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VLI registra aumento de 10% no transporte de soja pelo Corredor Norte e amplia eficiência logística

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A VLI registrou crescimento de 10% no transporte de soja pelo Corredor Norte ao longo de 2025, movimentando 9 bilhões de TKU – unidade que combina volume transportado e distância percorrida. Em 2024, o volume havia sido de 8,2 bilhões de TKU. Desde 2020, o aumento acumulado chega a 67%, mostrando a relevância do sistema integrado da companhia no escoamento da produção agrícola do país.

O Corredor Norte conecta os estados do Maranhão e Tocantins e recebe cargas provenientes de toda a região do Matopiba, contribuindo de forma estratégica para a logística nacional do agronegócio.

Crescimento reflete eficiência e infraestrutura moderna

Segundo Gabriel Fonseca, gerente geral Comercial para grãos e fertilizantes da VLI, os resultados refletem o compromisso da companhia com planejamento, segurança e excelência operacional.

“Os resultados crescentes da VLI na região mostram que a infraestrutura moderna é essencial para manter o Brasil em posição de destaque no abastecimento global de commodities e fortalecer a economia nacional”, afirma Fonseca.

Além da soja, o Corredor Norte transporta milho, farelo de soja e milho, combustíveis, celulose e ferro gusa. Considerando todas as commodities movimentadas, o volume da região saltou de 5,8 bilhões de TKU em 2015 para 14,4 bilhões em 2024, um aumento de quase 150% em dez anos.

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Composições de 240 vagões aumentam produtividade e reduzem emissões

Para otimizar o transporte, o Corredor Norte utiliza composições com até 240 vagões, operadas no sistema tricotrol, que consiste em três blocos de 80 vagões puxados por uma locomotiva cada. Cada trem é capaz de transportar até 30 mil toneladas por viagem, aumentando significativamente a produtividade e a eficiência logística.

O modelo também apresenta vantagens ambientais. O tricotrol registra um índice de emissão de 2,85 kg de CO₂ por litro de diesel, 12% menor que o padrão de 3,2 kg dos trens convencionais, contribuindo para a redução da pegada de carbono do transporte ferroviário.

Safra 2026 já em movimentação

O sistema integrado da VLI já está em operação para o transporte da soja da safra 2026, principalmente pelos corredores Sudeste, Leste e Norte, que utilizam a Ferrovia Centro-Atlântica para acessar o Porto de Santos e o sistema portuário do Espírito Santo.

Fonseca destaca que a concentração da colheita no primeiro trimestre aumenta a pressão sobre a logística, especialmente nas rotas mais longas.

“A integração entre ferrovias, terminais e portos garante previsibilidade e eficiência para os clientes no período de maior demanda, assegurando que o grão chegue aos portos com confiabilidade e menor impacto ambiental”, afirma.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Embrapa investe quase R$ 60 milhões em nova unidade para o Matopiba

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai investir R$ 58,9 milhões na reestruturação da sua unidade no Maranhão, em um movimento que reforça a presença da instituição no Matopiba — região que se consolidou como a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O aporte inclui R$ 43,9 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), além de R$ 10 milhões do Governo do Maranhão e R$ 5 milhões da bancada federal do estado.

A nova sede será instalada no campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), em São Luís, e integra o processo de reorganização da Embrapa no estado, que também prevê a contratação de 50 novos empregados aprovados em concurso público.

O projeto está inserido em uma estratégia mais ampla de fortalecimento da pesquisa aplicada ao Cerrado e à Amazônia Legal, com foco especial no Matopiba — que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

A região representa hoje cerca de 33% do território maranhense e se consolidou como uma das áreas mais dinâmicas da expansão agrícola brasileira, com forte avanço de soja, milho e algodão nas últimas duas décadas.

Embora o Brasil já seja o maior produtor mundial de soja, com produção próxima de 180 milhões de toneladas por safra, o crescimento recente da oferta tem sido puxado justamente por novas áreas do Cerrado, com destaque para o Matopiba.

No Maranhão, esse processo convive com forte dualidade: de um lado, o avanço da agricultura moderna e mecanizada; de outro, indicadores sociais ainda baixos, com o estado entre os menores Índices de Desenvolvimento Humano do país e elevada concentração de pobreza rural.

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A nova estrutura da Embrapa será equipada com laboratórios de alta complexidade, incluindo centrais analíticas, unidades de bioinsumos, agroindústria piloto e um laboratório voltado à redução de emissões de metano na pecuária — o primeiro do tipo na Amazônia e no Nordeste.

O Matopiba — formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — é hoje uma das áreas de maior expansão agrícola do Brasil e já reúne uma produção estimada em cerca de 32 a 35 milhões de toneladas de grãos por safra, segundo levantamentos setoriais recentes, com forte concentração em soja, milho e algodão.

Na soja, principal cultura da região, a participação do Matopiba já gira em torno de 10% a 14% da produção brasileira, dependendo da safra e da metodologia de cálculo, com crescimento acelerado sobre áreas de Cerrado antes consideradas de baixa aptidão agrícola.

O Brasil, maior produtor global de soja, colheu cerca de 180 milhões de toneladas na safra mais recente, segundo dados consolidados da Conab. Nesse contexto, o avanço do Matopiba tem sido um dos principais vetores de aumento de oferta, especialmente nas últimas duas décadas.

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Além da soja, a região tem ganhado relevância na produção de milho segunda safra e algodão, com destaque para áreas do oeste da Bahia e sul do Maranhão, onde a agricultura altamente mecanizada se consolidou com uso intensivo de tecnologia, correção de solo e integração de sistemas produtivos.

Apesar do avanço, o Matopiba ainda concentra gargalos estruturais importantes. Logística de escoamento, dependência de corredores como Norte-Sul e Arco Norte, e limitações de armazenagem seguem como pontos críticos que impactam o custo final da produção e a competitividade em relação a regiões tradicionais como Centro-Oeste e Sul.

É nesse cenário que a ampliação da presença da Embrapa ganha peso estratégico. A instituição é responsável por desenvolver tecnologias adaptadas ao Cerrado, como cultivares mais tolerantes a solos ácidos, sistemas de plantio direto e manejo de baixa emissão de carbono, fundamentais para sustentar a expansão agrícola na região.

A nova estrutura no Maranhão deve reforçar esse eixo de pesquisa aplicada, aproximando o desenvolvimento tecnológico das áreas de expansão produtiva, onde o crescimento da agricultura ocorre em ritmo mais acelerado do país.

Na prática, o Matopiba já se consolidou como uma das últimas grandes fronteiras agrícolas ainda em expansão no território nacional, com papel direto na ampliação da oferta de grãos e na sustentação do crescimento das exportações do agronegócio brasileiro.


Fonte: Pensar Agro

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