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Turismo rural impulsiona desenvolvimento no Caparaó

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O turismo rural vem ganhando força na região do Caparaó, em Minas Gerais, com o apoio do Programa Especial Agente de Turismo Rural, uma iniciativa do Sistema Faemg Senar. A ação capacitou 12 novos agentes de turismo nos municípios de Alto Caparaó e Alto Jequitibá, fortalecendo o potencial turístico e econômico das comunidades locais.

Capacitação transforma propriedades em destinos turísticos

O curso, promovido pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Alto Caparaó em parceria com a Prefeitura Municipal, teve como objetivo transformar conhecimento em oportunidades reais de desenvolvimento. A formação resultou na criação de oito roteiros turísticos, que valorizam as belezas naturais, a culinária, a história e as paisagens típicas da região.

Entre os participantes está Leandro Werner, produtor de Alto Jequitibá, que passou a enxergar sua propriedade como um espaço de visitação e memória. Ele destaca que as visitas técnicas realizadas durante o curso foram fundamentais para identificar novas possibilidades.

“Os próprios colegas trouxeram muitas ideias durante a análise da minha propriedade. Foi uma enxurrada de possibilidades que eu nunca tinha pensado. Isso abriu muito a minha cabeça”, contou Leandro.

A fazenda de Leandro, que abriga uma casa centenária e tem forte vínculo histórico com o município, também é produtora de cafés especiais desde 2021. A proposta é integrar a degustação do café à experiência turística, unindo tradição e sabor.

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Conhecimento que gera resultados

Leandro já vem aplicando os conhecimentos adquiridos em cursos anteriores do Senar Minas. Na primeira colheita, alcançou um lote de 87 pontos de qualidade, resultado que ele atribui diretamente aos ensinamentos e contatos obtidos durante as capacitações.

Novas perspectivas para o turismo local

A técnica em guia de turismo Luívia Bastos, de Alto Caparaó, também participou da formação. Atuante no atendimento a visitantes, ela buscou aprimorar sua atuação e ampliar sua visão sobre o potencial da região.

“O turismo rural é muito propício para a nossa região e o curso nos deu uma visão empreendedora, mostrando os potenciais que cada lugar tem para desenvolver o turismo. Também proporcionou uma troca entre quem atende o turista e quem investe nos empreendimentos”, destacou.

Integração e fortalecimento regional

Com seis módulos teórico-práticos, o programa promoveu visitas às propriedades dos participantes e incentivou a troca de experiências. O resultado foi a criação de uma rede de agentes preparados para indicar atrativos, fortalecer o comércio local e contribuir para o crescimento do fluxo turístico regional.

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O encerramento contou com a presença de autoridades locais, como o prefeito de Alto Caparaó, a secretária administrativa e o secretário de Turismo de Alto Jequitibá, além de produtores de cafés especiais. O evento reforçou o papel estratégico do turismo rural no desenvolvimento econômico e sustentável do Caparaó.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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