultados consistentes em áreas experimentais e comerciais de soja.

De acordo com Felipe Sulzbach, a tecnologia demonstrou alta seletividade, contribuindo para a manutenção da área foliar saudável e para o equilíbrio fisiológico das plantas ao longo do ciclo.

Esse comportamento favoreceu maior uniformidade de desenvolvimento das lavouras e estabilidade produtiva diante de estresses abióticos, fatores considerados determinantes para o potencial produtivo da cultura.

Milho verão registra ganho médio de produtividade

O evento também marcou o encerramento oficial da safra de milho verão no Estado, com apresentação de dados consolidados voltados à distribuição e ao planejamento da próxima safra.

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Segundo os números compartilhados durante o encontro, houve incremento médio de produtividade entre 15 e 17 sacos por hectare em relação a ciclos anteriores, além da análise do desempenho das tecnologias aplicadas nas lavouras.

O levantamento incluiu ainda o comportamento das áreas frente às variações climáticas e os principais aprendizados técnicos do ciclo.

Integração entre campo e pesquisa fortalece tomada de decisão

Para a Elicit Plant Brasil, a realização do tour técnico reforça a importância da integração entre pesquisa, campo e mercado como ferramenta de suporte à tomada de decisão no setor agrícola.

“O objetivo é transformar dados da safra em informações estratégicas, que apoiem o planejamento e o posicionamento junto ao produtor rural”, destacou Felipe Sulzbach.

A iniciativa consolida a troca de conhecimento técnico como um dos pilares para o avanço da produtividade e da eficiência nas lavouras do Sul do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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