RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Uso estratégico de biológicos eleva produtividade da soja e garante manejo sustentável em Itapeva (SP)

Publicados

AGRONEGÓCIO

O uso inteligente de produtos biológicos vem se consolidando como uma das principais estratégias para aumentar a produtividade e a sustentabilidade das lavouras de soja no Brasil. Um exemplo de sucesso vem da Fazenda Santana, em Itapeva (SP), que alcançou 126,71 sacas por hectare com o uso integrado de soluções biológicas.

O resultado foi obtido sob a consultoria de Adriano Oliveira, vencedor nacional da Categoria Irrigado no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB).

Aplicações estratégicas: do sulco à cobertura

Segundo Oliveira, o uso de biológicos foi decisivo para o controle de nematoides e doenças de solo, com aplicações realizadas no sulco de plantio e em cobertura.

“Também fizemos o tratamento de sementes com fungicidas, inseticidas e bioestimulantes, além da inclusão de inoculantes com rizóbios e promotores de crescimento”, destaca o consultor.

Essa integração de tecnologias proporcionou um ambiente favorável ao desenvolvimento das plantas e potencializou o desempenho produtivo da lavoura.

Clima desafiador exigiu planejamento técnico e tecnologia

As condições climáticas adversas foram um dos maiores desafios enfrentados durante o ciclo. De acordo com Adriano, a variabilidade do clima — marcada por veranico durante a formação de vagens e chuvas excessivas na maturação — exigiu estratégias bem definidas para preservar o potencial produtivo.

“Apostamos em cultivares de alto teto produtivo e estabilidade, fizemos o escalonamento do plantio dentro da janela ideal e utilizamos monitoramento em tempo real para antecipar manejos e proteger o desenvolvimento das plantas”, explica.

Manejo intensivo de pragas e doenças

No controle fitossanitário, o foco principal foi o combate à ferrugem asiática, mancha-alvo e ao percevejo-marrom, pragas recorrentes na região.

“Utilizamos fungicidas protetores a partir do V4-V5 e alternamos mecanismos de ação para evitar resistência. Também realizamos controle antecipado de pragas com aplicações programadas e monitoramento semanal”, afirma Oliveira.

O consultor ressalta que o uso de produtos com efeito fisiológico e residual ajudou a manter o estande de plantas e garantiu o enchimento uniforme dos grãos, refletindo diretamente na produtividade final.

Leia Também:  Mercado do boi gordo enfrenta baixa liquidez e arroba recua com pressão das escalas alongadas
Desafio CESB: incentivo à excelência técnica

Para Adriano Oliveira, participar do Desafio do CESB é uma oportunidade de aprimoramento técnico e troca de conhecimento.

“O desafio nos tira da zona de conforto e exige atenção a cada detalhe. Tivemos momentos difíceis por causa do clima, mas o planejamento e o uso de dados técnicos foram fundamentais para manter o foco”, relata.

O consultor reforça que cada decisão durante o ciclo foi baseada em monitoramento constante e histórico da área, fatores que contribuíram para o desempenho recorde.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

Publicados

em

Por

A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

Leia Também:  Estado cria fundo de R$ 800 milhões para impulsionar agroenergia

“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

Leia Também:  Hedgepoint projeta safra recorde de soja no Brasil em 2025/26 e aumento de exportações

O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA