RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Tratores vocacionados impulsionam mecanização e aumentam rentabilidade na horticultura brasileira

Publicados

AGRONEGÓCIO

A mecanização da horticultura brasileira segue como um dos principais desafios para aumento de produtividade e rentabilidade no campo. Nesse cenário, os tratores vocacionados ganham protagonismo ao oferecer soluções mais acessíveis, eficientes e adaptadas às diferentes realidades do produtor rural.

Durante a 31ª edição da Hortitec 2026, realizada entre os dias 17 e 19 de junho em Holambra (SP), a LS Tractor apresenta seu portfólio completo de máquinas agrícolas, com modelos que variam de 25 cv a 145 cv, desenvolvidos para atender diferentes culturas, regiões e perfis de propriedades.

A estratégia da fabricante reforça o avanço da mecanização como ferramenta essencial para transformar a horticultura em um segmento mais competitivo, sustentável e tecnificado no Brasil.

Mecanização ainda é desafio na horticultura brasileira

Apesar dos avanços tecnológicos no agronegócio, a horticultura ainda enfrenta limitações históricas relacionadas ao acesso a máquinas adequadas, alto custo de investimento e falta de soluções específicas para pequenas propriedades.

Segundo o consultor de marketing da LS Tractor, Astor Kilpp, esse cenário reforça a importância de equipamentos desenvolvidos para atender demandas reais do produtor.

“A horticultura exige soluções específicas. A LS Tractor trouxe para o Brasil a experiência da Coreia do Sul, onde esse segmento é altamente mecanizado, e desde 2013 produz no país máquinas pensadas para a realidade do agricultor brasileiro”, destaca.

Atualmente, a empresa conta com uma linha de cerca de 15 modelos vocacionados para a horticultura, voltados especialmente para pequenos produtores e agricultura familiar, que somam mais de dois milhões de estabelecimentos no país.

MT2 27E leva tecnologia ao pequeno produtor

Entre os destaques do portfólio está o modelo MT2 27E, desenvolvido para atender propriedades de pequeno porte e operações que ainda utilizam equipamentos antigos ou possuem baixa mecanização.

Leia Também:  Soja registra alta no Brasil e em Chicago; vendas ganham ritmo com dólar valorizado

O trator é equipado com motor diesel de três cilindros e 25 cv, transmissão LS com 12 marchas à frente e 12 à ré, além de reversor sincronizado, o que garante maior eficiência operacional, economia de combustível e conforto ao operador.

O modelo também conta com TDP independente com acionamento eletro-hidráulico e sistema hidráulico de três pontos com capacidade de levante de 820 kg, considerada a maior da categoria.

De acordo com a fabricante, o equipamento é indicado para atividades como preparo de solo, formação de canteiros, plantio, tratos culturais, transporte de insumos e manejo em estufas.

MT4.70 é destaque em versatilidade e desempenho

Outro modelo apresentado pela LS Tractor é o MT4.70, conhecido como um dos mais versáteis da linha e apelidado no mercado como o “SUV dos tratores”.

O equipamento é indicado para pequenas, médias e grandes propriedades, destacando-se pela agilidade operacional e ampla faixa de aplicações no campo.

O trator conta com motor LS Diesel de quatro cilindros e 68 cv, alto torque e transmissão com 32 marchas à frente e 16 à ré, além de super redutor integrado. O eixo dianteiro reforçado (HD) garante maior estabilidade e capacidade de trabalho em diferentes condições de solo.

No sistema hidráulico, o modelo oferece capacidade de levante de 1.655 kg e controle remoto com vazão ajustável de 0 a 35 L/min em uma das válvulas. O MT4.70 também está disponível nas versões plataformada (ROPs) ou com cabine original de fábrica.

Segundo a LS Tractor, o modelo representa uma nova geração de tratores voltados à eficiência, inovação e sustentabilidade operacional.

Financiamento facilita acesso à mecanização no campo

Além da evolução tecnológica, o acesso ao crédito é apontado como fator decisivo para a expansão da mecanização na horticultura.

