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União Europeia retoma sistema de pré-listing para exportações brasileiras de carne de aves e ovos após sete anos

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A União Europeia confirmou oficialmente ao governo brasileiro o retorno do sistema de pré-listing para estabelecimentos exportadores de carne de aves e ovos. A decisão, comunicada por meio de carta oficial, marca o fim de um bloqueio que durava desde 2018 e representa um importante avanço para o setor de proteína animal do Brasil.

O pré-listing é o modelo de habilitação em que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) indica à União Europeia os estabelecimentos que atendem às exigências sanitárias do bloco, dispensando inspeções caso a caso e tornando o processo mais ágil e previsível.

Fávaro destaca importância da reabertura do mercado europeu

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, comemorou o retorno do mecanismo, classificando-o como uma “grande notícia” para o setor avícola brasileiro.

“Esse mercado espetacular e altamente remunerador para o frango e para os ovos brasileiros estava fechado desde 2018. Portanto, sete anos com o Brasil fora”, afirmou o ministro.

Segundo Fávaro, todas as agroindústrias brasileiras que cumprirem os pré-requisitos sanitários poderão agora retomar suas vendas ao mercado europeu, considerado um dos mais exigentes e valiosos do mundo.

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Negociações intensas garantiram a retomada do pré-listing

A confirmação da União Europeia é fruto de três anos de negociações conduzidas pelo Mapa com a Comissão Europeia. Em 2 de outubro, uma missão brasileira em Bruxelas, liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, apresentou uma série de pedidos prioritários, entre eles o restabelecimento do pré-listing para proteínas animais, o avanço nas tratativas para retomar exportações de pescados e o reconhecimento da regionalização de enfermidades.

No dia 23 de outubro, uma reunião de alto nível realizada em São Paulo entre o secretário Luís Rua e o comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, consolidou os entendimentos bilaterais. O encontro confirmou o retorno do pré-listing para carne de aves e abriu caminho para a extensão do sistema às exportações de ovos, além de planejar uma auditoria europeia no sistema de controle de pescados.

Diálogo permanente entre Brasil e União Europeia

Durante as negociações, as partes também acordaram a criação de um mecanismo permanente de alto nível para tratar de questões sanitárias e regulatórias, com nova reunião prevista para o primeiro trimestre de 2026. O objetivo é garantir previsibilidade, transparência e continuidade no diálogo, além de reduzir entraves técnicos e fortalecer o comércio agropecuário entre Brasil e União Europeia.

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Reconhecimento internacional da inspeção sanitária brasileira

Com a restauração do pré-listing, o Brasil reforça o reconhecimento internacional de seus serviços de inspeção, consolidando sua credibilidade na segurança alimentar e conformidade com os padrões europeus. A medida também fortalece a agenda de facilitação de comércio, baseada em critérios técnicos e cooperação regulatória, abrindo novas oportunidades para a exportação de carne de aves e ovos brasileiros para o mercado europeu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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