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USDA revisa projeções para grãos e aponta alta na produção global de soja, milho e trigo em 2026

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Projeções do USDA indicam aumento na oferta mundial de grãos

O relatório de janeiro de 2026 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no boletim WASDE e analisado pela Consultoria Agro Itaú BBA, apresentou revisões positivas para a produção global de soja, milho e trigo na safra 2025/26. As atualizações refletem uma combinação de melhor desempenho de colheitas nos principais países produtores e ajustes nas exportações e estoques finais.

Soja: Brasil lidera avanço com produção recorde

A produção brasileira de soja foi revisada para cima, passando de 175 para 178 milhões de toneladas, consolidando o país como principal produtor e exportador mundial. As exportações também subiram para 114 milhões de toneladas, mantendo o Brasil como fornecedor-chave para a China.

Nos Estados Unidos, a produção foi ligeiramente ajustada para 116 milhões de toneladas, enquanto as exportações recuaram de 44,5 para 42,9 milhões de toneladas, indicando menor competitividade frente ao Brasil.

A produção mundial de soja deve alcançar 426 milhões de toneladas, com aumento de 4% na safra brasileira e queda leve na argentina, projetada em 49 milhões de toneladas.

Milho: crescimento global puxado pelos EUA e China

O USDA também revisou para cima a produção global de milho, que deve atingir 1,296 bilhão de toneladas, um aumento de 5% em relação ao ciclo anterior. O destaque foi para os Estados Unidos, cuja produção subiu para 432 milhões de toneladas, e para a China, com elevação de 295 para 301 milhões de toneladas.

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No Brasil, o cenário é de estabilidade, com projeção mantida em 131 milhões de toneladas, enquanto a Argentina deve produzir 53 milhões. Já o estoque final global de milho foi ajustado de 279 para 291 milhões de toneladas, refletindo a recuperação nos países do hemisfério norte.

Trigo: Argentina e Brasil apresentam expansão na safra

As perspectivas para o trigo também foram ajustadas positivamente. A produção argentina subiu de 24 para 28 milhões de toneladas, enquanto o Brasil teve aumento de 7,7 para 8 milhões.

O estoque final mundial foi revisado de 275 para 278 milhões de toneladas, impulsionado por ganhos na Europa e Rússia.

A produção global deve atingir 842 milhões de toneladas, alta de 5% em relação à safra anterior, com recuperação nas áreas produtoras da União Europeia, Índia e Canadá.

Algodão: leve retração global, mas Brasil mantém crescimento

Diferente dos grãos, o algodão apresentou ajustes negativos. A produção global foi revisada de 26,1 para 26 milhões de toneladas, com o estoque final mundial reduzido para 16,2 milhões.

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Nos Estados Unidos, a estimativa caiu para 3 milhões de toneladas, enquanto no Brasil o número foi mantido em 4,1 milhões, consolidando o país como segundo maior exportador global.

A China segue como o maior produtor, com 7,5 milhões de toneladas, após revisão positiva de 200 mil toneladas.

Panorama geral e impacto no mercado

De forma geral, o WASDE de janeiro de 2026 indica uma oferta global mais robusta, com destaque para o avanço do Brasil nas exportações agrícolas.

Apesar de ajustes pontuais nos preços internacionais, a tendência é de mercado mais equilibrado, com estoques reforçados e maior estabilidade de oferta.

Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, os resultados refletem recuperação climática e ampliação de área cultivada nos principais países exportadores, especialmente no Mercosul e na América do Norte.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de milho para silagem recua no Rio Grande do Sul após impactos climáticos na safra 2025/26

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A safra de milho destinada à produção de silagem no Rio Grande do Sul encerra o ciclo 2025/26 com redução na produtividade e no volume colhido. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a colheita já ultrapassa 99% da área cultivada no estado, consolidando um cenário marcado pelos impactos das adversidades climáticas ao longo da temporada.

De acordo com a entidade, as geadas registradas durante o ciclo produtivo comprometeram parte das lavouras implantadas mais tardiamente. Muitas dessas áreas, inicialmente planejadas para a produção de grãos, foram redirecionadas para a ensilagem diante da perda de potencial produtivo e da inviabilidade de completar adequadamente o ciclo para colheita de grãos.

Geadas alteraram o destino das lavouras

A mudança de estratégia permitiu aos produtores aproveitar a biomassa disponível e reduzir parte dos prejuízos causados pelas baixas temperaturas.

Segundo a Emater/RS-Ascar, o redirecionamento das áreas para a produção de silagem foi uma alternativa para preservar valor econômico das lavouras afetadas, garantindo o abastecimento de alimento para os rebanhos e minimizando perdas na atividade pecuária.

Produtividade fica abaixo da estimativa inicial

A produtividade média estadual foi revisada para 36.878 quilos por hectare, resultado que representa queda de 3,8% em relação à projeção inicial de 38.338 quilos por hectare, divulgada no período de plantio.

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O desempenho reflete os efeitos das condições climáticas adversas registradas ao longo da safra, que impactaram diretamente o desenvolvimento das plantas e o potencial produtivo das lavouras.

Área cultivada também apresenta redução

A área efetivamente cultivada com milho para silagem no Rio Grande do Sul totalizou 349.085 hectares, segundo dados do IBGE.

O número representa retração de 2% em comparação à safra 2024/25, quando foram cultivados 356.300 hectares.

A redução da área, somada à menor produtividade observada durante o ciclo, contribuiu para a diminuição do volume final produzido no estado.

Produção estadual recua em relação à safra anterior

Com os ajustes realizados ao longo do acompanhamento da safra, a produção gaúcha de milho para silagem foi estimada em 12,87 milhões de toneladas.

O resultado é 0,7% inferior ao registrado na temporada anterior, quando a colheita alcançou 12,96 milhões de toneladas.

Na comparação com a previsão inicial para a safra 2025/26, que indicava potencial de 14,03 milhões de toneladas, a redução chega a 8,3%.

Clima foi principal fator de impacto

A revisão das estimativas confirma que os eventos climáticos tiveram influência decisiva sobre o desempenho da cultura no estado. Além das geadas, as oscilações climáticas observadas ao longo do ciclo limitaram o rendimento das lavouras e reduziram o potencial produtivo inicialmente projetado.

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Mesmo diante dos desafios, a rápida adaptação dos produtores permitiu o aproveitamento de parte das áreas afetadas, garantindo oferta de silagem para a pecuária gaúcha e reduzindo os impactos econômicos da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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