Leia Também:  Reforma Tributária e relações trabalhistas no agro serão destaque no 10º CNMA

De acordo com o diretor comercial da LS Tractor, Felippe Vieira, a principal barreira do setor não está mais na disponibilidade de tecnologia, mas sim na capacidade de investimento dos produtores.

Para facilitar a aquisição, a empresa oferece diferentes modalidades de financiamento, incluindo o consórcio LS Tractor, que permite compra planejada sem juros e com parcelas ajustadas ao ciclo produtivo.

“O consórcio possibilita ao produtor se organizar financeiramente e renovar sua frota sem comprometer o capital de giro”, explica Vieira.

Crédito rural e Pronaf ampliam oportunidades

Os equipamentos da LS Tractor também podem ser adquiridos por meio de linhas de crédito do BNDES, como o Pronaf, voltado à agricultura familiar.

O destaque é o Pronaf Especial, que oferece condições subsidiadas com taxas de juros de 2% ao ano e financiamento de até R$ 100 mil, permitindo a aquisição de modelos como o MT2 27E.

A linha também permite a inclusão de implementos no mesmo contrato, possibilitando ao produtor estruturar um sistema completo de mecanização.

Mecanização como caminho para competitividade no campo

Com a combinação de tecnologia, financiamento acessível e máquinas adaptadas às necessidades do produtor, a LS Tractor reforça seu posicionamento no avanço da mecanização da horticultura brasileira.

A tendência é que a adoção de tratores vocacionados contribua para elevar a produtividade, reduzir custos operacionais e ampliar a rentabilidade das propriedades, especialmente entre pequenos e médios produtores, fortalecendo a competitividade do setor no cenário nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Safra recorde já não basta para garantir rentabilidade ao produtor

Publicados

em

Por

A perspectiva de uma nova safra recorde encontra o produtor brasileiro diante de um desafio que cresce na mesma proporção da produção: financiar uma atividade mais tecnológica, mecanizada e intensiva em capital, num ambiente de juros elevados, margens menores e bancos mais seletivos. O avanço do crédito privado amplia as alternativas disponíveis, mas também exige profissionalização da gestão e uma análise mais rigorosa sobre o retorno proporcionado pelo patrimônio investido.

Dados do Banco Central (BC), compilados por entidades do setor, mostram que 23,5% da carteira ativa de crédito rural apresentava algum nível de problema em julho de 2026. Eram R$ 207,5 bilhões em operações inadimplentes, atrasadas, renegociadas ou prorrogadas. O indicador não representa apenas parcelas vencidas, mas revela o aumento do estresse financeiro acumulado depois de safras afetadas pelo clima, custos elevados e preços menos favoráveis.

Ao mesmo tempo, o financiamento bancário tradicional perdeu força. Em 12 meses, o volume de crédito rural concedido sem considerar instrumentos do mercado de capitais recuou 12%, para R$ 181,1 bilhões. A área atendida pelas linhas convencionais de custeio caiu quase 26%, de 34,2 milhões para 25,4 milhões de hectares.

Esse espaço vem sendo ocupado gradualmente por cooperativas, tradings, fornecedores de insumos, fundos de investimento e emissões no mercado de capitais. O estoque dos instrumentos privados de financiamento do agronegócio alcançou R$ 1,34 trilhão em julho, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Somente as Cédulas de Produto Rural (CPRs) somavam R$ 580,8 bilhões, distribuídos em aproximadamente 372 mil títulos.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a diversificação das fontes de recursos é necessária, mas não pode ser confundida com crédito fácil ou capacidade ilimitada de endividamento.

“O crédito privado será cada vez mais importante para complementar o Plano Safra e o financiamento bancário. O produtor, porém, precisa avaliar o custo efetivo, o prazo, as garantias exigidas e a compatibilidade das parcelas com o fluxo de caixa da propriedade. Trocar uma dívida por outra mais cara, sem corrigir a origem do desequilíbrio, apenas transfere o problema para a safra seguinte”, afirma.

