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Wall Street abre em alta com alívio geopolítico após decisão de Trump sobre Irã
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Abertura positiva impulsiona principais índices dos EUA
Os principais índices de Wall Street iniciaram a semana em alta nesta segunda-feira, refletindo um cenário de maior otimismo entre investidores. O movimento ocorre após a sinalização de redução de tensões no cenário geopolítico internacional.
Na abertura dos negócios, o Dow Jones Industrial Average registrava alta de 0,50%, aos 45.803,82 pontos. Já o S&P 500 avançava 1,05%, atingindo 6.574,96 pontos, enquanto o Nasdaq Composite subia 1,61%, chegando a 21.995,78 pontos.
Decisão de Trump reduz tensões e favorece mercados
O desempenho positivo das bolsas norte-americanas foi impulsionado pela declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que informou que irá adiar possíveis ataques contra usinas e infraestrutura de energia no Irã.
A medida contribuiu para aliviar preocupações relacionadas a um possível agravamento das tensões no Oriente Médio, fator que vinha pressionando os mercados financeiros globais nos últimos dias.
Retorno do apetite por risco movimenta investidores
Com a diminuição das incertezas geopolíticas, investidores voltaram a buscar ativos de maior risco, favorecendo principalmente o setor de tecnologia — refletido na alta mais expressiva do Nasdaq.
O cenário reforça a sensibilidade dos mercados internacionais a eventos políticos e militares, especialmente quando envolvem regiões estratégicas para o fornecimento global de energia.
Perspectivas seguem atentas ao cenário internacional
Apesar do avanço registrado na abertura, o mercado segue monitorando de perto os desdobramentos no cenário geopolítico, que continuam sendo um dos principais vetores de volatilidade no curto prazo.
Analistas destacam que novas sinalizações envolvendo o conflito podem impactar diretamente o comportamento das bolsas globais ao longo da semana.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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