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Vendas de etanol hidratado quase dobram em SP, mas preços permanecem estáveis

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Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que o volume de etanol hidratado vendido pelas usinas paulistas na última semana praticamente dobrou em comparação ao período anterior. O aumento reflete um forte aquecimento na demanda pelo biocombustível, impulsionada, em parte, pelos menores estoques das usinas neste início de outubro em relação ao mesmo período de 2024.

Oferta atrai distribuidoras e movimenta o mercado

Segundo o Cepea, os valores ofertados pelas usinas para novos lotes têm atraído a atenção das distribuidoras, estimulando as negociações. Nos últimos três anos, a comercialização de etanol hidratado tradicionalmente cresce de setembro para outubro, e este ano o movimento segue a tendência histórica, reforçado pelo cenário de estoques mais enxutos.

Preços do etanol se mantêm estáveis

Apesar do aumento da liquidez, as cotações do etanol não registraram grandes alterações. Entre os dias 6 e 10 de outubro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado em São Paulo fechou em R$ 2,7156/litro, valor líquido de ICMS e PIS/Cofins, representando uma leve queda de 0,4% em relação à semana anterior.

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Para o etanol anidro, o cenário foi semelhante, com ligeira variação negativa de 0,36%, encerrando o período em R$ 3,1126/litro (valor líquido de impostos, sem PIS/Cofins).

Perspectivas para o mercado de etanol

O crescimento das vendas indica maior dinamismo no mercado paulista de etanol, enquanto os preços estáveis sugerem equilíbrio entre oferta e demanda. Analistas destacam que a atenção dos compradores aos estoques reduzidos pode manter o ritmo de negócios em outubro, fortalecendo a tendência de comercialização positiva observada nos últimos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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