Leia Também:  Semeadura do Arroz no RS Ultrapassa 57% da Área Prevista e Avança com Boas Condições Climáticas

A necessidade de capital aumentou com a transformação da agropecuária brasileira. Produzir em escala passou a exigir máquinas de maior capacidade, agricultura de precisão, armazenagem, irrigação, conectividade, sistemas de gestão, insumos tecnológicos e equipes especializadas. A valorização das terras também elevou o volume de patrimônio imobilizado nas operações.

Essa evolução permitiu ganhos de produtividade e consolidou o Brasil entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos, fibras e energia. Mas também tornou as propriedades mais sensíveis ao custo do dinheiro. Quando os juros aumentam e as margens recuam, uma atividade pode apresentar lucro contábil e, ainda assim, não remunerar adequadamente todo o capital empregado.

É nesse ponto que ganha importância o conceito de Valor Econômico Agregado, conhecido pela sigla EVA. O indicador calcula o resultado operacional do negócio depois de descontado o custo de todo o capital utilizado, inclusive recursos próprios, terras quitadas, máquinas e demais ativos.

Uma propriedade pode encerrar o ciclo com resultado positivo no balanço, mas destruir valor se o retorno obtido ficar abaixo do que aquele patrimônio poderia render em uma alternativa de menor risco. A terra própria, por exemplo, não deixa de ter custo econômico porque está quitada. Ela representa capital que poderia ser arrendado, vendido ou aplicado em outro investimento.

“O produtor sempre acompanhou produtividade, custo por hectare e preço de venda. Esses indicadores continuam fundamentais, mas já não são suficientes para medir a saúde econômica do negócio. Também é necessário saber se o resultado remunera a terra, as máquinas, o capital de giro e o risco assumido durante a safra”, diz Rezende.

A aplicação dessa análise não significa abandonar investimentos ou reduzir a produção. O objetivo é identificar quais atividades, áreas e estruturas realmente geram retorno. A avaliação pode mostrar que determinado talhão produz bem, mas possui custo elevado; que uma máquina permanece ociosa; ou que o arrendamento oferece resultado melhor do que a compra de terras financiada.

Leia Também:  Soja registra alta no Brasil e em Chicago; vendas ganham ritmo com dólar valorizado

O mesmo raciocínio vale para a contratação de crédito. Recursos obtidos a juros superiores ao retorno esperado pela atividade diminuem o valor econômico da propriedade, mesmo quando ajudam a ampliar o faturamento. Por isso, crescimento de receita, aumento de área e recorde de produção não significam necessariamente fortalecimento financeiro.

A busca por recursos privados também coloca a governança no centro das negociações. Instituições financeiras e investidores analisam demonstrações contábeis, histórico de produção, previsibilidade de caixa, endividamento, garantias, regularidade ambiental e fundiária, contratos e capacidade de gestão. Quanto maior a qualidade dessas informações, maior tende a ser a possibilidade de acessar diferentes fontes e negociar condições melhores.

“Governança deixou de ser uma preocupação exclusiva das grandes empresas. O produtor que conhece seus números, separa as contas da família e da propriedade, mantém documentos regulares e apresenta informações confiáveis reduz a percepção de risco. Isso melhora sua posição diante dos financiadores e permite comparar propostas sem decidir apenas pela disponibilidade imediata do dinheiro”, acrescenta Rezende.

O modelo de financiamento do agronegócio tende a permanecer híbrido. Crédito rural, recursos obrigatórios, cooperativas, tradings, fornecedores, fundos e mercado de capitais continuarão convivendo, cada um com custos, prazos e riscos diferentes. O desafio será combinar essas fontes sem comprometer parcelas excessivas da produção futura ou oferecer garantias incompatíveis com o valor da operação.

A safra recorde continua sendo uma demonstração da capacidade produtiva brasileira. Para que esse desempenho se transforme em renda, entretanto, o produtor precisará acompanhar não apenas quantas toneladas colhe, mas quanto valor permanece depois de remunerados todos os recursos utilizados. Em uma agricultura intensiva em capital, produzir mais é importante; produzir com retorno econômico tornou-se decisivo.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA