AGRONEGÓCIO
VLI reduz 8,6% do consumo de combustível no Corredor Norte e evita 3 mil toneladas de CO²
AGRONEGÓCIO
A VLI, empresa de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais, registrou uma redução de 8,6% no consumo de combustível no Corredor Norte, que conecta o Tocantins ao sistema portuário do Maranhão. A economia equivale a 1,3 milhão de litros de diesel e evita a emissão de 3 mil toneladas de CO² na atmosfera, reforçando o compromisso da companhia com a sustentabilidade.
Os dados estão detalhados no Relatório de Sustentabilidade VLI 2024 e fazem parte da agenda ESG da empresa, que prevê reduzir as emissões de gases do efeito estufa por tonelada transportada em 15% até 2030.
Investimentos em tecnologia e capacitação impulsionam eficiência
Alessandro Gama, diretor-executivo de Planejamento, Engenharia e Tecnologia da VLI, afirma:
“O Corredor Norte se torna um exemplo de eficiência energética no sistema ferroviário brasileiro. Capacitação de maquinistas, planejamento e introdução de tecnologias permitem ampliar esse impacto positivo em toda a operação da VLI.”
Uma das principais ferramentas utilizadas é o sistema Leader, aplicado na frota premium de locomotivas. O software permite que, quando o trem atinge velocidade superior a 8 km/h, o maquinista habilite condução semiautônoma, reduzindo variáveis operacionais, desgaste de equipamentos e consumo de combustível, ao mesmo tempo em que aumenta a segurança.
Resultados concretos de eficiência energética
Na Ferrovia Norte-Sul (FNS), o uso do sistema Leader reduziu o consumo médio de diesel de 1,66 para 1,51 litros por mil tonelada-quilômetro bruto (litros/ktkb), comparado a trens sem a tecnologia.
O sistema já está presente em mais de 80% do percurso do Corredor Norte, incluindo o tramo norte da FNS e a Estrada de Ferro Carajás, utilizada por trens da VLI em direito de passagem.
Expansão da tecnologia para outros corredores
A VLI também aplica o sistema Leader nos Corredores Sudeste e Leste da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que ligam o Centro-Oeste ao Porto de Santos e o Triângulo Mineiro ao sistema portuário do Espírito Santo.
A companhia projeta que a expansão do sistema para toda a FCA poderá gerar economia de combustível de aproximadamente 7% até o final do próximo ano, ampliando os benefícios ambientais e operacionais da iniciativa.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais
As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.
O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.
Exportações de açúcar caem em junho
Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.
A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.
Preço médio do açúcar despenca no mercado externo
O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.
Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.
No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.
Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços
Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.
Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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