AGRONEGÓCIO
Verão reforça peso de El Niño e La Niña no planejamento do agronegócio
AGRONEGÓCIO
O agronegócio brasileiro entrou na última semana de janeiro sob um cenário clássico de verão: calor intenso, elevada umidade e temporais recorrentes em grande parte do país. Segundo a Climatempo, os volumes expressivos de chuva registrados nos últimos dias foram consequência do segundo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que manteve áreas do Centro-Oeste, Sudeste e parte do Norte sob instabilidade persistente.
Com a perda de força da ZCAS, outro sistema passa a ganhar relevância: a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que avança em direção ao Nordeste e deve concentrar as chuvas na região. Ainda assim, a combinação entre calor e umidade segue favorecendo pancadas isoladas por quase todo o território nacional, com aumento das temperaturas principalmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste — um quadro que impõe desafios diretos às operações no campo, da colheita ao manejo de lavouras e rebanhos.
Esse comportamento atmosférico reforça uma realidade conhecida por quem produz: o agronegócio brasileiro funciona como uma verdadeira indústria a céu aberto, totalmente dependente do clima. Nesse contexto, fenômenos de escala global, como El Niño e La Niña, seguem sendo determinantes para o desempenho das safras, influenciando desde o planejamento do plantio até os preços dos alimentos.
De acordo com o CPTEC/INPE, o El Niño ocorre quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial se aquecem acima da média, enquanto a La Niña é caracterizada pelo resfriamento dessas mesmas águas. Essa variação térmica altera a circulação dos ventos e, consequentemente, a distribuição das chuvas ao redor do planeta. No Brasil, os reflexos são sentidos de forma desigual entre as regiões e se estendem por longos períodos, já que esses fenômenos podem durar de nove meses a até dois anos, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Durante episódios de El Niño, o Norte e o Nordeste tendem a enfrentar redução das chuvas, com impactos severos sobre culturas como milho, feijão e mandioca, além de prejuízos às pastagens. No Sul, o excesso de precipitação costuma dificultar o manejo das lavouras, aumentar a incidência de doenças fúngicas e atrasar a colheita. Já no Centro-Oeste, o principal efeito é o aumento das temperaturas, que acelera o ciclo das plantas e pode comprometer o enchimento dos grãos, reduzindo a produtividade.
A La Niña, por sua vez, costuma inverter esse padrão. O fenômeno é especialmente crítico para produtores do Sul e do Mato Grosso do Sul, onde a escassez de chuvas já provocou quebras históricas de safra. Dados do Inmet indicam que eventos mais intensos podem reduzir a produção em até 30%. Em contrapartida, regiões do Norte, Nordeste e do Matopiba tendem a se beneficiar de um regime de chuvas mais regular, favorecendo o desenvolvimento das lavouras.
Essas oscilações climáticas afetam diretamente o calendário agrícola. Atrasos no plantio da soja, por exemplo, podem comprometer a janela do milho safrinha, expondo a cultura a riscos como seca ou geadas fora de época. Para reduzir essas incertezas, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) passou a ser uma ferramenta central no planejamento da produção, indicando os períodos mais seguros para o plantio em cada município, com base em séries históricas que incorporam os efeitos do El Niño e da La Niña.
Além disso, o uso crescente de previsões meteorológicas mais precisas, o desenvolvimento de cultivares adaptadas a estresses hídricos pela Embrapa e a adoção de práticas como o Sistema Plantio Direto têm ajudado o produtor a mitigar perdas. Em um ambiente climático cada vez mais volátil, a combinação entre ciência, tecnologia e gestão tornou-se tão estratégica quanto o próprio manejo da lavoura.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Cargill lança linha de nutrição para bezerras e novilhas leiteiras e reforça foco na eficiência da pecuária leiteira
A Cargill Nutrição e Saúde Animal anunciou o lançamento de uma nova linha de soluções voltada ao gado jovem no Brasil, com foco no desenvolvimento de bezerras e novilhas leiteiras. A iniciativa reforça a atuação da companhia em uma das fases mais estratégicas da pecuária leiteira, considerada determinante para a produtividade futura e longevidade dos animais no rebanho.
A nova linha combina nutrição especializada, suporte técnico e ferramentas digitais de acompanhamento, com o objetivo de apoiar produtores na formação de novilhas de alta performance desde os primeiros dias de vida.
Soluções globais adaptadas à realidade da pecuária brasileira
Desenvolvido em parceria com a equipe técnica global da empresa, o portfólio segue uma abordagem integrada que une escala internacional e aplicação prática local. As formulações e recomendações técnicas são padronizadas em diferentes países, mas adaptadas às condições de produção do Brasil.
Segundo a Cargill, essa combinação busca garantir maior consistência nos resultados, confiabilidade nas recomendações e geração de valor para produtores e técnicos envolvidos na cadeia leiteira.
O lançamento ocorre em um cenário de crescente profissionalização da pecuária leiteira, no qual eficiência produtiva, redução de perdas e melhoria dos índices zootécnicos tornam-se fatores decisivos para a competitividade do setor.
Desenvolvimento do gado jovem é determinante para produtividade futura
A empresa destaca que o manejo adequado nas fases iniciais do animal tem impacto direto no desempenho ao longo de toda a vida produtiva.
De acordo com Hilton Diniz, gerente de Soluções para Bovinos de Leite da Cargill Nutrição e Saúde Animal, a combinação entre nutrição, manejo e sanidade desde o nascimento é determinante para o potencial produtivo do rebanho.
“Quando trabalhamos de forma adequada a nutrição, o manejo e a sanidade desde os primeiros dias de vida, conseguimos produzir novilhas mais saudáveis, com melhor desempenho e maior capacidade produtiva no futuro”, afirma o executivo.
A companhia reforça que o investimento nessa fase contribui para a formação de animais mais eficientes, com menor incidência de problemas sanitários e melhor aproveitamento nutricional.
Tecnologia e dados ampliam gestão na pecuária leiteira
Além das soluções nutricionais, a Cargill também aposta na integração de ferramentas digitais para apoiar o produtor rural e equipes técnicas na tomada de decisão.
Entre as plataformas utilizadas estão Dairy Max, Start ROI e Dairy Enteligen, que permitem o acompanhamento de indicadores zootécnicos, formulação de dietas, monitoramento de ganho de peso e projeções de crescimento dos animais.
As ferramentas também oferecem suporte à análise financeira da atividade, aproximando a gestão técnica da gestão econômica das propriedades leiteiras.
Gestão do gado jovem ganha papel estratégico na produção de leite
A empresa avalia que a criação de bezerras e novilhas deixou de ser uma etapa apenas operacional e passou a integrar o núcleo estratégico da produção leiteira moderna.
Com o avanço da tecnologia e o aumento das exigências de eficiência no campo, o foco na fase inicial dos animais tem se consolidado como um dos principais fatores de melhoria de desempenho dos rebanhos.
Segundo Hilton Diniz, o objetivo da companhia é apoiar o produtor na obtenção de ganhos consistentes em saúde e produtividade, preparando os animais para expressarem seu máximo potencial ao longo da vida produtiva.
Pecuária leiteira avança para modelo mais tecnológico e eficiente
O lançamento da nova linha reforça a tendência de digitalização e intensificação tecnológica na pecuária leiteira brasileira.
Combinando nutrição de precisão, suporte técnico e ferramentas de gestão, o setor avança em direção a modelos mais integrados, capazes de reduzir perdas, melhorar a eficiência alimentar e aumentar a rentabilidade das propriedades.
Nesse contexto, o desenvolvimento adequado do gado jovem se consolida como um dos pilares centrais para o aumento da produtividade e sustentabilidade da atividade leiteira no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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